UNESP - FACULDADE DE CIÊNCIAS E LETRAS - Câmpus de ASSIS
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
CATÁLOGO DE DISSERTAÇÕES E TESES
1985 -1999
Zélia Lopes da Silva (org.)
UNESP - UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA
Reitor
Prof. Dr. Antonio Manoel dos Santos Silva
Vice-Reitor
Prof. Dr. Luís Roberto de Toledo Ramalho
Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa
Prof. Dr. Fernando Mendes Pereira
FACULDADE DE CIÊNCIAS E LETRAS DE ASSIS
Diretor
Prof. Dr. Antônio Quelce Salgado
Vice-Diretora
Dra. Raquel Lazzari Leite Barbosa
Conselho do Programa de Pós-Graduação em História
Titulares
Drª Zélia Lopes da Silva - Coordenador
Dr. Antonio Celso Ferreira - Vice-Coordenador
Prof. Dr. José Carlos Barreiro
Drª Flávia Arlanch Martins de Oliveira
Suplentes
Profª Drª Maria Guadalupe Pedrero Sanches
Profa. Drª Glacyra Lazzari Leite
Prof. Dr. José Ribeiro Junior
Profª Drª Anna Maria Martinez Corrêa
Índice de títulos (teses)
Índice de títulos (dissertações)
O Programa de Pós-Graduação em História da UNESP, câmpus de Assis, completa em 1999, vinte e um anos de existência e apresenta-se hoje inteiramente consolidado. Iniciamos nossas atividades com a implantação do Mestrado em 1978, e, após dez anos de experiência implantamos em 1988 o curso de Doutorado. Recomendado e periodicamente avaliado pela CAPES, o Programa tem apresentado uma performance de inegável competência, demonstrada tanto pela qualidade dos trabalhos concluídos, quanto pela demanda de docentes de diversos estados brasileiros aos nossos concursos de seleção.
O sucesso da experiência do Programa passa, a partir desta edição eletrônica, a ser partilhado por um público mais amplo, que poderá examinar o trabalho realizado por seus professores e alunos ao longo desses anos, através dos resumos das dissertações e teses, o que sem dúvida propiciará a circulação de informações e o diálogo rápido com outros centros de produção especializada do país e exterior.
Assim, a produção acadêmica arrolada nesta publicação, disponível na Internet e em CD-Rom, compreende o período de 13 de dezembro de 1981, data da primeira defesa, a setembro de 1999, totalizando 21 (vinte e uma) teses e 123 (cento e vinte e três) dissertações. Tal produção retraça o perfil do Programa e, deixa antever, o processo interno de deslocamento do debate acadêmico ao longo desses anos
Pensando sob esse prisma a iniciativa da edição deste catálogo eletrônico tem um duplo significado: de um lado, permite o diálogo com a comunidade acadêmica especializada e, abre espaço, à interlocução com um público mais amplo; de outro, ao divulgar o conjunto das pesquisas realizadas, com as peculiaridades decorrentes da trajetória histórica do Programa, propicia ao próprio curso e à comunidade externa, a possibilidade de uma reflexão sobre o conjunto de sua produção. Isto significa a publicização de determinado tipo de conhecimento que, pela sua natureza e pelas dificuldades de publicação, quase sempre está disponível a um público reduzido de leitores. A publicação, via Internet, deste catálogo tem em mira romper esse isolamento e reafirmar a função social da Universidade que ao veicular o conhecimento produzido em seu interior transcende suas fronteiras e garante a interação com a comunidade mais ampla.
A estrutura desta edição orientou-se pela apresentação do histórico do Programa e sua proposta de funcionamento expressa no conjunto de informações que delineiam as possibilidades reais para a execução do trabalho de pesquisa do referido Programa, das atuais linhas de pesquisa, de um sumário, em ordem cronológica, das teses e dissertações (com os seguintes dados: título, autor(a), nível, número de páginas e data da defesa), dos resumos das teses e dissertações (com um cabeçalho que, além dos dados do sumário, apresenta a composição da banca examinadora e local de origem), do índice de autores, índice de títulos e índice de orientadores. A publicação reveste-se, portanto, das características próprias de um banco de dados, a serviço dos pesquisadores e interessados em geral que terão à sua disposição dados organizados e disponíveis de forma diferenciada.
Dessa forma, ao ordenar o conjunto das informações coloca-se imperativo recuperar a trajetória percorrida e assinalar a própria historicidade desse percurso, pontuando as preocupações que marcaram os primeiros passos de existência do próprio Programa.
Proposta do Programa
A partir da experiência de cursos de especialização, ocorridos na década de 70, professores do Departamento de História realizaram estudos e debates que resultaram na criação do curso de Pós-Graduação no final desta década, tendo como propósito inserir-se no debate historiográfico mais amplo, participando da formação de pesquisadores e docentes do ensino superior. A continuidade desse debate na década seguinte, tendo como eixo preocupações teóricas e metodológicas, voltadas para a reavaliação da produção historiográfica e aprofundamento de questões do ofício do historiador, culminaram na elaboração de projeto coletivo do Departamento de História que deu suporte à reformulação do referido curso de Pós-Graduação. Nesse sentido, a retomada de tal reflexão permitiu a definição da área de concentração denominada História e Sociedade, com o intuito de criar condições favoráveis para precisar um perfil mais claro para o curso a partir das pesquisas dos professores do Programa, possibilitar o intercâmbio de experiências e ampliar as opções de pesquisa de alunos, originários de experiências e regiões distantes do país. Vinculadas a ela as linhas de pesquisa constituíam-se em campos temáticos específicos, que aglutinaram os interesses de pesquisa dos professores e alunos do Programa a saber: História e Instituições, História e Mentalidades, História Regional e História e Movimentos Sociais. Essa estrutura perdurou até 1998, quando novamente foram feitas modificações na estrutura do Programa para permitir o ajustamento de seu perfil aos novos interesses de pesquisa, articulados ao debate historiográfico mais amplo do qual participamos enquanto professores integrantes do Programa e, também, daqueles que foram se incorporando ao quadro da Pós-Graduação.
Assim, em conformidade com o tema da área e com as especialidades dos docentes envolvidos no Programa, foram definidas três linhas de pesquisa: 1- Política: ações e representações, 2 - Religiões e visões de mundo e 3 - Identidades Culturais, etnicidade e migrações. Através de suas especificidades, elas permitem orientação teórica e historiográfica determinada, aglutinando as novas perspectivas que se renovam, dia após dia, no ofício cotidiano do historiador e marcam o seu olhar inquiridor sobre o acontecido.
Às linhas de pesquisa, assim formuladas, correspondem uma disciplina teórica geral que busca aglutinar o debate mais amplo desenvolvido no Programa, e um conjunto específico de disciplinas que se articulam a cada um desses campos temáticos, com a finalidade de dar subsídio teórico - metodológico e historiográfico às diferentes pesquisas em curso. O programa conta, ainda, com a oferta de disciplinas tópicas que permitem trazer para o debate assuntos correlatos e de interesse de cada linha de pesquisa, bem como a colaboração de professores visitantes de outras instituições do país e exterior.
O trabalho na Pós-Graduação tem sido executado ainda em sintonia com a chefia do Departamento de História e a direção do CEDAP- Centro de Documentação de Apoio à Pesquisa e Biblioteca, visando desenvolver uma política clara de integração entre a graduação, os centros que dão suporte a rápida realização das pesquisas dos discentes e a pós-graduação. Essa integração ocorre em diferenciados níveis, inclusive na realização de eventos conjuntos tais como: a Semana de História e os Encontros do CEDAP.
Mas, o trabalho executado pelo Programa pode ainda ser localizado em seus veículos de divulgação tais como as revistas HISTÓRIA (publicada pela UNESP) e PÓS-HISTÓRIA - ambas indexadas internacionalmente -, esta última editada pelo nosso Programa, com financiamento da CAPES. A primeira surgiu em 1982, a partir da fusão de Anais de História e Estudos Históricos, ambas do curso de História de Assis. Já a revista Pós-História nasceu em 1993 e marcou um importante momento do Programa por expressar a iniciativa do corpo discente e do coordenador do Programa, professor José Carlos Barreiro, que resolvem, com criatividade e aguçada postura crítica, publicar um periódico que fosse capaz de aglutinar alunos e professores do Programa para sua realização, singularizando-se enquanto experiência, por estar sua direção subordinada a um aluno de pós-graduação com o suporte de um conselho editorial misto. A continuidade das publicações demonstra a vitalidade dessas propostas, notadamente a última, por configurar o trabalho integrado entre alunos e professores visando a promoção do diálogo acadêmico, interno e externo, com outros centros de pesquisa do país e do exterior.
(E-mail da Pós-História . revista.pos-historia@assis.unesp.br)
Laboratório de Computação
Outro suporte importante para a realização do conjunto de atividades do Programa é o Laboratório de Computação, situado no prédio do Departamento de História. Representa um espaço fundamental para os alunos da pós-graduação realizarem suas atividades acadêmicas e, igualmente, oferece aos alunos da graduação o suporte necessário para desenvolverem seus projetos de iniciação científica ou atividades decorrentes da bolsa de monitoria, sob orientação dos professores do Departamento de História.
Os pós-graduandos utilizam o Laboratório de Computação para elaborar seus trabalhos visando obtenção de créditos, a apresentação de relatórios de pesquisa para a Comissão de Bolsas, impressão do texto final de suas dissertações e teses e consulta à Internet. Constitui-se em preocupação fundamental da Coordenação da Pós-Graduação garantir o pleno funcionamento do laboratório, atualizando os equipamentos e disponibilizando o seu uso de forma ágil, com o objetivo de oferecer condições favoráveis para o pós-graduando se titular nos prazos exigidos pelo Programa e pelas agências financiadoras. Portanto, o referido laboratório oferece condições para agilizar o fluxo de aluno dentro do programa e o andamento dos diversos trabalhos exigidos pela Pós-Graduação seja da parte dos professores seja dos alunos.
Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa (CEDAP)
E-mail: cedap@assis.unesp.br
Outro núcleo de integração de graduação e pós-graduação é representado pelo CEDAP (Centro de Apoio à Pesquisa), unidade auxiliar que oferece suporte à pesquisa em diferenciados níveis. Conta com alunos de graduação que atuam como estagiários no desenvolvimento da pesquisa histórica e iniciam-se no ofício de historiador trabalhando com diferentes fontes históricas. Os resultados têm sido promissores, na medida em que os alunos da graduação, que apresentam melhor desempenho, são encaminhados, sob orientação de um docente, para a elaboração de projetos de pesquisa e, posteriormente, para a pós-graduação. Muitos dos pós-graduandos são, portanto, oriundos do Curso de Graduação de História de Assis.
O CEDAP (Centro de Documentação e Apoio a Pesquisa), localizado no câmpus de Assis, representa um espaço privilegiado para o pesquisador e, em especial, para o pós-graduando, na medida em que aí se encontram acervos documentais valiosos. Entre outros, lembramos:
Documentação textual:
- O "Fundo do Arquivo da Comarca de Assis", sob custódia pelo Convênio entre o Tribunal de Justiça do estado de São Paulo e a Reitoria da Unesp, reúne 1.490 caixas contendo, aproximadamente, 170.000 processos. O arquivo é composto por processos civis, criminais, trabalhistas e comerciais dos Cartórios do 1º. , do 2º e 3º Ofício, do Fórum da Comarca e abrange o período de 1890 a 1980, englobando vários municípios da região. O convênio que transferiu o Arquivo do Fórum para o centro de documentação tem como objetivo não somente preservar e organizar a Memória Regional, mas também viabilizar o acesso a essas valiosas fontes de informações para a pesquisa em diferentes linhas. Com efeito, nos processos criminais, além da própria natureza do aparato policial e jurídico, pode-se perceber e apreender como objeto de pesquisa organizações familiares, relações de amor, de vizinhança, emoções, aspirações, comportamentos, a redefinição dos costumes e a sexualidade feminina, bem como os códigos de valores e os conflitos sociais de uma comunidade. Também a temática da violência e da criminalidade, em seus diferentes aspectos, contra a mulher e a criança ou de qualquer outro tipo, pode ser explorada nos processos criminais, assim como as relações trabalhistas e muitos aspectos do movimento operário. Os inventários, por sua característica de documento que prioriza informações detalhadas, também, são fontes preciosas para a reconstrução do passado por apontar diferenças de riqueza e padrões de herança, permitindo assim uma visão da vida material e do ecosistema referente ao período em questão.
- O "Fundo José Nazareno Mimessi" consiste em relevante acervo sobre a arte primitiva brasileira. Compõe-se de 64 caixas de documentos já identificados.
- O "Fundo PMA" (Prefeitura Municipal de Assis) é composto pela série impressos (Livros do Código Tributário, Código de Posturas, Decretos Leis e Orçamentos) e pela série Livros de Registros (Livros de Registros de Impostos e Taxas, Imposto Predial e Urbano, Taxa de Consumo de Água, Taxa de Limpeza de Vias Públicas, Taxa de Coleta de Lixo, Livro de Registro de Guias, Registro de Alistamento e de Assinaturas de Eleitores em eleições municipais e estaduais).
Arquivo:
- O "Arquivo da Faculdade de Ciências e Letras de Assis" contém não só documentos variados de sua história, mas também conta com um arquivo específico de fotografias. A tipologia de documentos é muito rica e permite ao pesquisador elaborar a história do câmpus, através da sua memória. Com este acervo já foi desenvolvido um projeto de pesquisa que resultou numa dissertação de mestrado sobre o movimento estudantil no câmpus de Assis.
- Coleções:
. Coleção Canto Libertário
(Periódicos: jornais nacionais e estrangeiros; revistas estrangeiras; jornais avulsos)
. Documentação em microforma
. Hemeroteca; uma coleção e dois suplementos especiais
. Documentação cartográfica
. Arquivo sonoro
. Arquivo tecnográfico.
Através do Programa de Aquisição de Periódicos Microfilmados, desenvolvido com apoio dos cursos de Pós-Graduação em História, Letras e Lingüística, foram adquiridos, a partir de 1996, os seguintes documentos:
1. Relatório dos Presidentes de Estados Brasileiros - São Paulo (1890/1930) . História/Apoio CAPES
2. Correio Brasiliense (1808/1882) . Letras/Apoio CAPES
3. Correio da Manhã - coleção completa; abrange o período de 1900 a 1950) . História/Apoio CAPES
4. A Festa (1927/1929 e 1934/1935) . Letras/Apoio CAPES
5. O Estado de S. Paulo - O CEDAP possui a coleção referente ao período de 1875 a 1957 e o ano de 1964 . História/ Apoio CAPES.
6. Relatórios Ministeriais (Império) Ministério da Marinha - 1890/1930 . História /Apoio CAPES
7. Periódicos da imprensa negra ( São Paulo) . 1923/1938 . História/Apoio CAPES
8. Vida Moderna (jul/1907-mar/1929); Revista Feminina (abr/1915 a dez/1935); Paulicéia Moderna (1916-1919) . História/Apoio FAPESP.
9. A Cigarra . 1914/1975/História - Apoio CAPES
10. Veja . 1968/1996 - Doação
O CEDAP estabeleceu convênio de custódia do Arquivo da Câmara Municipal de Assis. Este acervo já foi transferido para o CEDAP, estando à disposição dos interessados.
Através do CEDAP, portanto, os pós-graduandos têm à sua disposição acervos documentais valiosos, que no seu conjunto oferecem condições para o bom andamento de suas pesquisas. Os Conselhos de Área dos Programas de Pós-Graduação do câmpus de Assis estão empenhados na aquisição constante de microfilmes da Biblioteca Nacional (RJ), segundo o perfil dos pesquisadores, docentes e discentes dos Programas de Mestrado/Doutorado, a fim de dar continuidade às coleções existentes e implementar novas.
Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras de Assis
A Biblioteca da Faculdade de Ciências e Letras de Assis encontra-se instalada no Prédio II do Câmpus, ocupando área de 958,33 m2. Teve seu início em 16 de agosto de 1958, juntamente com a instalação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Assis, sob a direção do Prof. Dr. Antônio Soares Amora. Em 30 de junho de 1959, foi registrada no Instituto Nacional do Livro sob o Nº R.M. 8.512. Em 03 de julho de 1967, foi registrada também no Conselho Regional de Biblioteconomia, 8ª Região sob o nº CUn 010.
De 1958, data da instalação, até 1969, o acervo da Biblioteca se encontrava distribuído entre os Departamentos existentes na Faculdade e uma Biblioteca Central com as obras gerais e as não especializadas nos assuntos das disciplinas dos vários departamentos. Em julho de 1969, procedeu-se a unificação do acervo da Biblioteca numa única área retangular de 958,33 m2, onde se encontra atualmente.
A especialidade do acervo corresponde às áreas de conhecimentos dos cursos existentes na Faculdade: Letras, História, Psicologia e Ciências Biológicas, possuindo também material bibliográfico em outras áreas, como é o caso de Filosofia, Educação, Artes, Direito. Constituem um importante complemento do acervo coleções de periódicos científicos, teses e dissertações, obras de referência, mapas, folhetos e obras raras.
Desde sua criação, a Biblioteca preocupa-se com a qualidade do acervo. Inicialmente teve a colaboração de professores de renome, que integravam a Faculdade como a do Prof. Dr. Antônio Soares Amora e o Prof. Antonio Candido, entre outros. Essa colaboração se estende até o presente com a efetiva participação dos docentes na seleção e aquisição de todo o material bibliográfico.
O acervo atual da Biblioteca da FCL é constituído por : 62.161 volumes de publicações avulsas (livros); l.523 títulos de periódicos (nacionais e estrangeiros); 47.786 fascículos de periódicos; 1.106 Teses e Dissertações; 2.500 Obras Raras ou Especiais; 10 Bases de dados em CD-ROM; 0l Título de revista em disquete.
A Biblioteca oferece, entre outros, os seguintes serviços: comutação bibliográfica (Brasil/Exterior); empréstimo entre Bibliotecas; levantamentos bibliográficos; orientação para uso de obras de referência; cursos de orientação bibliográfica; assessoria a atividades docentes; exposição de novas aquisições e divulgação do Boletim Bibliográfico de novas aquisições.
A informatização da rede de Bibliotecas está entre as metas prioritárias da UNESP. A Reitoria aprovou o Plano de Gestão de Qualidade da Rede de Bibliotecas da Universidade, a fim de capacitá-las para o desenvolvimento de um trabalho integrado e para o melhor desempenho de suas atribuições.
Os quinze câmpus da UNESP, distribuídos por quinze cidades do interior do Estado, serão ligados entre si por redes locais de informática que, por sua vez, se integrarão numa rede de longa distância. A partir desse sistema, o usuário de qualquer Biblioteca da rede terá à sua disposição possibilidade de consultas às bases de dados em CD-ROM das Bibliotecas da UNESP e a uma base de dados centralizada em São Paulo.
CORPO DOCENTE EM 1999
(ÁREAS DE FORMAÇÃO E PESQUISA)
PROFESSORES PERMANENTES
Historiografia, literatura, mídia
Catolicismo e religiosidade no Brasil
Vanguardas históricas e experiência brasileira
Historiografia brasileira
Violência e poder local
Política brasileira e relações internacionais
Religiosidade e imaginário popular
Idéias e movimentos político-sociais
Etnicidade e identidade
Cultura e redes de poder
Judaísmo e hermenêutica bíblica
A política, os rituais e os símbolos de dominação
Idéias e práticas políticas no Brasil e na América Latina
Cultura Urbana e Linguagens
Igreja e religiosidade popular
As relações entre burguesia, Estado e movimento operário
História indígena e etnologia sul-americana
Movimentos sociais e práticas libertárias
Cultura religiosa e Estado
Cidades, identidades, linguagens
Identidades culturais, Espaços de sociabilidade e linguagens visuais
PROFESSORES COLABORADORES
(ÁREAS DE FORMAÇÃO E PESQUISA)
Documentação e memória histórica
As elites políticas no Império brasileiro
Relações de poder na antigüidade romana
Religião e religiosidade popular
O mundo colonial: relações sociais e políticasl
Elites políticas e movimentos sociais
História da América: política e movimentos sociais
Imagens do poder na Idade Média
Identidade e memória
RELAÇÃO DOS COORDENADORES DO PROGRAMA DESDE SUA FUNDAÇÃO
Vice-Coordenador: Prof. Dr. Manoel Lelo Bellotto (1985-87)
Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Glacyra Lazzari Leite (1987-89)
Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Beatriz Westin de Cerqueira Leite (1989-91)
Vice-Coordenadora: Profa. Dra. Glacyra Lazzari Leite (8/11/91 a 28/02/93)
Vice-Coordenador: Prof. Dr. Eduardo Basto de Albuquerque (30/03/93 a 7/11/93)
Vice-Coordenador: Dr. Benedito Miguel Ângelo Perrini Gil (1993-95)
Vice-Coordenador: Prof. Dr. Eduardo Basto de Albuquerque (21/11/95 a 13/05/96)
Vice-Coordenador: Prof. Dr. Carlos Roberto de Oliveira (23/08/96 a 16/05/97)
Vice-Coordenador: Dr. Antonio Celso Ferreira12/1997 a 23/12/1999)
Assis, outubro de 1999
Dra. Zélia Lopes da Silva
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ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: HISTÓRIA E SOCIEDADE
LINHA DE PESQUISA I - POLÍTICA: AÇÕES E REPRESENTAÇÕES
Esta linha pretende reunir investigações vinculadas ao campo da história política, compreendendo o estudo das práticas dos sujeitos, tanto nas suas dimensões macropolíticas quanto cotidianas. A linha tematizará, pois, um amplo espectro de objetos históricos marcados pela dimensão política: movimentos sociais, partidos, organizações, imprensa, produção cultural, imaginários sociais e relações internacionais, entre outros.
LINHA DE PESQUISA II- RELIGIÕES E VISÕES DE MUNDO
A linha em questão se propõe abordar a natureza dos fenômenos sagrado e religioso em suas múltiplas manifestações. Nessa pespectiva preocupa-se em perceber as visões religiosas de mundo e suas relações com as demais formas de representação presentes nos diferentes agrupamentos sociais e suas influências nas relações que permeiam o individual e o coletivo.
LINHA DE PESQUISA III - IDENTIDADES CULTURAIS, ETNICIDADE E MIGRAÇÕES
Pretende reunir investigações históricas centradas em torno do problema das identidades culturais, da etnicidade e das migrações. A linha privilegiará as práticas e produções culturais de diferentes sujeitos sociais, bem como as suas experiências de subjetivação histórica. O aprofundamento de tais manifestações será efetuado no campo social e cultural, nas formas de representação e simbologia, na cultura oral e letrada, na literatura, nas artes e na mídia.
Para a consecução dessa proposta, articulam-se a essas linhas, disciplinas que visam estabelecer a interação entre a área de concentração e os recortes temáticos propostos. Nesse sentido, a grade curricular que atende a essa proposta foi pensada em torno de uma disciplina teórica, vinculada à área de concentração, obrigatória para todos os alunos do Programa e, três disciplinas que integram cada linha de pesquisa a saber: uma disciplina específica, voltada para a demarcação das linhagens do debate teórico e historiográfico da própria linha, outra que acompanha o desenvolvimento das pesquisas dos discentes denominada "Seminário de Pesquisa" e, ainda, uma terceira disciplina "Tópicos Especiais" que propiciará a reflexão de outros assuntos de interesse de cada linha de pesquisa do Programa. Em resumo, a estrutura do Programa de Pós-Graduação de História, UNESP/Assis, conta com dez disciplinas credenciadas e distribuídas igualmente entre as linhas de pesquisa. Tais disciplinas estão credenciadas ao Programa e não ao professor.
Disciplina Obrigatória - Teoria e Método (Mestrado e Doutorado)
Ementa -
A disciplina se propõe discutir e delimitar o campo conceitual referente a experiências de método de mo do que propiciem aos alunos, ferramentas para a identificação das linhagens teóricas e, igualmente, para a construção de conhecimento histórico
08 créditos
Disciplinas da Linha de Pesquisa I - Política: ações e representações
História e Política
Ementa -
A partir de elementos historiográficos, teóricos e metodóligos a disciplina tem por objetivo refletir sobre a problemática da história política, voltando suas preocupações no sentido de oferecer aos alunos as ferramentas para a investigação histórica nesse campo de conhecimento.
O8 créditos
Seminários de Pesquisa I -
A disciplina deve contemplar uma discussão teória, definida a partir dos projetos de pesquisa dos alunos matriculados na disciplina e do debate dos projetos de pesquisa dos alunos da linha, matriculados na disciplina. Contará com a participação de todos os professores vinculados à linha.
08 créditos
Tópicos Especiais I-
Pela natureza da disciplina, ela terá o seu conteúdo definido na ocasião da oferta e deve articular-se com a proposta geral do Programa e atender aos interesses da respectiva linha.
08 créditos
Disciplinas da Linha de Pesquisa II - Religiões e visões de mundo
História e religiões
Ementa . A disciplina se propõe abordar a natureza dos fenômenos sagrado e religioso nas suas diversas formas, conteúdos e movimentos, buscando o percurso do debate teórico e a reflexão historiográfica, referentes às grandes religiões e aos grupos minoritários e emergentes.
Seminários de pesquisa II
A disciplina deve contemplar uma discussão teória, definida a partir dos projetos de pesquisa dos alunos matriculados na disciplina e, do debate dos projetos de pesquisa dos alunos da linha, matriculados na disciplina. Contará com a participação de todos os professores vinculados à linha.
08 créditos
Tópicos Especiais II
Pela natureza da disciplina, ela terá o seu conteúdo definido na ocasião da oferta e deve articular-se com a proposta geral do Programa e atender aos interesses da respectiva linha.
08 créditos
Disciplinas da Linha de Pesquisa III - Identidades culturais, etnicidade e migrações
História e Cultura
Ementa . Delimitar a trajetória das relações entre a história e a cultura, ressaltando os campos paradigmáticos e as experiências de método decorrentes da incorporação de novos sujeitos e práticas sociais no interior dessas análises, demarcando as linhagens desse debate, no campo historiográfico, no Brasil e exterior.
08 créditos
Seminários de Pesquisa III
Ementa .
A disciplina deve contemplar uma discussão teória, definida a partir dos projetos de pesquisa dos alunos matriculados na disciplina e do debate dos projetos de pesquisa dos alunos da linha, matriculados na disciplina. Contará com a participação de todos os professores vinculados à linha.
08 créditos
Tópicos Especiais III
Pela natureza da disciplina ela terá o seu conteúdo definido na ocasião da oferta e deve articular-se com a proposta geral do Programa e atender aos interesses da respectiva linha.
08 créditos
1985
A PRIMEIRA IGREJA PRESBITERIANA DE ASSIS: SUAS ORIGENS HISTÓRICAS, O MOVIMENTO DIVISIONISTA (1962-1972) E A CRIAÇÃO DA IGREJA PRESBITERIANA RENOVADA
Maria Delma CARVALHO
MESTRADO: 224p.
Defesa: 13/dezembro/1985
1986
A GÊNESE DO ANARCO-SINDICALISMO: TEORIA E PRÁTICA DE BAKUNIN
Sérgio Augusto Queiroz NORTE
MESTRADO: 145p.
Defesa: 25/agosto/1986
COLONIZAÇÃO E ESPECULAÇÃO FUNDIÁRIA EM MATO GROSSO: A IMPLANTAÇÃO DA COLÔNIA VÁRZEA ALEGRE (1957-1970)
Cláudio Alves VASCONCELOS
MESTRADO: 161p.
Defesa: 26/setembro/1986
CONFRONTO, COMPOSIÇÃO POLÍTICA E RELAÇÕES DE PODER NO MUNICÍPIO DE CAMBÉ DE 1947 A 1968
José Garcia GONZALES NETO
MESTRADO: 168p.
Defesa: 10/outubro/1986
1987
LIMITES HISTÓRICOS DO PENSAMENTO ABOLICIONISTA. UMA CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DO GRADUALISMO ADOTADO NA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL
Lupércio Antônio PEREIRA
MESTRADO: 260p.
Defesa: 30/março/1987
OS PARTIDOS POLÍTICOS EM BAURU (1930-1937)
Maximiliano Martins VICENTE
MESTRADO: 153p.
Defesa: 30/março/1987
A EXTINÇÃO DO ARCO-IRIS: A AGROINDÚSTRIA E O ECO-HISTÓRICO
Jozimar Paes de ALMEIDA
MESTRADO: 174p.
Defesa: 06/julho/1987
1988
CONCEIÇÃO DE MONTE ALEGRE: CIDADE ISOLADA NO VALE DO PARANAPANEMA
Maria Sílvia Moraes Nórcia MORELI
MESTRADO: 124p.
Defesa: 12/agosto/1988
ESTUDO DE UMA COMUNIDADE PIONEIRA NO NORTE DO PARANÁ: JATAIZINHO (1950-1985)
José Cezar dos REIS
MESTRADO: 222p.
Defesa: 07/outubro/1988
1989
CERTEZA DE LUCRO E DIREITO DE PROPRIEDADE. O MITO DA COMPANHIA DE TERRAS NORTE DO PARANÁ
Nelson Dácio TOMAZI
MESTRADO: 255p.
Defesa: 27/fevereiro/1989
A IMIGRAÇÃO JUDAICO-ALEMÃ NO NORTE DO PARANÁ: O CASO DE ROLÂNDIA
Hermann Iark OBERDIEK
MESTRADO: 188p.
Defesa: 18/agosto/1989
FRUTOS DA TERRA: OS TRABALHADORES DA MATTE LARANJEIRA
Gilmar ARRUDA
MESTRADO: 234p.
Defesa: 02/outubro/1989
O DISCURSO DO GUERREIRO. UM ESTUDO SOBRE A INSTITUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA BRASILEIRA
Sílvia Helena Zanirato MARTINS
MESTRADO: 257p.
Defesa: 06/outubro/1989
A ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO: SUA DIMENSÃO POLÍTICA NA ESTRADA DE FERRO SOROCABANA (1920-1940)
Maria de Fátima Salum MOREIRA
MESTRADO: 300p.
Defesa: 27/outubro/1989
INCORPORAÇÃO DA NOVA ALTA PAULISTA AO SETOR PRODUTIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO. MUNICÍPIO DE ADAMANTINA (1937-1955)
Rubens Galdino da SILVA
MESTRADO: 290p.
Defesa: 05/dezembro/1989
A RESISTÊNCIA DO ÍNDIO AO EXTERMÍNIO: O CASO DE AKWÊ XAVANTE (1967-1980)
Marta Maria LOPES
MESTRADO: 145p.
Defesa: 17/dezembro/1989
1990
CINEMA E HISTÓRIA: O CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS 50
William Reis MEIRELLES
MESTRADO: 200p.
Defesa: 06/fevereiro/1990
O PROTESTANTISMO NO VALE DO PARANAPANEMA: A DENOMINAÇÃO METODISTA (1920-1990)
Samir Borges da SILVA
MESTRADO: 156p.
Defesa: 05/outubro/1990
O IMIGRANTE ITALIANO EM BARIRI DE 1889 A 1920
Dirceu MAZOTI
MESTRADO: 146p.
Defesa: 30/novembro/1990
O HOMEM E A NATUREZA NA PERSPECTIVA DO ENSAIO POLÍTICO SOBRE O REINO DA NOVA ESPANHA, DE ALEXANDRE VON HUMBOLDT
José Joaquim Pereira MELO
MESTRADO: 217p.
Defesa: 05/dezembro/1990
INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA: A EXPERIÊNCIA ARGENTINO-BRASILEIRA NO CONTEXTO DA ALALC (1961-1967)
Patrícia Silveira MALHEIROS
MESTRADO: 180p.
Defesa: 07/dezembro/1990
FORMAÇÃO POLÍTICA DE MARÍLIA: TERRA E PODER NA FRENTE PIONEIRA PAULISTA (1924-1937)
Valdeir Agostinelli PEREIRA
MESTRADO: 264p.
Defesa: 12/dezembro/1990
1991
BÓIA-FRIA DA SILVA
Leonardo COLOSSO
MESTRADO: 123p.
Defesa: 14/fevereiro/1991
EVOLUÇÃO URBANA E A QUESTÃO DA HABITAÇÃO NO BRASIL: 1964-1988
Edson Pereira Bueno LEAL
MESTRADO: v.1, 182p. - v.2, 183-388p.
Defesa: 16/abril/1991
A RECUSA DAS GRADES: REBELIÕES NOS PRESÍDIOS PAULISTAS (1982-1986)
Eda Maria GOES
MESTRADO: 217p.
Defesa: 02/julho/1991
A CAFEICULTURA LINENSE E A BUSCA DE ALTERNATIVAS DE VIDA E TRABALHO APÓS A ERRADICAÇÃO DO CAFÉ NA FALA DOS TRABALHADORES RURAIS (1940-1960)
Vilma Fernandes NEVES
MESTRADO: 208p.
Defesa: 03/outubro/1991
ABANDONO E LEGISLAÇÃO: UMA CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA PROBLEMÁTICA DO MENOR
Ivana Martini de Andrade SILVA
MESTRADO: 211p.
Defesa: 25/outubro/1991
SOL NASCENTE NO BRASIL: CULTURA E MENTALIDADE
Francisco HASHIMOTO
MESTRADO: 189p.
Defesa: 25/novembro/1991
1992
ECONOMIA E PODER LOCAL: MARÍLIA DE 1946 A 1964
Áureo BUSETTO
MESTRADO: 266p.
Defesa: 06/fevereiro/1992
O TRÁGICO TRÊS DE OUTUBRO: ESTUDO HISTÓRICO DE UM EVENTO
Lídia Maria Vianna POSSAS
MESTRADO: 193p.
Defesa: 27/março/1992
IMAGENS DO PROGRESSO: CIVILIZAÇÃO E BARBÁRIE EM LONDRINA. (1930-1960)
Sônia Maria Sperandio Lopes ADUM
MESTRADO: 259p.
Defesa: 06/abril/1992
AS CHARQUEADAS EM MATO GROSSO: SUBSÍDIO PARA UM ESTUDO DE HISTÓRIA ECONÔMICA
Luiz Miguel do NASCIMENTO
MESTRADO: 195p.
Defesa: 03/junho/1992
OS NÔMADES. ETNOHISTÓRIA KAINGANG E SEU CONTEXTO: SÃO PAULO, 1850 A 1912
Níminon Suzel PINHEIRO
MESTRADO: 225p.
Defesa: 16/junho/1992
APOSENTADORIA PRECOCE: UM ESTUDO DA RUPTURA VIVIDA PELO TRABALHADOR
Elizabeth Maria Oliveira Luti BERTONCINI
MESTRADO: 218p.
Defesa: 31/julho/1992
TRABALHADORES DA CAFEICULTURA: O ENFRENTAMENTO DAS MUDANÇAS NO PROCESSO DE EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA (1950-1975)
Wilka Coronado Antunes DIAS
MESTRADO: 123p.
Defesa: 04/agosto/1992
AS CURVAS DO TREM E OS MEANDROS DO PODER: O NASCIMENTO DA ESTRADA DE FERRO NOROESTE DO BRASIL (1904-1908)
Paulo Roberto Cimó QUEIROZ
MESTRADO: 255p.
Defesa: 23/outubro/1992
TERRENOS DESCONHECIDOS: SOLOS HISTORIOGRÁFICOS SOBRE UMA MESMA BASE DOCUMENTAL
Ademir Pereira dos SANTOS
MESTRADO: 115p.
Defesa: 13/novembro/1992
A AGROINDÚSTRIA E O ESPAÇO URBANO DE ASSIS: VILA PRUDENCIANA (1970-1991)
Luís de Castro CAMPOS JÚNIOR
MESTRADO: 295p.
Defesa: 08/dezembro/1992
1993
PRESENÇA NEGRA EM MATO GROSSO. DOMINAÇÃO, VIOLÊNCIA E RESISTÊNCIA ESCRAVA: 1718-1888
Maria do Carmo Brazil Gomes da SILVA
MESTRADO: 229p.
Defesa: 26/março/1993
A ROMANIZAÇÃO DO CATOLICISMO NA PARÓQUIA DE BAURU (1909-1937)
Emílio Donizete PRIMOLAN
MESTRADO: 191p.
Defesa: 02/abril/1993
NORMA JURÍDICA E MOVIMENTO OPERÁRIO: 1933-1963. A EXPERIÊNCIA DOS TRABALHADORES FERROVIÁRIOS E RURAIS NO MUNICÍPIO DE ASSIS
Gabriel GIANNATTASIO
MESTRADO: 166p.
Defesa: 02/abril/1993
A INFÂNCIA E O PODER: A RECREAÇÃO NO PARQUE INFANTIL E SUA IMPLICAÇÃO SOCIAL (1930-1945)
David Ferreira de PAULA
MESTRADO: 232p.
Defesa: 23/abril/1993
I XÉ COME LA ZAVORRA: A TRAJETÓRIA DOS OPERÁRIOS QUE DEIXARAM SCHIO RUMO A SÃO PAULO, EM 1891
Antônio Folquito VERONA
MESTRADO: 392p.
Defesa: 21/maio/1993
O VIVER URBANO EM ROMA: UMA LEITURA DE PLÍNIO, O JOVEM E MARCIAL
Renata Lopes BIAZOTTO
MESTRADO: 283p.
Defesa: 26/julho/1993
A LÓGICA DO ILÓGICO: A HISTÓRIA DO GARIMPO DE PEIXOTO DE AZEVEDO ¾ MT (1978-1992)
Almir ARANTES
MESTRADO: 217p.
Defesa: 11/agosto/1993
IRACEMA, A SANTINHA DE MARÍLIA. UM ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO DE UM IMAGINÁRIO POPULAR
Martha dos REIS
MESTRADO: 191p.
Defesa: 31/agosto/1993
O MOVIMENTO ESTUDANTIL BRASILEIRO NOS ANOS 60 E A REFORMA UNIVERSITÁRIA
Sandra de Cássia Araújo PELEGRINI
MESTRADO: 265p.
Defesa: 07/outubro/1993
O PODER DA IMPRENSA E A IMPRENSA DO PODER: A FOLHA DE S. PAULO E O GOLPE DE 1964
Luiz Antonio DIAS
MESTRADO: 126p.
Defesa: 22/outubro/1993
"ELES OUSARAM LUTAR..." A NOVA ESQUERDA BRASILEIRA NO PERÍODO DE 1964 A 1972
Maria de Fátima da CUNHA
MESTRADO: 230p.
Defesa: 13/dezembro/1993
1994
A "PERDA" DA COBERTURA VEGETAL NATURAL NO CONTEXTO HISTÓRICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agnaldo KUPPER
MESTRADO: 115p.
Defesa: 27/abril/1994
AMORES ILÍCITOS. DISCURSOS SOBRE A MORAL E A SEXUALIDADE FEMININA EM CRIMES DE SEDUÇÃO. COMARCA DE ASSIS, 1940-1968
Marlene Aparecida de Souza GASQUE
MESTRADO: 243p.
Defesa: 24/junho/1994
LEGISLAÇÃO SOCIAL E SINDICALISMO: UM ESTUDO SOBRE OS TRABALHADORES RURAIS DO NORTE DO PARANÁ (1956-1963)
Angelo Aparecido PRIORI
MESTRADO: 212p.
Defesa: 09/agosto/1994
LUTA PELA TERRA EM SÃO JOSÉ DA BOA MORTE: PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E REPRESENTAÇÃO SOCIAL NO COTIDIANO DOS LAVRADORES (1960-1964)
Luiz Rogério Oliveira da SILVA
MESTRADO: 188p.
Defesa: 01/setembro/1994
HOMENS E MULHERES ROMANOS: O CORPO, O AMOR E A MORAL, SEGUNDO A LITERATURA AMOROSA DO PRIMEIRO SÉCULO d.C.
(OVÍDIO E PETRÔNIO)
Lourdes Madalena Gazarini Conde FEITOSA
MESTRADO: 97p.
Defesa: 27/setembro/1994
A SOMBRA DOS CARVALHOS: MILITARES E CIVIS NA FORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA
Francisco César Alves FERRAZ
MESTRADO: 224p.
Defesa: 17/outubro/1994
UMA COOPERATIVA AGRÍCOLA NO PROCESSO CAPITALISTA DO VALE DO PARANAPANEMA (1959-1990)
Rosenei Cristina Ribeiro VICTOR
MESTRADO: 195p.
Defesa: 07/novembro/1994
UM ESTUDO DE RELIGIOSIDADE POPULAR: O SANTO MENINO DA TÁBUA
Solange Ramos de Andrade DAVID
MESTRADO: 164p.
Defesa: 18/novembro/1994
AQUIDAUANA: A BAIONETA, A TOGA E A UTOPIA NOS ENTREMEIOS DE UMA PRETENSA REVOLUÇÃO
Eudes Fernando LEITE
MESTRADO: 164p.
Defesa: 08/dezembro/1994
1995
IMAGENS DA SOCIEDADE MEDIEVAL CASTELHANA ATRAVÉS DAS REPRESENTAÇÕES DRAMÁTICAS
José Carlos GIMENEZ
MESTRADO: 152p.
Defesa: 10/março/1995
ACIDENTE DE TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL EM MARÍLIA (1986-1990)
Rosa Maria Malheiros de BAPTISTA
MESTRADO: 203p.
Defesa: 15/março/1995
O SIMBOLISMO VISUAL DOS GRAFITES NA EPIGRAFIA LATINA POPULAR POMPEIANA (50-79 d.C.)
Wagner MONTANHINI
MESTRADO: 177p.
Defesa: 24/março/1995
A PROPRIEDADE DA TERRA NOS ANDES BOLIVIANOS. UM ESTUDO DA FORMAÇÃO DA GRANDE PROPRIEDADE EM OMASUYOS (1650-1660)
Norby Margoth Andrade ALVAREZ
MESTRADO: 167p.
Defesa: 30/março/1995
CURANDEIRISMO E MEDICINA: PRÁTICAS POPULARES E POLÍTICAS ESTATAIS DE SAÚDE EM SÃO PAULO NAS DÉCADAS DE 30, 40 E 50
Antônio Carlos Duarte de CARVALHO
MESTRADO: 220p.
Defesa: 10/abril/1995
INDÚSTRIA E TRABALHO NO MUNICÍPIO DO RIO GRANDE: A TRAJETÓRIA DA COMPANHIA UNIÃO FABRIL (1873-1930)
Carlos Alberto de OLIVEIRA
MESTRADO: 163p.
Defesa: 25/abril/1995
MAPAS, CARTILHAS E REFERENDUM: IMAGENS DA VIDA EM ANTÔNIO DE ALCÂNTARA MACHADO
Emery MARQUES
MESTRADO: 159p.
Defesa: 12/maio/1995
FACULDADES PARA BOTUCATU (SP). PROCESSO HISTÓRICO DE DEMANDAS SOCIAIS E POLÍTICAS PELA EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO ESTADO DE SÃO PAULO (1947-1963)
Isaura Maria Accioli Nobre BRETAN
MESTRADO: 182p.
Defesa: 12/maio/1995
"TEEM", UM PERSONAGEM CONTEMPORÂNEO. REPRESENTAÇÃO JUVENIL NA IMPRENSA
Ana Cristina Teodoro da SILVA
MESTRADO: 202p.
Defesa: 21/setembro/1995
ASTROLOGIA VERSUS ASTRONOMIA NO SÉCULO XII: A POSIÇÃO MAIMONIDEANA
Marco Antonio Neves SOARES
MESTRADO: 153p.
Defesa: 22/setembro/1995
REPRESSÃO E CONTROLE SOCIAL NO GOVERNO VARGAS (1930-1945)
Janete Leiko TANNO
MESTRADO: 185p.
Defesa: 23/outubro/1995
MEMÓRIA DA PROSTITUIÇÃO: LEMBRANÇAS DA "CASA DA ANTONIETA"
Ivana Guilherme SÍMILI
MESTRADO: 190p.
Defesa: 12/dezembro/1995
1996
ÉRICO VERÍSSIMO: ENTRE A LITERATURA E A HISTÓRIA (ANOS 1930-40)
Luciana Regina POMARI
MESTRADO: 159p.
Defesa: 07/fevereiro/1996
ESTRATÉGIAS DE AÇÃO DA IGREJA CATÓLICA NO MÉDIO VALE DO PARANAPANEMA: O MINISTÉRIO DA VISITAÇÃO
Maurílio Alves RODRIGUES
MESTRADO: 144p.
Defesa: 29/fevereiro/1996
"A CRIANÇA, O MENOR E A LEI": UMA DISCUSSÃO EM TORNO DO ATENDIMENTO INFANTIL E DA NOÇÃO DE INIMPUTABILIDADE
Ailton José MORELLI
MESTRADO: 181p.
Defesa: 15/março/1996
MENINAS INGÊNUAS: UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO? A SEXUALIDADE FEMININA: ENTRE PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES. MARINGÁ, 1950-1980
Edméia Aparecida RIBEIRO
MESTRADO: 205p.
Defesa: 21/março/1996
A CULTURA DOS LIBERTOS NO SATYRICON: UMA LEITURA
Claudiomar dos Reis GONÇALVES
MESTRADO: 264p.
Defesa: 29/março/1996
ASSENTAMENTOS DE SEM-TERRA EM GUARAPUAVA: HISTÓRICO E COTIDIANO
Aries José PIRES
MESTRADO: 149p.
Defesa: 19/abril/1996
SÃO TIAGO NA PRIMEIRA CRÔNICA GERAL DE ESPANHA. ALFONSO X: A TRADIÇÃO E A LEI
Adailson José RUI
MESTRADO: 120p.
Defesa: 25/abril/1996
AS MANIFESTAÇÕES ESTUDANTIS NO CÂMPUS DE ASSIS (1983-1995)
Maria Cecília de Faria ITAVO
MESTRADO: 90p.
Defesa: 05/agosto/1996
MOVIMENTOS SOCIAIS NOS CAMPOS DO PONTAL DO PARANAPANEMA: UM ESTUDO DE CASO DA GLEBA RIBEIRÃO BONITO (1970-1980)
Maria Celma BORGES
MESTRADO: 237p.
Defesa: 19/agosto/1996
O POLICIAMENTO E A ORDEM: REPRESSÃO E VIOLÊNCIA. LONDRINA, 1948-1962
Rivail Carvalho ROLIM
MESTRADO: 174p.
Defesa: 23/agosto/1996
HISTÓRIA E TRADIÇÕES DA CIDADE DE SÃO PAULO: MEMÓRIA DE UMA METRÓPOLE. ESTUDO SOBRE A NARRATIVA MEMORIALISTA DE ERNANI SILVA BRUNO
Sílvio Luiz LOFEGO
MESTRADO: 174p.
Defesa: 23/agosto/1996
PODER E MITO: O PRINCIPADO NA PERSPECTIVA DA LITERATURA LATINA (TÁCITO, SUETÔNIO E PLÍNIO, O JOVEM)
Andrea Lúcia Dorini de OLIVEIRA
MESTRADO: 147p.
Defesa: 29/agosto/1996
ESCRAVIDÃO E VIOLÊNCIA EM BOTUCATU (1850/1888)
César Múcio SILVA
MESTRADO: 143p.
Defesa: 30/agosto/1996
A JOVEM GUARDA E OS ANOS 60: UMA FESTA DE ARROMBA
Elizete Mello da SILVA
MESTRADO: 161p.
Defesa: 30/agosto/1996
1997
A MULHER EM ROMA: A CONDIÇÃO FEMININA NA LITERATURA PLINIANA
Valéria Cristina BASÍLIO
MESTRADO: 137p.
Defesa: 28/fevereiro/1997
UM CORTIÇO CHAMADO BRASIL: ALUÍSIO AZEVEDO E A SOCIEDADE BRASILEIRA DO SÉCULO XIX. UMA LEITURA
Renata Maria TAMASO
MESTRADO: 250p.
Defesa: 18/abril/1997
SOB O SIGNO DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA: A EXPERIÊNCIA DA AÇÃO POPULAR NO PARANÁ (1962-1973)
Reginaldo Benedito DIAS
MESTRADO: 201p.
Defesa: 23/abril/1997
DE OLHO NO PASSADO: A PINTURA DE RANCHINHO
Marta Dantas da SILVA
MESTRADO: 146p.
Defesa: 21/maio/1997
TRADIÇÃO LITERÁRIA, SIMBOLISMO E POLÍTICA PALACIANA NO LIVRO DAS BESTAS, DE RAIMUNDO LÚLIO
Ricardo Silva JOSÉ
MESTRADO: 229p.
Defesa: 15/agosto/1997
PUNK: CULTURA E PROTESTO, AS MUTAÇÕES IDEOLÓGICAS DE UMA COMUNIDADE JUVENIL SUBVERSIVA. SÃO PAULO, 1983-1996.
Rafael Lopes de SOUZA
MESTRADO: 151p.
Defesa: 18/agosto/1997
A IGREJA, A MULHER E O MATRIMÔNIO CRISTÃO EM PONTA GROSSA (1930-1965)
Carlos Alberto MAIO
MESTRADO: 188p.
Defesa: 20/agosto/1997
FILHOS DE SÃO FRANCISCO E ÍNDIOS: A AÇÃO MISSIONÁRIA DOS CAPUCHINHOS TRENTINOS NO NOROESTE PAULISTA (1890-1920)
Rodolfo Frank GONÇALVES
MESTRADO: 493p.
Defesa: 22/agosto/1997
PONTEIO NA CIDADE. MÚSICA CAIPIRA E IDENTIDADE SOCIAL
Nelson Martins SANCHES JÚNIOR
MESTRADO: 124p.
Defesa: 12/setembro/1997
ASSOCIAÇÕES DE MORADORES EM PONTA GROSSA: PARANÁ, 1967-1990
Cláudio Jorge GUIMARÃES
MESTRADO: 284p.
Defesa: 15/setembro/1997
OS ENFERMOS DA RAZÃO: INSANOS E DEMENTES NA CIDADE PLANEJADA PARA SER BELA E SEM PROBLEMAS. MARINGÁ, 1960-1970
Paulo Fernando de Souza CAMPOS
MESTRADO: 223p.
Defesa: 15/setembro/1997
IMPRENSA ALTERNATIVA E ANARQUISMO: "O INIMIGO DO REI" (1977-1988)
Waldir PAGANOTTO
MESTRADO: 97p.
Defesa: 24 /setembro/1997
LÍNGUAS DE FOGO: ACOMODAÇÃO, REBELIÃO E CIDADANIA ENTRE OS PENTECOSTAIS DE SÃO PAULO (1960-94)
Cátia SANTOS
MESTRADO: 113p.
Defesa: 24/setembro/1997
A EPOPÉIA DO CAIPIRA. REGIONALISMO E IDENTIDADE NACIONAL EM VALDOMIRO SILVEIRA
Célia Regina da SILVEIRA
MESTRADO: 182P.
Defesa: 25 /setembro/1997
1998
MARINGÁ: O CORAÇÃO VERDE DO BRASIL?
Zueleide Casagrande de PAULA
MESTRADO, 270 p.
Defesa: 16/fevereiro/1998
IMAGENS E VISÕES DO PARAÍSO NO OESTE PAULISTA: UM ESTUDO DO IMAGINÁRIO REGIONAL
Jorge Luiz ROMANELLO
MESTRADO,
Defesa: 26/fevereiro/1998
O COMÉRCIO DO PRAZER. PROSTITUIÇÃO EM GUARAPUAVA (1945-1964)
Terezinha Saldanha
MESTRADO, 183 p.
Defesa: 16/abril/1998
JECA TATU E O MUNDO QUE ELE CRIOU: O PROBLEMA DA ORIGINALIDADE CULTURAL EM VELHA PRAGA E URUPÊS
José Apostolo Neto
MESTRADO, 215 p.
Data: 28/abril/1998
CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA ADIVINHAÇÃO ROMANA: A ENEIDA DE VIRGÍLIO
Adriana Carriel de FREITAS
MESTRADO, 96 p.
Defesa: 28/abril/98
DISCIPLINA E ESCRAVIDÃO
Ana Lucia PEREIRA
MESTRADO, 124 p.
Defesa: 29/abril/1998
AS SETE CASAS DA ALFÂNDEGA: OS DESCAMINHOS DO CONTRABANDO NO BRASIL COLONIAL
José Orlando RODRIGUES
MESTRADO, 315 p.
Defesa: 13/agosto/1998
O DIÁRIO DOS CAMPOS: DISCURSOS E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS EM PONTA GROSSA (PARANÁ) - DÉCADA DE 1930
Niltonci Batista CHAVES
MESTRADO, 265 p.
Data: 21/agosto/1998
OS MÚSICOS NEGROS-ESCRAVOS DA REAL FAZENDA DA SANTA CRUZ NO RIO DE JANEIRO (1808-1832)
Antonio Carlos dos SANTOS
MESTRADO, 200 p.
Defesa: 26/agosto/1998
MALANDROS DA TERRA DO TRABALHO - FRAGMENTOS E MEMÓRIAS DA MALANDRAGEM E DA BOEMIA NA CIDADE DE SÃO PAULO (1930/1950)
Marcia Regina CISCATI
MESTRADO, 214 p.
Data: 17/setembro/1998
A PUXADA DO MASTRO. TRANSFORMAÇÕES HISTÓRICAS DA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO EM OLIVENÇA (ILHÉUS-BA)
Edilece Souza Couto
MESTRADO, 186 p.
Defesa: 30/setembro/1998
NÚCLEO PEDRINHAS. IDENTIDADE, HISTÓRIA E CULTURA MATERIAL.
Silvana Cristina Oliveira MUNIZ
MESTRADO, V.I 116p. V.II 100p.
Defesa: 30/setembro/1998
CAVALHADAS. FESTAS DE MOUROS E CRISTÃOS NO BRASIL COLÔNIA.
José Artur Teixeira GONÇALVES
MESTRADO, 119 p.
Defesa: 04/novembro/1998
PADRE DAVID CORSO. O ULTRAMONTANISMO NA PARÓQUIA DA CATEDRAL DE ASSIS
Erica Aparecida SITOLIN
Mestrado,
Defesa: 11/novembro/1998
UM OLHAR SOBRE A CIDADE. A POPULAÇÃO DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO EM 1855.
José Ferré do NASCIMENTO
Mestrado, 160p
Defesa: 30/novembro/1998
1999
A MULHER A VISÃO CRISTÃ PAULINA DO I SÉC. d.C.
Silvia Marcia Alves SIQUEIRA
MESTRADO, 102 p.
Defesa: 08/fevereiro/1999
ESPANHÓIS EM BAURU: HISTÓRIAS DE VIDA 1896-1930
Cintia Stela Negrão BERLINI
MESTRADO, 138 p.
Defesa: 19/fevereiro/1999
A DIALÉTICA DO REAL E DO IMAGINÁRIO: Uma proposta de interpretação do Fenômeno OVNI
Cláudio Tsuyoshi SUENAGA
MESTRADO, 300 p.
Defesa: 22/março/1999
CATEGORIAS DE ANÁLISE NA CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE "POLIS": UMA LEITURA DE MOSES I. FINLEY
Robson Felipe Viegas da SILVA
MESTRADO, 121 p.
Defesa: 09/abril/1999
PODER PÚBLICO MUNICIPAL E SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO: DOIS MODELOS DE ATUAÇÃO NA ÀREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL EM LONDRINA: 1964-1988.
Claudia Neves da SILVA
MESTRADO, 121 p.
Defesa: 12/julho/1999
NO FIO DA NAVALHA: UMA ANÁLISE SOBRE MODERNIZAÇÃO RESISTÊNCIA DA PROFISSÃO DE BARBEIROS
Dinese Dantas de ALCÂNTARA
MESTRADO, 120 p.
Defesa: 13/agosto/1999
MARIANA: ESCRAVOS EM FUGA (1711-1734)
Miguel PACÍFICO FILHO
MESTRADO, 163 p.
Defesa: 19/agosto/1999
A ODISSÉIA ESPORTIVA PAULISTA: A POPULARIZAÇAO DO FUTEBOL EM SÃO PAULO
David Lucio de Arruda VALVERDE
MESTRADO, 118 p.
Defesa: 19/agosto/1999
A POLÍTICA DE COLONIZAÇÃO DO ESTADO NOVO EM MATO GROSSO (1937-1945)
Benícia Couto de OLIVEIRA
MESTRADO, 121 p.
Defesa: 20/setembro/1999
EDUCAÇÃO: AS FALAS DOS SUJEITOS SOCIAIS (DELEGACIA DE ENSINO DE ASSIS-SP, 1984-1997)
Nadia GAIOFATTO
MESTRADO, 206 p.
Defesa: 20/setembro/1999
( VOLTAR )
1993
A CISPLATINA (ESTADO FEDERADO AO BRASIL)
Enrique Yamandu Peregalli BARBITTA
DOUTORADO: 221p.
Defesa: 18/junho/1993
1994
ARGENTINA: A FRUSTRAÇÃO ANUNCIADA
Léon POMERANTZ
DOUTORADO DIRETO: 389p.
Defesa: 16/setembro/1994
1996
NAS CURVAS DO ESPIGÃO PEIXE/AGUAPEÍ: DO SINO DA CAPELA AO RELÓGIO DA MATRIZ (1930-1970)
Rubens Galdino da SILVA
DOUTORADO: 278p.
Defesa: 19/março/1996
ARTÍFICES DO ÓCIO: MENDIGOS E VADIOS EM SÃO PAULO (1933-1942)
Sílvia Helena Zanirato MARTINS
DOUTORADO: 409p.
Defesa: 11/abril/1996
URDIDURAS E TESSITURAS URBANAS. NA HISTÓRIA DAS CIDADES, A ESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL DE ASSIS
Ricardo Siloto da SILVA
DOUTORADO DIRETO: 351p.
Defesa: 20/dezembro/1996
1997
O URBANISMO DO DESESPERO. UM ESTUDO DOS PROCESSOS DE LUTA PELO ESPAÇO URBANO NO PARANÁ (1985-1992)
Celene TONELLA
DOUTORADO: 371p.
Defesa: 04/abril/1997
A CONSTRUÇÃO DO INDIVÍDUO. SÃO PAULO, 1890-1920
André Luiz JOANILHO
DOUTORADO: 214p.
Defesa: 06/junho/1997
GUIZOT E A IDADE MÉDIA. CIVILIZAÇÃO E LUTAS POLÍTICAS
Terezinha OLIVEIRA
DOUTORADO: 434p.
Defesa: 26/agosto/1997
CIDADES E SERTÕES
Gilmar ARRUDA
DOUTORADO: 369 p.
Defesa: 07/novembro/1997
O COOPERATIVISMO NO VALE DO PARANAPANEMA - ESTUDO DAS COOPERATIVAS: RIOGRANDENSE, AGROPECUÁRIA DE PEDRINHAS PAULISTA E COOPERMOTA (1980-1995)
Luis de Castro CAMPOS JÚNIOR
DOUTORADO: 312 p.
Defesa: /dezembro/1997
1998
O AÇO, A CRUZ E A TERRA: ÍNDIOS E BRANCOS NO PARANÁ PROVINCIAL (1853-1889)
Lucio Tadeu MOTA
DOUTORADO, 531 p.
Defesa: 05/março/1998
DE CUBA A TENOCHTITLÁN, A BUSCA DOS "SEGREDOS DA TERRA". ESTUDO DA TRAJETÓRIA DE FERNANDO CORTÉS NO MÉXICO. (DE 18 DE FEVEREIRO A 8 DE NOVEMBRO DE 1519)
José Joaquim Pereira MELO
DOUTORADO, 255 p.
Defesa: 24/abril/1998
PARÓDIA & CHANCHADA. IMAGENS DO BRASIL NA CULTURA DAS CLASSES POPULARES.
William Reis MEIRELLES
DOUTORADO, 308 p.
Defesa: 13/agosto/1998
UM PROJETO DE EDUCAÇÃO NACIONAL. O DISCURSO DA RACIONALIDADE PRODUZINDO UM MODELO DE ESCOLA PARA SÃO PAULO NOS ANOS 30.
Cecilia Hanna MATE
DOUTORADO, 185 p.
Defesa: 21/agosto/1998
IMAGENS DA POLÍCIA. RELAÇÕES ENTRE CIDADANIA E VIOLÊNCIA CARACTERIZADAS NAS REPRESENTAÇÕES DA POLÍCIA PAULISTA; JANEIRO/83 - MARÇO/85
Eda Maria GÓES
DOUTORADO, 245 p.
Defesa: 01/outubro/1998
A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA: INDUSTRIALIZAÇÃO E APROPRIAÇÃO (1970-1990)
Antonio Carvalho do NASCIMENTO
DOUTORADO DIRETO, 200 p.
Defesa: 23/novembro/1998
1999
QUADROS DA EXPANSÃO COLONIAL LUSO-ESPANHOLA (1737-1777)
José Vicente de FREITAS
DOUTORADO DIRETO, 259 p.
Defesa: 19/abril/1999
VANUÍRE. CONQUISTA, COLONIZAÇÃO E INDIGENISMO: OESTE PAULISTA. 1912-1967
Niminon Suzel PINHEIRO
DOUTORADO, 292p
Defesa: 27/abril/1999
O ESPETÁCULO DO REINO UNIDO - VISÃO DO VIAJANTE TOLLENARE SOBRE A CRISE LUSA E A REVOLUÇÃO DE 1817
Elizabeth de Camargo VIANA
DOUTORADO, 320 p.
Defesa: 20/maio/1999
MARTINS PENA EM QUATRO ATOS. Representações do Império. (1800-1850)
David Ferreira de PAULA
DOUTORADO, 283 p.
Defesa: 30/agosto/1999
O CULTO À SENHORA APARECIDA: SÍNTESE ENTRE O CATOLICISMO OFICIAL E O POPULAR NO BRASIL
Martha dos REIS
DOUTORADO, 257 p.
Defesa: 16/setembro/1999
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1985 (1ª defesa)
RESUMOS DAS DISSERTAÇÕES
1985 (1ª defesa)
A PRIMEIRA IGREJA PRESBITERIANA DE ASSIS: SUAS ORIGENS HISTÓRICAS, O MOVIMENTO DIVISIONISTA (1962-1972) E A CRIAÇÃO DA IGREJA PRESBITERIANA RENOVADA
Maria Delma CARVALHO
MESTRADO: 224p.
Defesa: 13/dezembro/1985
BANCA:
Antônio Carlos Bernardo - (Orientador)
José Ênio Casalechi - UNESP/Araraquara
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP - Assis
RESUMO:
O trabalho tem por objetivo analisar os desdobramentos provocados pela introdução de novas idéias e novos valores no campo da atividade religiosa que, num dado momento, colocou em risco a unidade e a integridade de uma instituição tradicional e conservadora, a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.
Trata-se de um estudo de caso delimitado historicamente pelo período que vai de 1962 a 1972, época em que a sociedade brasileira se apresentava marcada por um processo de repressão política e social.
O envolvimento da Primeira Igreja Presbiteriana Independente do Brasil no movimento denominado "Renovação Espiritual" gerou uma crise institucional de conseqüências desestabilizadoras para o sistema como um todo. Dentre elas, ressaltamos o aprofundamento das divergências na política eclesiástica no que se refere às doutrinas e à condução das práticas religiosas que, de tempos em tempos, sofriam um processo de "esfriamento".
Resumidamente, podemos afirmar que os valores que norteiam o presbiterianismo independente não mudaram ao sabor do aparecimento de novas formas de interpretar a realidade social, mesmo se conquistadas através de pesquisas filosóficas e histórico-sociais. Quando essas formas novas surgiram, tendo encontrado adeptos no grupo dirigente da instituição, as preocupações voltaram-se sobretudo para a defesa da integridade doutrinária da denominação.
O desafio do estudo de um movimento de características religiosas de alcance popular, como o caso proposto, consiste em verificar, através dele, a tendência de aceitação ou de crítica da sociedade na qual está inserido.
1986 (três defesas)
A GÊNESE DO ANARCO-SINDICALISMO: TEORIA E PRÁTICA DE BAKUNIN
Sérgio Augusto Queiroz NORTE
MESTRADO: 145p.
Defesa: 25/agosto/1986
BANCA:
Clodoaldo Bueno - (Orientador) - UNESP/Marília
José Ribeiro Júnior - UNESP/Assis
Luiz Alfredo Galvão - PUC/SP
RESUMO:
Fritz Brupbacher afirma em sua obra Bakunin, o demônio da revolta: "Bakunin tornar-se-á atual no dia em que os homens não mais suportarem o despotismo burguês e o despotismo proletário."
O dia parece ter chegado, o anarquismo e Bakunin voltam a ser comentados, mas a atração positiva ou negativa por este personagem ainda funda-se no desconhecimento de sua obra.
Bakunin, o profeta da destruição, um rebelde primitivo, porta-voz do lumpen-proletariado, pensador pequeno burguês foi enterrado pela . ciência marxista. . Esta ignorância sobre sua vida e obra é compreensível, pois não há edições em nosso país e muitas das publicações disponíveis são um amontoado de textos sem nexo.
Lembremos que, ao ressuscitar Bakunin, não promovemos e nem queremos um culto à sua personalidade, mas fazemos nossas as palavras ditas por Malatesta na ocasião do VIII Congresso da Associação Internacional dos Trabalhadores, realizado em Berna: "Seguimos as idéias e não os homens, e nos rebelamos contra o costume de encarnar um princípio em um homem." Palavras mais significativas ainda se lembrarmos que foram ditas em outubro de 1876, três meses após a morte de Bakunin, do qual Malatesta era amigo e companheiro de militância.
COLONIZAÇÃO E ESPECULAÇÃO FUNDIÁRIA EM MATO GROSSO: A IMPLANTAÇÃO DA COLÔNIA VÁRZEA ALEGRE (1957-1970)
Cláudio Alves VASCONCELOS
MESTRADO: 161p.
Defesa: 26/setembro/1986
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa - (Orientadora) - UNESP/Assis
José Ribeiro Júnior - UNESP/Assis
Arlinda Rocha Nogueira . IEB/USP
RESUMO:
O objetivo central deste estudo consiste na análise das implicações sócio-econômicas que orientaram o processo histórico da implantação da colônia Várzea Alegre, no município de Terenos, no atual Estado de Mato Grosso do Sul. Esta colônia, que surgiu de um projeto particular de colonização, foi instalada com o objetivo de absorver imigrantes japoneses. Foi, portanto, a princípio, uma colônia de povoamento, envolvendo interesses tanto japoneses quanto brasileiros, num momento propício para a história das relações entre Brasil e Japão.
A aquisição da área, que na época era intitulada de "Fazenda Várzea Alegre" (uma área de domínio privado), pela empresa colonizadora JAMIC, Imigração e Colonização Ltda., data de 24 de novembro de 1957.
Nos anos 1959-60, chegaram a essa colônia os primeiros imigrantes japoneses. Hoje, a colônia Várzea Alegre já se encontra emancipada, isto é, já obteve sua autonomia e não tem mais vínculos com a JAMIC, condição conquistada em 1983.
O trabalho analisa, portanto, o papel desempenhado pelas companhias de colonização e implantação do capitalismo no Estado de Mato Grosso, principalmente a partir da década de 50, quando este processo se intensificou. Após determinar os fatores internos e externos que levaram as companhias a investirem nesse Estado, focalizamos a colônia Várzea Alegre em seus vários aspectos, no momento de sua implantação, entendendo por tal não apenas a história da chegada de seus primeiros proprietários mas, principalmente, os trabalhos desenvolvidos na tentativa de fixação dos primeiros grupos de imigrantes japoneses, suas expectativas, suas dificuldades iniciais até o estabelecimento das diretrizes escolhidas e adaptadas às condições encontradas.
CONFRONTO, COMPOSIÇÃO POLÍTICA E RELAÇÕES DE PODER NO MUNICÍPIO DE CAMBÉ DE 1947 A 1968
José Garcia GONZALES NETO
MESTRADO: 168p.
Defesa: 10/outubro/1986
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Heloísa Liberalli Bellotto - USP
Célia de Carvalho Ferreira Penço - UNESP/Assis
RESUMO:
O confronto, a composição política e as relações de poder que ocorreram no município de Cambé, no Norte do Paraná, a partir do ano de 1947, constituem o objeto do presente trabalho. O estudo gira em torno de duas lideranças que mantiveram, por cerca de vinte e um anos, a hegemonia da política cambeense e de seus relacionamentos com as esferas estadual e federal.
O trabalho objetiva compreender a emergência e a permanência dessas lideranças e os mecanismos usados para o funcionamento do poder político local. A pesquisa abrangeu o estudo dos períodos posteriores a 1930. Nesse ano, a região norte paranaense começou a ser colonizada e assim surgiram a cidade e o município de Cambé, palco de atuação das duas lideranças políticas.
A dissertação focaliza, em particular, o período de 1947 a 1968, mas inclui também, na primeira parte, o estudo do período anterior, desde a fundação da cidade até a criação do município em 1947. Na segunda parte, após 1947, aborda-se o confronto das duas lideranças políticas ao longo de cinco quatriênios, isto é, até 1968, ano em que ocorreu uma diluição e interpenetração dos componentes antagônicos em novas composições, que se articulam tendo em vista as eleições municipais daquele ano.
1987 (três defesas)
LIMITES HISTÓRICOS DO PENSAMENTO ABOLICIONISTA. UMA CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DO GRADUALISMO ADOTADO NA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO NO BRASIL
Lupércio Antônio PEREIRA
MESTRADO: 260p.
Defesa: 30/março/1987
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Glacyra Lazzari Leite - UNESP/Assis
José Jobson de Arruda Andrade - USP
RESUMO:
Um dos fatos que chama a atenção na formação histórica do Brasil é a excepcional longevidade da escravidão. Entretanto, esse fato . que, aliás, constitui uma das peculiaridades de sua formação histórica . não tem sido privilegiado pela historiografia. Os trabalhos mais significativos e de maior aceitação no mundo acadêmico em geral são delimitados cronologicamente ao período posterior a 1850, ou seja, abordam a questão quando o trabalho escravo já se encontrava em franco processo de liquidação. Com isso, ficou praticamente no esquecimento de nossos historiadores uma rica discussão travada no Brasil no período anterior à abolição do tráfico. Outras fontes escritas no período 1850-1880, em que seus autores refletiam sobre os meios de se conduzir a emancipação, tida por eles como inevitável, têm sido pouco valorizadas nos estudos realizados até agora sobre a abolição.
Entender a lentidão da supressão da escravidão no Brasil é um dos objetivos deste trabalho. Outro objetivo é demonstrar os limites e o caráter ideológico presentes nas formulações dos pensadores brasileiros que fizeram a crítica da escravidão no século passado.
Uma das hipóteses centrais é que a crítica à escravidão nunca rompeu a concepção burguesa de história, de modo que, desde o início do século, já estava claramente delineado o limite da transição do trabalho escravo para o livre: emancipar os escravos sem interromper a marcha do Brasil em direção à forma burguesa plenamente desenvolvida.
OS PARTIDOS POLÍTICOS EM BAURU (1930-1937)
Maximiliano Martins VICENTE
MESTRADO: 153p.
Defesa: 30/março/1987
BANCA:
Clodoaldo Bueno - (Orientador) - UNESP/Marília
Manoel Lelo Bellotto - UNESP/Assis
Shiguenoli Miyamoto . UNESP/Marília
RESUMO:
Com o estudo dos partidos políticos em Bauru (SP), de 1930 a 1937, propomo-nos contribuir para o esclarecimento dos fatos políticos acontecidos no período delimitado e sua ligação com o Estado e a União.
A hipótese principal que orienta a pesquisa é a de que a decadência do coronelismo local, provocada pela revolução de 1930, abriu espaço político, permitindo a participação de novos elementos mantidos na oposição durante o período que a antecedeu.
No período de abertura, predominam agitação social, participação e pluralismo partidário e o confronto político inerente ao sistema democrático, até que, em 1937, as forças denominadas conservadoras inauguraram novamente o período autoritário.
Considera-se que a história regional é importante não só porque permite fazer comparações, mas também porque mostra, de forma mais clara e detalhada, como se processam as mudanças no interior de um regime político, pelo dinamismo das relações entre União e Estado e entre Estado e Município.
A EXTINÇÃO DO ARCO-IRIS: A AGROINDÚSTRIA E O ECO-HISTÓRICO
Jozimar Paes de ALMEIDA
MESTRADO: 174p.
Defesa: 06/julho/1987
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Nicolau Sevcenko - USP
RESUMO:
Este trabalho objetiva realizar um estudo temático das relações da História com a Ecologia, procurando vincular esta análise ao referencial de uma dada sociedade, período e atividade produtiva. Com isso não se arroga o direito de generalizar os resultados obtidos.
Procura-se, através desse referencial, alicerçar empiricamente, em um determinado contexto histórico, reflexões teóricas, fruto dessa realidade constatada. A investigação é centrada na observação de uma unidade de produção, vinculada a determinadas características marcantes de um processo industrial que se estabelece na natureza, ou seja, a agroindústria.
Toma-se como vertente de análise a reprodução do capital e sua aplicação na organização da produção agrícola, por entender que a terra (e tudo o que ela contém) é a fonte primordial da riqueza, por fornecer ao homem, desde o seu surgimento em tempos longínquos até os dias atuais, os meios vitais para a sobrevivência.
A unidade de produção escolhida como ponto de referência está localizada no Vale do Paranapanema (Estado de São Paulo) e denomina-se Usina Nova América. Trata-se de um estabelecimento misto na produção sucro-alcooleira e de uma empresa significativa para o estudo, pois é uma grande propriedade privada, de monocultura, tendo atualmente o álcool como sua produção industrial mais importante.
1988 (dois defesas)
CONCEIÇÃO DE MONTE ALEGRE: CIDADE ISOLADA NO VALE DO PARANAPANEMA
Maria Sílvia Moraes Nórcia MORELI
MESTRADO: 124p.
Defesa: 12/agosto/1988
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço - (Orientadora) - UNESP/Assis
Heloísa Liberalli Bellotto - USP
Olímpio Beleza Martins . UNESP/Presidente Prudente
RESUMO:
Conceição de Monte Alegre é um lugarejo situado na região oeste do Estado de São Paulo, perto de Paraguaçu Paulista. Após um período de florescimento e importância sócio-econômica, a cidade parou de crescer. De fato, foi um centro importante para o povoamento da região, relacionado à vinda dos mineiros quando iniciou a decadência da exploração das minas de ouro das Minas Gerais.
A abertura dos sertões do Vale do Paranapanema pelos mineiros, que marcou a conquista da última região não desbravada do Estado de São Paulo, estava ligada diretamente à expansão do capitalismo subdividido em dois momentos: a Frente de Expansão e a Frente Pioneira.
Esta pesquisa aborda a história de Conceição de Monte Alegre, que foi Boca de Sertão na década de 1870, passagem ou ponto de partida para os desbravadores, bem como o papel do Partido Republicano no seu desenvolvimento e decadência, inclusive, em seu distanciamento da Estrada de Ferro Sorocabana. Estuda-se o período que vai de 1873, ano em que José Teodoro de Souza fez a ocupação das terras para o patrimônio de Nossa Senhora da Conceição, até 1920, aproximadamente, quando a cidade ficou isolada por ter sido excluída do traçado da Estrada de Ferro Sorocabana.
ESTUDO DE UMA COMUNIDADE PIONEIRA NO NORTE DO PARANÁ: JATAIZINHO (1950-1985)
José Cezar dos REIS
MESTRADO: 222p.
Defesa: 07/outubro/1988
BANCA:
David Rabello de Almeida - (Orientador) - UNESP/Assis
Célia de Carvalho Ferreira Penço - UNESP/Assis
Laima Mesgravis - USP
RESUMO:
O trabalho tem por finalidade estudar as relações sociais, políticas e econômicas entre fornecedores e empregadores de força de trabalho, nas suas variadas formas, sobretudo nas incipientes empresas urbanas do setor secundário. A realidade histórica em estudo situa-se em uma região geográfica e historicamente conhecida como Norte Velho, numa tentativa de compreender o processo de desenvolvimento do sistema capitalista nesta região, no período compreendido entre 1950 e 1985.
Nosso propósito é dar uma contribuição aos estudos de história regional, sem perder de vista o contexto onde se insere o regional, tomado como objeto da pesquisa. Assim, nosso estudo será desenvolvido considerando o Norte do Paraná . Norte Velho . no contexto brasileiro e latino-americano, onde as práticas do capitalismo produziram distorções no processo de organização e evolução de certas comunidades, que hoje herdaram estruturas marcadas por retardamento e descompasso. Aborda-se, em particular, o processo de instalação e desenvolvimento do capitalismo no setor urbano
1989 (sete defesas)
CERTEZA DE LUCRO E DIREITO DE PROPRIEDADE. O MITO DA COMPANHIA DE TERRAS NORTE DO PARANÁ
Nelson Dácio TOMAZI
MESTRADO: 255p.
Defesa: 27/fevereiro/1989
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa - (Orientadora) - UNESP/Assis
Alcir Lenharo -USP
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - UNESP/Assis
RESUMO:
A Companhia de Terras Norte do Paraná (CNTP) e sua sucessora, a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná (CMNP), têm sido objeto de análise desde a década de 30, através de artigos, livros, dissertações e teses. Outras opiniões sobre sua ação e objetivos têm aparecido, também, desde então, em jornais, revistas de variedades, opúsculos, encartes, álbuns comemorativos, etc..
Assim, de forma direta ou indireta, toda vez que se escreve e analisa o povoamento e a ocupação do Paraná e de sua região norte, em especial, há sempre uma referência ou uma análise mais aprofundada sobre a ação desta empresa.
Pode parecer desnecessário que se dedique mais um trabalho a esta Companhia. Entretanto, ao analisar esta produção intelectual, observamos que são poucos os trabalhos que introduzem uma visão crítica sobre os objetivos da Companhia. A maioria reproduz o que a empresa escreveu sobre si mesma, tornando-se, pois, um discurso reiterativo, quando não apologético.
Ao reabrirmos o debate sobre essa Companhia, procuramos nos inserir no conjunto dos estudos que vêem a realidade de modo crítico. Assim, objetivamos analisar o discurso da Companhia enquanto discurso mítico que procura construir a sua memória e, conseqüentemente, a memória da ocupação e desenvolvimento do Norte do Paraná, colocando-se como o "agente" privilegiado deste processo.
A IMIGRAÇÃO JUDAICO-ALEMÃ NO NORTE DO PARANÁ: O CASO DE ROLÂNDIA
Hermann Iark OBERDIEK
MESTRADO: 188p.
Defesa: 18/agosto/1989
BANCA:
Dióres Santos Abreu - (Orientador) - Presidente Prudente
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - UNESP/Assis
Messias Modesto dos Passos . UNESP/Presidente Prudente
RESUMO:
O trabalho estuda a colonização do Norte do Paraná pela companhia inglesa Paraná Plantation Limited, através de suas subsidiárias criadas no Brasil: a Companhia de Terras Norte do Paraná (CTNP), para a colonização e a Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná, para o transporte da produção agrícola e extrativa e do que entrava de mercadorias importadas da Inglaterra (ou Europa) para a região.
A criação da Paraná Plantation Limited com suas subsidiárias surgiu a partir da conhecida "Missão Montagu", que aportou no Brasil em 31 de dezembro de 1923 para resolver "problemas da dívida externa". Isso possibilitou aos ingleses o "descobrimento" de terras "desocupadas" no Norte do Paraná. A divisão do território "comprado" foi feita com destaque nas pequenas propriedades, ao redor de 30 ha., e organizada com um planejamento urbano como base de sustentação do comércio.
A partir disso, as Companhias empreenderam toda uma atividade que podemos classificar como ação imperialista, segundo a teoria do imperialismo exposta por Lenin.
Como a região era "desocupada", foi necessário promover a vinda de emigrantes e imigrantes para que comprassem as terras divididas, "socializassem" a produção, habitassem os núcleos urbanos e dinamizassem as atividades comerciais.
Dentro desse processo imbricado de monopolização e colonização está a promoção da vinda de imigrantes judeus da Alemanha, na década de Trinta, que emigravam como última alternativa dentro do quadro das perseguições nazistas. A tese aborda especificamente o processo de emigração/imigração dos judeus-alemães que emigraram da Alemanha para Rolândia, na década de Trinta, no contexto maior da colonização das terras da CTNP.
FRUTOS DA TERRA: OS TRABALHADORES DA MATTE LARANJEIRA
Gilmar ARRUDA
MESTRADO: 234p.
Defesa: 02/outubro/1989
BANCA:
Glacyra Lazzari Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Alcir Lenharo - UNICAMP
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta pesquisa procura, a exemplo do que diz Ecléa Bosi, ultrapassar a sala de visitas, mas não rumo ao terreiro ou aos terrenos baldios do espaço urbano. Para realizá-la, o historiador terá, a seu modo, de ir mais longe. Pegará o trem, cortará as matas, atravessará os rios, até chegar a um espaço, que ainda hoje parece distante, o "sertão". Não qualquer sertão imaginário, inalcançável, mas um sertão localizado no sul de Mato Grosso, do final do século passado até a década de 30, período que era tido, provavelmente, como ainda mais longínquo.
Nesse sertão, estendiam-se os ervais nativos, cuja exploração iniciou-se após a guerra contra o Paraguai. A partir da proclamação da república, a atividade foi monopolizada pela Matte Laranjeira, empresa que manteve seu controle sobre os ervais até a década de 30, quando a exportação entrou em declínio e o Estado Novo pretendeu reorganizar aquele espaço. Esses são os marcos cronológicos da pesquisa.
O historiador não fará uma viagem tão longa e cansativa para falar somente com os "coronéis", fazendeiros, grandes comerciantes ou com os proprietários da Matte Laranjeira; deseja alcançar os trabalhadores dos ervais.
Evidentemente, entrará nas salas de visitas das casas dos Murtinhos e dos Mendes Gonçalves, proprietários da Matte, nos gabinetes do poder público em Cuiabá, visitará Campanário e Guaíra, "cidades" da empresa. Lá, o historiador observará como partem as "ordens" para os ervais. Contudo, para essa viagem, tais lugares servirão apenas como porta de entrada dos ervais, onde viviam os trabalhadores paraguaios que falavam guarani. Os ervais e os trabalhadores serão o centro da atenção. Aí, o "historiador-viajante" deverá ficar atento, despindo-se das "insignas do poder" que carregou ao passar pela "sala de visitas".
Chegando aos ervais, o "viajante" deverá ficar atento a qualquer movimento, na selva, no "caati". Gestos, palavras, hábitos, experiências, tradições, valores que possam, no conjunto, ajudá-lo a decifrar, por exemplo, o significado de "mburear" e revelar o mundo dos homens que trabalhavam nos ervais. Talvez, até a consciência que eles tinham do mundo em que viviam.
O DISCURSO DO GUERREIRO. UM ESTUDO SOBRE A INSTITUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA BRASILEIRA
Sílvia Helena Zanirato MARTINS
MESTRADO: 257p.
Defesa: 06/outubro/1989
BANCA:
Antônio Carlos Bernando - (Orientador) -UNESP/Assis
Déa Ribeiro Fenelon - PUC/SP
Amélia Cohn - USP
RESUMO:
Considerando que o sistema da Previdência Social abrange as funções de concessão de serviços pecuniários, assistência médica, assistência social à infância, à velhice e aos excepcionais, e de arrecadação e fiscalização das contribuições dos segurados, julguei importante particularizar o estudo em uma das suas áreas. Desta forma, este estudo procura conhecer a instituição da Previdência Social e, mais especificamente, a implementação da área responsável pela concessão e manutenção de serviços realizados através de prestações em dinheiro, ou seja, a parte do sistema que procura garantir, através do pagamento dos trabalhadores, a sua sobrevivência e a de sua família nos momentos de inatividade, quando deixam de receber o salário.
Procura-se analisar as relações que se travaram entre a burguesia, os trabalhadores e o Estado, acompanhando os embates surgidos no decorrer do processo que resultou na criação do sistema previdenciário. Reconstituem-se os projetos historicamente vivenciados pelos envolvidos e a relação de forças existente na conjuntura, que determinou a vitória de determinados projetos em detrimento de outros.
São analisadas as diferentes reações dos operários ao sistema de atendimento dos inativos, que foi objeto de críticas e de aplausos, sem perder de vista a construção ideológica relacionada à implantação do sistema previdenciário, para o qual a burguesia e o Estado elaboraram a idéia de . conquista da classe operária. . Essa noção de conquista persiste ainda hoje entre os trabalhadores, uma vez que as lutas travadas no decorrer do processo entre as três instâncias envolvidas foram apagadas da memória social. Assim, esse programa, embora ineficiente, mostra-se como justo e necessário para que uma grande parcela da população viva melhor.
A ORGANIZAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO: SUA DIMENSÃO POLÍTICA NA ESTRADA DE FERRO SOROCABANA (1920-1940)
Maria de Fátima Salum MOREIRA
MESTRADO: 300p.
Defesa: 27/outubro/1989
BANCA:
Antônio Carlos Bernardo - (Orientador) - UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Maria Antonieta Martines Antonacci - PUC/SP
RESUMO:
O núcleo central desta reflexão é a análise da dimensão política da organização do processo de trabalho da Estrada de Ferro Sorocabana, num período caracterizado pela introdução de práticas racionais e científicas em sua estrutura técnica e administrativa.
Acompanhando a remodelação científica do processo de trabalho da Estrada de Ferro Sorocabana . que se implementou no período de 1920 a 1940 . pude recuperar e apresentar nesta dissertação as suas primeiras iniciativas, as reformulações e desdobramentos subseqüentes e as suas formas mais aperfeiçoadas, assim como relacioná-las aos aspectos da resistência cotidiana dos trabalhadores. Isso significou investigar o confronto existente entre as estratégias de disciplinamento e controle realizadas pela empresa, com as formas de resistência dos trabalhadores no espaço produtivo.
Ao mesmo tempo em que procurei conhecer as estratégias de intervenção da empresa sobre a vida privada dos trabalhadores, pude também ampliar as referências sobre as suas formas de assimilação e/ou resistência diante das mesmas. Dessa forma, foram apresentados, neste trabalho, alguns aspectos das manifestações dos ferroviários em relação a suas experiências, impressões e sentimentos, que fazem parte de uma totalidade complexa de práticas e representações por eles vivenciadas.
A pesquisa realizou-se, portanto, através de um duplo movimento, envolvendo o espaço interno e externo ao processo de trabalho.
INCORPORAÇÃO DA NOVA ALTA PAULISTA AO SETOR PRODUTIVO DO ESTADO DE SÃO PAULO. MUNICÍPIO DE ADAMANTINA (1937-1955)
Rubens Galdino da SILVA
MESTRADO: 290p.
Defesa: 05/dezembro/1989
BANCA:
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Laima Mesgravis - USP
Dióres Santos Abreu - UNESP/Presidente Prudente
RESUMO:
O objeto de estudo do presente trabalho é o município de Adamantina, situado na região da Nova Alta Paulista, no planalto ocidental do Estado de São Paulo, setor médio do espigão central Peixe e Aguapeí. Seu surgimento deu-se como fruto do processo de incorporação dessa região ao setor produtivo, através do investimento de capitais na policultura e também na exploração da pequena propriedade rural, ligada, com rara exceções, à cafeicultura, sem desprezo pela grande propriedade.
O povoamento dessa região tem seu início na primeira década deste século, mediante empreendimentos colonizadores, realizados, em sua maior parte, por empresas deste gênero de atividades. Essas empresas, embora visassem apenas ao lucro, procuravam fazer isso de forma programada, com o objetivo, de um lado, de tornar o loteamento lucrativo para e empresa, de outro, de proporcionar ao comprador de terras condições favoráveis e atrativas para seu investimento financeiro.
Analisamos os vínculos econômicos existentes entre as seguinte empresas: Companhia de Agricultura, Imigração e Colonização (CAIC), Companhia Paulista de Estrada de Ferro (CPEF), Companhia Paulista de Transporte (CPT), Companhia de Indústria, Comércio, Mineração e Agricultura (CICMA) e a canadense Boston Cattle Company, quando de sua ação colonizadora na região.
Estudou-se também o comportamento político do poder público em relação à sua atuação na região, destacando-se a ação protecionista do Estado em relação à Companhia Paulista de Estrada de Ferro, na exploração monopolista dos meios de transporte coletivo e de carga, através de várias formas de "concessão".
Quanto ao uso do conceito de "capitalismo monopolista" para designar a atuação econômica dessas empresas no processo de colonização da região, faz-se necessário considerar o seu referencial, formulado a partir das obras de Ilich Vladimir Lênin, João Bernardo e Ernest Mandel.
A RESISTÊNCIA DO ÍNDIO AO EXTERMÍNIO: O CASO DE AKWÊ XAVANTE (1967-1980)
Marta Maria LOPES
MESTRADO: 145p.
Defesa: 17/dezembro/1989
BANCA:
Dióres Santos Abreu - (Orientador) - UNESP/Assis
Jairo Gonçalves de Melo - UNESP/Presidente Prudente
Beatriz Maria Soares Pontes . UNESP/Rio Claro
RESUMO:
A Amazônia voltou a ser, na década de 1970, uma preocupação da sociedade e do governo brasileiros. Abriram-se discussões sobre a região em múltiplos aspectos: ecológicos, econômicos, sociais e políticos. A destruição das sociedades indígenas que se espalhavam por esse território, algumas sem contato com o mundo envolvente, foi uma das preocupações que mobilizaram os mais variados segmentos da população brasileira.
A maioria dos estudos sobre a Amazônia buscou traçar as linhas gerais de mudanças ocorridas a partir de 1964 e demonstrar que as sociedades indígenas sofreram os mais variados impactos. Nosso trabalho inclui-se junto àqueles que estudaram as relações de contato entre uma sociedade tribal e uma sociedade capitalista, podendo ser visto, também, como uma contribuição às discussões sobre as sociedades que sobreviveram ao contato e se tornaram dependentes dos recursos que são exteriores ao seu mundo.
O objetivo da pesquisa é mostrar como as diretrizes econômicas adotadas a partir de 1964 determinaram a política indigenista, implantada pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Esta ação ficará exemplificada pelo estudo dos Akwê Xavante no período de 1967 a 1980, sob dois aspectos: a demarcação das terras para os Akwê Xavante e o enquadramento deste grupo indígena no modelo de crescimento econômico.
1990 (seis defesas)
CINEMA E HISTÓRIA: O CINEMA BRASILEIRO NOS ANOS 50
William Reis MEIRELLES
MESTRADO: 200p.
Defesa: 06/fevereiro/1990
BANCA:
Glacyra Lazzari Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Marcos Antônio da Silva - USP
RESUMO:
Pesquisar o cinema com o olhar da história e demonstrar que ele pode ser uma fonte valiosa para o entendimento das conexões e das relações sociais contidas nas formas de expressão da atividade humana é o objetivo deste trabalho.
O cinema brasileiro dos anos 50 é um testemunho expressivo que fixou não só em suas imagens, mas também nos debates do movimento cinematográfico, as questões resultantes das discussões empreendidas no interior da sociedade, incorporando as especificidades daquele momento histórico.
A "chanchada", gênero de comédia musical popular, foi uma das expressões da emergência de uma manifestação cultural cujas origens podem ser captadas nos diversos segmentos das classes oprimidas.
Os personagens da "chanchada" são registros que testemunham e possibilitam reconstituir a ação do homem no mundo material, suas aspirações, necessidades e conflitos, situações e relações sociais determinadas.
A "chanchada", ao parodiar os acontecimentos, torna possível resgatar as simbolizações que correspondem às visões do imaginário das classes populares.
O PROTESTANTISMO NO VALE DO PARANAPANEMA: A DENOMINAÇÃO METODISTA (1920-1990)
Samir Borges da SILVA
MESTRADO: 156p.
Defesa: 05/outubro/1990
BANCA:
David Rabello de Almeida - (Orientador) -UNESP/Assis
Olga Mussi da Silva - UNESP/Assis
Hercídia Mara Facuri Coelho Lambert - UNESP/Franca
RESUMO:
A denominação metodista está situada entre as igrejas consideradas tradicionais, ou seja, entre as igrejas históricas, nascidas após a Reforma Religiosa Protestante. De cunho evangélico e de ramo protestante, as primeiras a surgir foram a Luterana na Alemanha, a Presbiteriana na Suíça e a Metodista na Inglaterra. Com o passar dos anos, surgiram novas denominações, frutos de outros movimentos e, em sua maioria, causadas por divisões dentro dessas igrejas históricas.
O objetivo do trabalho não é estudar as igrejas evangélicas do Brasil, nem o metodismo nacional. Nosso enfoque é dirigido à região do Vale do Paranapanema e, em particular, ao movimento metodista em Assis e Presidente Prudente.
O trabalho apresenta quatro capítulos. No primeiro, são expostas as origens do metodismo na Inglaterra, sua expansão nos Estados Unidos da América e sua penetração e expansão no Brasil. No segundo, expõe-se a situação das igrejas no Brasil, destacando-se as conferências/concílios e os aspectos doutrinários do movimento. O terceiro é dedicado à atuação das igrejas locais no Vale do Paranapanema e o quarto à escola dominical de Presidente Prudente.
O IMIGRANTE ITALIANO EM BARIRI DE 1889 A 1920
Dirceu MAZOTI
MESTRADO: 146p.
Defesa: 30/novembro/1990
BANCA:
Clodoaldo Bueno - (Orientador) - UNESP/Marília
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - UNESP/Assis
Nanci Leonzo - USP
RESUMO:
O trabalho inicia-se demonstrando o desequilíbrio que existia na Itália entre oferta e procura de mão-de-obra, além das conseqüências de sua participação na Primeira Grande Guerra (1914-18). Nesse período, procurou-se analisar também o problema da mão-de-obra no Brasil, relacionado com a transição do trabalho escravo para o trabalho livre. Se na Itália faltava trabalho, no Brasil a situação era inversa. Assim é que, atraídos pela propaganda ou expulsos pela pobreza ou pelo medo da guerra, os italianos emigraram em massa para o Brasil.
O imigrante veio trabalhar nas fazendas de café, que se formavam no interior da Província de São Paulo. À medida que o café se expandia na região oeste, as frentes pioneiras iam transformando o sertão paulista, aumentando a população, valorizando as terras e exigindo medidas concretas no sentido de demarcação dos espaços geográficos. Foi assim que surgiu o município de Bariri, separado de Araraquara pela Lei no 576 de 8 de abril de 1857.
A data que marca o início da pesquisa, 1889, está ligada ao fato que foi na década de 1880 que o município de Bariri se tornou uma área cafeicultora, atraindo o imigrante italiano para sua lavoura.
Grande parte do trabalho foi desenvolvida a partir dos dados colhidos no Cartório de Registro Civil da cidade. O aspecto do cotidiano foi trabalhado a partir de depoimentos de imigrantes italianos que se instalaram em Bariri, gravados em fitas magnéticas. Através da história oral, procurou-se reconstituir a identidade de cada um e, conseqüentemente, do universo em que ele estava inserido.
O HOMEM E A NATUREZA NA PERSPECTIVA DO ENSAIO POLÍTICO SOBRE O REINO DA NOVA ESPANHA, DE ALEXANDRE VON HUMBOLDT
José Joaquim Pereira MELO
MESTRADO: 217p.
Defesa: 05/dezembro/1990
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa - (Orientadora) - UNESP/Assis
Manoel Lelo Bellotto - UNESP/Assis
Inez Garbuio Peralta - USP
RESUMO:
O presente trabalho propõe-se um estudo da sociedade mexicana de fins do século XVIII e início do século XX, segundo a perspectiva das informações contidas nos relatórios de Alexandre von Humboldt, em seu Ensaio político sobre o Reino da Nova Espanha. Trata-se de uma leitura analítica desse texto, levando-se em conta, especialmente, as observações do autor no que se refere às relações dos homens entre si e com a natureza.
Para tanto, será dada especial atenção às formas de interpretação contidas nos relatos do viajante e homem de ciência. Além do mais, o estudo do empreendimento de Humboldt, que ocorreu em outras terras que não as de sua origem, deve considerar não apenas as diferenças histórico-culturais, como também a conjuntura daquele momento histórico.
A Espanha, zelosa com o seu exclusivismo colonial, evitou, ao longo do tempo, que estrangeiros ultrapassassem os limites das fronteiras dos seus domínios americanos. Em razão dessa atitude, generalizou-se a opinião de que Alexandre von Humboldt, senão o único, foi um dos poucos viajantes estrangeiros que conseguiu dobrar as rígidas determinações das autoridades espanholas e obter uma permissão para realizar uma viagem pelo continente americano.
Produto da ilustração européia e americana, o Ensaio, logo após a sua publicação, transformou-se num importante veículo de divulgação das regiões do além-Atlântico. Assim, os relatos de Humboldt tornaram-se peça essencial para o conhecimento da América, ao oferecer as informações requeridas pela burguesia, que articulava novas formas de estender seus raios de influência e ação no espaço americano.
INTEGRAÇÃO LATINO-AMERICANA: A EXPERIÊNCIA ARGENTINO-BRASILEIRA NO CONTEXTO DA ALALC (1961-1967)
Patrícia Silveira MALHEIROS
MESTRADO: 180p.
Defesa: 07/dezembro/1990
BANCA:
Manoel Lelo Bellotto - (Orientador) - UNESP/Assis
Cândido Geraldez Vieitez - UNESP/Marília
Francisco Moscoso Mc Henry . FUNDUNESP . CELA/Araraquara
RESUMO:
Estudar a integração econômica latino-americana neste trabalho é uma tentativa de buscar o seu significado, de tentar entender por que nunca foi possível um programa de integração que tivesse sucesso na América Latina.
O que é possível compreender a partir do conceito de integração econômica? Mais especificamente ainda, o que é possível entender por integração econômica na América Latina?
De fato, nunca houve essa integração e o conceito remete a diversas interpretações. Existe a integração dos estudos da CEPAL, a da retórica dos discursos oficiais, do sentimento latino-americano que clama por um "Pátria Grande", a dos muitos estudos publicados nas última décadas e, finalmente, a integração dos projetos frustrados de integração.
Na delimitação do nosso objeto, optamos pelo estudo da ALALC (Associação Latino-Americana de Livre Comércio) na década de 60 e, no âmbito da ALALC, pelo estudo da experiência da Argentina e do Brasil, países que, por suas extensões territoriais e pelo volume de intercâmbio comercial, são de grande importância no projeto de integração dessa Instituição.
FORMAÇÃO POLÍTICA DE MARÍLIA: TERRA E PODER NA FRENTE PIONEIRA PAULISTA (1924-1937)
Valdeir Agostinelli PEREIRA
MESTRADO: 264p.
Defesa: 12/dezembro/1990
BANCA:
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Teresa Maria Malatian - UNESP/Franca
RESUMO:
Pretendeu-se, neste trabalho, pesquisar a formação política de Marília, abrangendo o período de 1924 a 1937, da fundação da cidade ao advento do Estado Novo. Além de reconstituir o processo de estabelecimento do poder local, investigou-se a forma como as lutas decorrentes da crise do regime oligárquico se processaram na localidade, determinando as alterações sofridas em função delas, pela organização partidária e político-administrativa do Município.
Entretanto, a necessidade de se buscar uma compreensão dos aspectos que peculiarizam Marília, ou seja, a sua localização na frente pioneira e as estreitas relações existentes entre a propriedade da terra e o poder político, impôs um recuo maior no tempo a fim de se estabelecer o caráter do processo de ocupação e colonização das terra do Município.
No desenvolvimento da pesquisa, procuramos considerar as questões políticas, econômicas e sociais locais como fatores intrínsecos que, embora possuam características próprias, só podem ser compreendidos enquanto parcelas de um todo mais vasto, qual seja, o contexto da expansão da economia agro-exportadora, promovida por elementos da elite política e empresarial paulista, na vigência de um regime oligárquico em profunda crise, contra o qual se promove uma reação dita revolucionária.
Desta forma, acreditamos ser possível, através da história regional . e aí reside sua importância . constatar com maior evidência a forma e o alcance das transformações em processo no interior do regime.
1991 (seis defesas)
BÓIA-FRIA DA SILVA
Leonardo COLOSSO
MESTRADO: 123p.
Defesa: 14/fevereiro/1991
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Paulo Alves - UNESP/Assis
Márcio Antonio Teixeira . UNESP/Presidente Prudente
RESUMO:
A intenção deste trabalho é refletir sobre as mudanças nas relações de trabalho do bóia-fria e seu desdobramento na identidade desses trabalhadores, aqui vista como um conjunto de características que se assentam num cotidiano pessoal e intransferível, comum a esse coletivo, como modificação/ reconhecimento do fazer-se histórico do personagem bóia-fria na trama labiríntica do seu cotidiano.
Na tentativa de contribuir com a perspectiva de interpretação materialista dialética, procuro canalizar as atenções para o cotidiano desses trabalhadores, enquanto espaço e tempo do fazer-se, do construir-se, do reconhecer-se, do transformar-se, ou seja, cotidiano enquanto suporte dos sentidos e da realidade do homem. Um pouco para além dos limites do econômico e do político, o cotidiano das casas, das ruas, do lazer, do trabalho, da violência, do sonho, etc., revela-se um campo tão pouco estudado e conhecido quanto rico em informações e espaço para a práxis do conhecimento histórico.
Procuramos, durante a pesquisa de campo, enxergar e identificar o bóia-fria sem perder de vista a complexidade e as influências das relações capitalistas internacionais.
A pesquisa de campo foi feita, basicamente, por meio de entrevistas gravadas, em sua maioria, entre os meses de fevereiro e dezembro de 1988, nos bairros da periferia de Assis (SP) e no Distrito de Tarumã.
EVOLUÇÃO URBANA E A QUESTÃO DA HABITAÇÃO NO BRASIL: 1964-1988
Edson Pereira Bueno LEAL
MESTRADO: v.1, 182p. - v.2, 183-388p.
Defesa: 16/abril/1991
BANCA:
Claude Lèpine - (Orientadora) - UNESP/Marília
Célia de Carvalho Ferreira Penço - UNESP/Assis
Shiguenoli Miyamoto - UNICAMP
RESUMO:
A presente dissertação caracteriza-se pela sua abrangência, na medida em que busca um conhecimento amplo da problemática urbana brasileira, procurando enfocar os principais fatores responsáveis pelo processo de expansão urbana e de migração rural urbana, marcadamente a partir de 1940, e refletir sobre alguns aspectos que caracterizam os atuais centros urbanos e seus inúmeros desdobramentos.
O estudo parte da área rural, com a verificação das condições que acabaram contribuindo, em determinado momento, para estimular a saída de camponeses, bem como os atrativos aparentes, oferecidos pelas cidades, que estimularam o deslocamento para as áreas urbanas.
No contexto da ação estatal neste processo de crescimento urbano, destaca-se a criação, em 1964, do BNH, Banco Nacional da Habitação, que se tornou a instituição centralizadora das ações de política urbana em nível federal, bem como a gestora dos recursos para a construção de habitações, da qual passaram e depender estados e municípios. A pesquisa preocupou-se em acompanhar a evolução do BNH de 1964 até a sua extinção em 1986, dando destaque aos últimos anos de sua atuação, tema menos estudado pela literatura específica. A análise estende-se até o ano de 1988, compreendendo as medidas na área habitacional adotadas pelo governo José Sarney até seu final.
A ação oficial, todavia, representou apenas uma parcela das alternativas de solução adotadas pela população para obter a moradia própria, ou apenas a moradia. A realidade urbana apresenta uma variada gama de respostas autônomas da população através de favelas, cortiços, loteamentos clandestinos, invasões. Cabe estudar, também, as características de instalação destes núcleos, seu funcionamento e ajustamento ao entorno urbano.
Por fim, é relevante a reflexão sobre as estratégias do uso e da ocupação do solo à disposição do poder público, dado que os mecanismos de mercado são considerados insuficientes para a promoção de um processo mais eficiente de expansão urbana e que se pressupõem a necessidade e a eficácia da atuação do poder público como indutor e disciplinador deste processo.
A RECUSA DAS GRADES: REBELIÕES NOS PRESÍDIOS PAULISTAS (1982-1986)
Eda Maria GOES
MESTRADO: 217p.
Defesa: 02/julho/1991
BANCA:
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Glacyra Lazzari Leite - UNESP/Assis
Sérgio Adorno Franca de Abreu - USP
RESUMO:
Esta pesquisa tem como objetivo contribuir para o estudo do papel das instituições de controle social na sociedade brasileira atual. Voltada ao esclarecimento da atuação das penitenciárias, a particularidade de nossa contribuição reside no fato de escolhermos como foco de atenção a reação da população prisioneira ao controle daquela instituição e, em especial, as rebeliões carcerárias que representam os momentos agudos desta reação.
Nosso estudo acompanha o interesse especial, revelado recentemente pela reflexão acadêmica, pelo estudo de toda a complexidade que envolve as relações entre a criminalidade e suas instituições de controle.
Para nós, transitar pela complexidade dessas relações exige o esforço de compreendê-las dentro do contexto bem mais amplo do projeto geral de implantação de um controle social e disciplinar no Brasil e, especialmente, no Estado de São Paulo, que compatibiliza o comportamento das populações às necessidades de uma indústria nascente e de uma agricultura fortemente vinculada às relações de um capitalismo internacional cada vez mais onipresente.
Nossa pesquisa se restringiu ao período 1982-1986, permitindo-nos analisar as rebeliões carcerárias ocorridas um pouco antes, durante e imediatamente depois da aplicação da "Política de Humanização dos Presídios" do Governo do Estado de São Paulo, que caracterizou a atuação da Secretaria de Justiça durante a gestão de José Carlos Dias, figura comprometida com a luta pelos direitos humanos.
A CAFEICULTURA LINENSE E A BUSCA DE ALTERNATIVAS DE VIDA E TRABALHO APÓS A ERRADICAÇÃO DO CAFÉ NA FALA DOS TRABALHADORES RURAIS (1940-1960)
Vilma Fernandes NEVES
MESTRADO: 208p.
Defesa: 03/outubro/1991
BANCA:
Maria Ângela D´Incao - (Orientadora) - UNESP/Marília
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Dulce Consuelo A. Whitaker - USP
RESUMO:
Este trabalho tem o objetivo de entender, a partir da fala de trabalhadores rurais de Lins, o seu modo de viver e trabalhar na lavoura cafeeira, bem como as dificuldades por eles enfrentadas na busca de alternativas de vida e trabalho em centros urbanos, quando foram expulsos da terra após a erradicação do café.
A história regional, vista de um ângulo analítico e crítico, apresenta possibilidades de desmistificação da idéia de personagens que . fizeram. a história local. Permite, além disso, a diminuição da ênfase romântica do processo de ocupação e formação da região, segundo a versão oficial (que será apresentada no decorrer dessa pesquisa) e a tentativa de explicitar os pontos obscuros sobre a vida da população e seu cotidiano, nela representado.
Na primeira parte do trabalho, enfocamos o processo de ocupação da zona noroeste paulista e a formação de Lins, dentro do quadro da política de terra no Brasil, bem como as condições que possibilitaram a introdução da cultura cafeeira e as características da população que atraiu, suas perspectivas de vida e de trabalho.
Na segunda parte, serão analisadas e interpretadas as entrevistas gravadas com trabalhadores rurais, objetivando entender o modo de viver e trabalhar implantado pela lavoura cafeeira, definidora de papéis e expectativas. Serão também estudadas a erradicação do café, a transformação do sistema de colonato que provocou a saída dos trabalhadores rurais das fazendas e, finalmente, a trajetória percorrida e a fixação desse trabalhadores rurais em Lins, em busca de outras formas de viver e trabalhar.
ABANDONO E LEGISLAÇÃO: UMA CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA PROBLEMÁTICA DO MENOR
Ivana Martini de Andrade SILVA
MESTRADO: 211p.
Defesa: 25/outubro/1991
BANCA:
Maria Ângela D´Incao - (Orientadora) - UNESP/Marília
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Sedi Hirano - USP
RESUMO:
Consideramos que o tema do menor abandonado, a despeito de ser abordado em diversas áreas de estudo, quase sempre relacionando-o com as instituições acolhedoras, poderia ser visto de outro ângulo. No decorrer da pesquisa, diversas perguntas deram impulso à nossa busca. Por que se abandona? O abandono é sempre relacionado com a pobreza? Como o abandono é normatizado pelo Direito? As normas instituídas são suficientes e suprem a ausência da família no destino que é dado à criança abandonada?
As respostas, em geral, privilegiam o aspecto econômico, mas acreditamos que existem motivos de outra ordem que devem ser pesquisados.
Parece-nos que o estudo da legislação que cuida do menor nos fornecerá o caminho para compreender os entraves que o Direito cria por legislar sobre uma realidade que não é conhecida como legítima: o modo de vida das camadas populares. O confronto entre a realidade da vida e a lei e a análise da prática jurídica diante da vida poderão esclarecer a problemática do abandono.
O objeto da pesquisa é a Comarca de Marília no período de 1934 a 1956.
SOL NASCENTE NO BRASIL: CULTURA E MENTALIDADE
Francisco HASHIMOTO
MESTRADO: 189p.
Defesa: 25/novembro/1991
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Ilda Aparecida Caruso - UNESP/Assis (Psicologia)
Jairo Gonçalves de Melo - UNESP/Presidente Prudente
RESUMO:
Este trabalho aborda a trajetória dos imigrantes japoneses que chegaram ao Brasil no período entre 1908 a 1941. O estudo se apoia, em termos interdisciplinares, na história e na psicanálise. A técnica básica utilizada foi o documento oral.
O objetivo consistiu em compreender como foi o processo de adaptação, construção do vínculo com a nova terra e o convívio das lembranças trazidas com as que foram sendo adquiridas.
A análise histórica foi complementada com o entendimento do processo de separação dos imigrantes no seu espaço e tempo. Os dados coletados não permitem afirmar que todos venceram a luta pela vida, mas que sempre existiu a possibilidade de vida e desenvolvimento.
1992 (dez defesas)
ECONOMIA E PODER LOCAL: MARÍLIA DE 1946 A 1964
Áureo BUSETTO
MESTRADO: 266p.
Defesa: 06/fevereiro/1992
BANCA:
Clodoaldo Bueno - (Orientador) - UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
José Sebastião Witter - USP
RESUMO:
Esta pesquisa objetiva descrever e analisar a estrutura político-partidária organizada no período de 1946 a 1964 em Marília, município localizado na última região colonizada do Estado de São Paulo (Alta Paulista), com consideráveis índices de urbanização e industrialização para a época. Foram ressaltados os interesses que moldaram tal estrutura, bem como foram apontadas as respostas e adequações formuladas pela política local ao sistema pluripartidário do período analisado e a participação popular nesta política. Descreveu-se, de forma analítica, o processo de colonização do município estudado e seu desenvolvimento populacional e econômico.
O TRÁGICO TRÊS DE OUTUBRO: ESTUDO HISTÓRICO DE UM EVENTO
Lídia Maria Vianna POSSAS
MESTRADO: 193p.
Defesa: 27/março/1992
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa - (Orientadora) - UNESP/Assis
José Ribeiro Júnior - UNESP/Assis
Teresa Maria Malatian - UNESP/Franca
RESUMO:
Realiza-se a análise de um evento de caráter político ocorrido em 1934 na cidade de Bauru, no centro oeste de São Paulo, como ponto de partida de um estudo capaz de revelar suas articulações políticas e interligações institucionais. O acontecimento consistiu num ato de violência em confronto político-partidário, ocorrido no contexto de constitucionalização do país após 1930, que envolveu grupos políticos emergentes representados por segmentos da classe média e do operariado. Os atores sociais envolvidos - integralistas e ferroviários sindicalizados identificados por "comunistas", devidamente organizados - disputaram um espaço político. A análise documental revelou as diversas versões sobre o episódio, possibilitando verificar o real além das aparências e preencher os vazios de informação e os silêncios.
IMAGENS DO PROGRESSO: CIVILIZAÇÃO E BARBÁRIE EM LONDRINA (1930-1960)
Sônia Maria Sperandio Lopes ADUM
MESTRADO: 259p.
Defesa: 06/abril/1992
BANCA:
Manoel Lelo Bellotto - (Orientador) - UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Laima Mesgravis - USP
RESUMO:
Neste trabalho procuramos repensar e redefinir o "discurso de felicidade" construído acerca de Londrina, cidade do norte do Paraná, cuja fundação inseriu-se no plano de colonização elaborado por empresa de capital inglês, no final dos anos vinte deste século. Nesta trajetória, explorando a via de investigação baseada em jornais e processos criminais, analisamos a cidade entre 1930 e 1960 procurando, em um primeiro momento, captar a dimensão do simbólico sobre a região e sobre a cidade, elaborado pela Companhia de Terras do Paraná, como elemento constitutivo de uma ordem sonhada. Em um segundo momento, procuramos contrapor a esta ordem sonhada a dimensão do social vivida por vários atores, evidenciando, portanto, os limites desta mesma ordem e abrindo caminhos para o desenvolvimento de reflexões acerca do progresso, ou melhor, acerca de duas dimensões: a civilização e a barbárie.
AS CHARQUEADAS EM MATO GROSSO: SUBSÍDIO PARA UM ESTUDO DE HISTÓRIA ECONÔMICA
Luiz Miguel do NASCIMENTO
MESTRADO: 195p.
Defesa: 03/junho/1992
BANCA:
David Rabello de Almeida - (Orientador) - UNESP/Assis
Paulo Alves - UNESP/Assis
Hercídia Mara Facuri Lambert - UNESP/Franca
RESUMO:
Este trabalho estuda as manufaturas de charque existentes em Mato Grosso entre 1910 e 1960, visando demonstrar as causas da decadência dessa atividade industrial no Estado. O estudo parte das origens da atividade charqueadora em Mato Grosso e analisa os principais elementos ligados à produção e comercialização do charque. Além disso, faz algumas considerações sobre o imperialismo e sua repercussão sobre o processo de modernização da pecuária bovina e das indústrias de transformação dessa matéria-prima, os frigoríficos. Ficou comprovada a idéia de que o processo de modernização da pecuária bovina e das indústrias correlatas foi a principal causa da decadência das manufaturas de charque mato-grossenses. Nesse sentido, definiu-se como elemento explicativo de maior peso, nas transformações que marcaram esse ramo industrial do Estado, a transição da fase manufatureira para a grande indústria mecanizada que começou a ocorrer na década de 50 em Mato Grosso.
OS NÔMADES: ETNOHISTÓRIA KAINGANG E SEU CONTEXTO. SÃO PAULO, 1850-1912
Niminon Suzel PINHEIRO
MESTRADO: 225p.
Defesa: 16/junho/1992
BANCA:
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Teresa Maria Malatian - UNESP/Franca
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta dissertação enfoca os contatos ente índios, principalmente os Kaingang, e a frente pioneira da colonização do oeste do Estado de São Paulo, de 1850 a 1912. Através da análise de documentos oficiais, buscamos enfatizar as reações e as adaptações das comunidades indígenas às várias manifestações da sociedade invasora.
APOSENTADORIA PRECOCE: UM ESTUDO DA RUPTURA VIVIDA PELO TRABALHADOR
Elizabeth Maria Oliveira Luti BERTONCINI
MESTRADO: 218p.
Defesa: 31/julho/1992
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço - (Orientadora) - UNESP/Assis
Sigmar Malvezzi . FFLCH . USP/SP
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - UNESP/Assis
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo fazer uma análise das histórias de vida de trabalhadores precocemente aposentados. A pesquisa se desenvolveu com sete narradores e buscou a compreensão dos processos pelos quais passam os trabalhadores no seu engajamento e no desligamento da atividade profissional, quando ainda se encontram em plenas condições de manter uma vida ativa. Foram abordados três temas principais, o trabalho, a identidade e a aposentadoria, em função dos quais se fez o estudo dos processos individuais, considerando-se, porém, a sua inserção num contexto mais amplo, histórico e social.
Os dados obtidos evidenciaram que os narradores têm dificuldade para integrar a realidade do trabalho à sua personalidade. Esse fator pode nos remeter à idéia de que o trabalho nem sempre é fonte de satisfação ou segurança, determinando a aposentadoria precoce.
TRABALHADORES DA CAFEICULTURA: O ENFRENTAMENTO DAS MUDANÇAS NO PROCESSO DE EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA (1950-1975)
Wilka Coronado Antunes DIAS
MESTRADO: 123p.
Defesa: 04/agosto/1992
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço - (Orientadora) - UNESP/Assis
Yolanda Cintrao Forghieri . USP/SP
Maria Luiza Paiva Melo Moraes - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho focaliza o processo de mudança decorrente da transformação de fazendas de café em pecuária ou em cana-de-açúcar, no período entre 1950 e 1975. As bases teóricas da pesquisa são interdisciplinares e envolvem referenciais da história e da psicanálise. A opção pela utilização de relatos orais, como fonte privilegiada de dados, fica evidenciada neste estudo.
O objeto do trabalho consistiu em entender como as mudanças ocorreram e suas conseqüências sobre o eixo trabalho-família e sobre o modo de vida dos trabalhadores.
À visão histórica do processo foi acrescentada uma análise psicológica que indicou a origem das dificuldades atuais dos trabalhadores em estabelecer vínculos afetivos com o trabalho e os reflexos desse comprometimento no âmbito da família.
AS CURVAS DO TREM E OS MEANDROS DO PODER: O NASCIMENTO DA ESTRADA DE FERRO NOROESTE DO BRASIL (1904-1908)
Paulo Roberto Cimó QUEIROZ
MESTRADO: 255p.
Defesa: 23/outubro/1992
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Flávio Azevedo Marques de Saes - USP/Economia
Léon Pomerantz - UNESP/Assis
RESUMO:
O presente trabalho estuda o processo de implantação da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (que liga o Estado de São Paulo ao sul de Mato Grosso), compreendendo as circunstâncias do início da construção, em 1904/1905, e a definição final de seu traçado, entre 1906 e 1908.
Para tanto, examinam-se as vinculações entre a economia mato-grossense e o capital (desde a abertura do rio Paraguai à livre navegação, em 1870) bem como as políticas territoriais desenvolvidas pelo Estado brasileiro desde a Independência, em particular no que diz respeito ao Mato Grosso, inserindo neste exame a consideração das relações entre o Brasil e seus vizinhos platinos. Em seguida, analisa-se o contexto do início da construção, examinando os interesses materiais envolvidos em construções ferroviárias e as conveniências da política interna e externa do país na época. Finalmente, estuda-se o processo da mudança do ponto final da ferrovia, de Cuiabá para Corumbá.
O trabalho conclui que a construção dessa ferrovia deveu-se, antes de tudo, a fatores que pertencem ao domínio do político e do simbólico: através do mais moderno meio de comunicação da época, buscava-se, principalmente, garantir a estabilidade do regime de dominação vigente no país, atenuando os riscos de confrontos com nações vizinhas e preservando a integridade do território brasileiro.
TERRENOS DESCONHECIDOS: SOLOS HISTORIOGRÁFICOS SOBRE UMA MESMA BASE DOCUMENTAL
Ademir Pereira dos SANTOS
MESTRADO: 115p.
Defesa: 13/novembro/1992
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço - (Orientadora) - UNESP/Assis
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - UNESP/Assis
Márcio Antonio Texeira . UNESP/Presidente Prudente
RESUMO:
Analisa-se, neste estudo, a incorporação do Vale do Paranapanema com processo peculiar na história da urbanização do Estado de São Paulo. Após a década de 60 do século XIX, delineou-se um exigente ambiente técnico onde as informações geotécnicas foram requisitadas para desempenhar papel inédito na ocupação do território paulista. As terras do Vale do Paranapanema foram, por duas vezes (1886 e 1905), objeto de inventários geofísicos, sócio-econômicos e etnográficos. Estes inventários (compostos por relatórios temáticos, mapas e fotos) são considerados como suportes de interpretação da importância que a Imagem Técnica desempenhou para as posteriores ações do Estado na região, notadamente nas três primeiras décadas do século XX, quando foi definida sua rede urbana com a construção da Estrada de Ferro Sorocabana.
A AGROINDÚSTRIA E O ESPAÇO URBANO DE ASSIS: VILA PRUDENCIANA (1970-1991)
Luís de Castro CAMPOS Júnior
MESTRADO: 295p.
Defesa: 08/dezembro/1992
BANCA:
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Alzira Lobo Arruda Campos - UNESP/Franca
Léon Pomerantz - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho procura resgatar as principais mudanças ocorridas em Assis, a partir do momento em que se deu a modernização da agricultura regional, de forma específica, no setor da agroindústria sucro-alcooeira. Para isso, foi analisada a Vila Prudenciana, situada na periferia assisense, sendo importante a compreensão de sua história e de seu desenvolvimento, como parte integrante dessa cidade. Os dados de órgãos como a Prefeitura Municipal de Assis foram significativos, mas as entrevistas com moradores no local revelaram aspectos relevantes do cotidiano na Vila Prudenciana.
1993 (onze defesas)
PRESENÇA NEGRA EM MATO GROSSO. DOMINAÇÃO, VIOLÊNCIA E RESISTÊNCIA ESCRAVA: 1718-1888
Maria do Carmo Brazil Gomes da SILVA
MESTRADO: 229p.
Defesa: 26/março/1993
BANCA:
Clodoaldo Bueno - (Orientador) - UNESP/Assis
Inez Garbuio Peralta - USP
Manoel Lelo Bellotto - UNESP/Assis
RESUMO:
A presente pesquisa refere-se à história da escravidão negra em Mato Grosso, abrangendo os períodos colonial e imperial. O referencial histórico e as fontes documentais atendem aos limites da região mato-grossense e também à sociedade brasileira como um todo.
A escolha desse objeto liga-se à intenção de estudar a violência nas relações escravistas como fio condutor da dominação e da resistência. No contexto desse objeto, ressalta-se a luta dos escravos contra a dominação e a opressão, a qual, somada à pressão do capital industrial contra o tráfico, concorreu para a formação de bloco político desarticulador do sistema escravista montado no Brasil desde o início de sua colonização.
A ROMANIZAÇÃO DO CATOLICISMO NA PARÓQUIA DE BAURU (1909 - 1937)
Emílio Donizete PRIMOLAN
MESTRADO: 191p.
Defesa: 02/abril/1993
BANCA:
Ivan Aparecido Manoel - (Orientador) - UNESP/Araraquara
Teresa Maria Malatian - UNESP/Franca
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho tem por objetivo estudar o processo de introdução e consolidação do catolicismo romanizado na paróquia de Bauru. Esta concepção do catolicismo, implantada em São Paulo a partir da reforma de D. Antônio Joaquim de Melo, atingiu o interior paulista (região noroeste) a partir da segunda década deste século. A consecução deste projeto contou com a orientação do primeiro bispo de Botucatu, D. Lúcio Antunes de Souza, e com a atuação da congregação dos Missionários do Sagrado Coração.
A obra dos missionários consistiu na substituição do catolicismo, individual, clerical e sacramental. A nova orientação da igreja visava afastar os católicos da influência do mundo moderno que, para os romanizadores, conduzia à descrença, sob o aspecto da fé, e à desordem social, no âmbito da política. Na verdade, a Igreja procurava garantir sua própria influência sobre a sociedade para poder exercê-la também na esfera do poder político. Apesar das resistências às mudanças, a criação da escola católica e a fundação do jornal católico e das associações religiosas de origem ultramontana constituíram-se nos meios, por excelência, de veiculação e doutrinação da nova autocompreensão do catolicismo romanizado, possibilitando a predominância do mesmo na década de trinta, na paróquia de Bauru.
NORMA JURÍDICA E MOVIMENTO OPERÁRIO: 1933-1963. A EXPERIÊNCIA DOS TRABALHADORES FERROVIÁRIOS E RURAIS NO MUNICÍPIO DE ASSIS
Gabriel GIANNATTASIO
MESTRADO: 166p.
Defesa: 02/abril/1993
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa - (Orientadora) - UNESP/Assis
José Castilho Marques Neto - UNESP/Araraquara
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
Não são muito antigas, nem mesmo recentes, as acusações imputadas às classes trabalhadoras da presença de um "espírito" selvagem e bárbaro em seus movimentos. Ao longo da história, tal polêmica é recorrente e, não por acaso, fez-se normalmente acompanhar pela exigência de aprovação de leis de greve, códigos de trabalho, etc., com o fito claro e explícito de normatizar o movimento "autônomo" das classes operárias. Afinal, era preciso exorcizar o "espírito".
Normas, leis, códigos são características acentuadas na sociedade moderna. Teriam submetido esta "fera indômita" chamada classe trabalhadora?
A INFÂNCIA E O PODER: A RECREAÇÃO NO PARQUE INFANTIL E SUA IMPLICAÇÃO SOCIAL (1930-1945)
David Ferreira de PAULA
MESTRADO: 232p.
Defesa: 23/abril/1993
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Edgard de Decca - UNICAMP
Zélia Lopes da Silva - UNESP/Assis
RESUMO:
O mundo moderno reservou à infância um lugar de destaque na ordem das relações sociais, tanto que, a partir do século XIX, ela passou a ser um objeto político e um elemento imprescindível para a consolidação da sensibilidade moderna.
Baseado nisso, este estudo pretende analisar os níveis de interação entre a infância pobre e o poder no Brasil nos anos 30 e 40, tendo em vista resgatar as estratégicas de dominação que vão sendo elaboradas em torno da criança.
I XÉ COME LA ZAVORRA: A TRAJETÓRIA DOS OPERÁRIOS QUE DEIXARAM SCHIO RUMO A SÃO PAULO, EM 1891
Antônio Folquito VERONA
MESTRADO: 392p.
Defesa: 21/maio/1993
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa - (Orientadora) - UNESP/Assis
José Sebastião Witter - USP
Léon Pomerantz - UNESP/Assis
RESUMO:
Em 1891, 66 famílias provenientes de Schio, província de Vicenza, Itália, entraram no Estado de São Paulo. Esse grupo fazia parte de um contingente muito maior de famílias escledenses que emigraram para o Brasil, naquele mesmo período. A causa principal dessa emigração foi a irrupção de uma crise que se abateu sobre as relações, até então estáveis, entre operários e representantes da empresa "Lanificio Rossi SpA". O epicentro dos acontecimentos, que levaram à ruptura desse pacto, foi a greve de 17 de fevereiro daquele mesmo ano, a primeira, após dezoito anos de produção ininterrupta. Como atores desses acontecimentos estavam, de um lado, o conjunto dos operários, recém-chegados e culturalmente ainda ligados ao campo, e de outro, a figura do, então, senador do reino Alessandro Rossi, diretor-presidente da citada empresa. A abordagem central do texto se concentra no estudo da mentalidade camponesa ainda predominante no meio operário e do conteúdo inconsciente que sustentaram as relações desses trabalhadores com a figura do pai-patrão.
O VIVER URBANO EM ROMA: UMA LEITURA DE PLÍNIO, O JOVEM E MARCIAL
Renata Lopes BIAZOTTO
MESTRADO: 283p.
Defesa: 26/julho/1993
BANCA:
Carlos Roberto de Oliveira - (Orientador) - UNESP/Assis
Dante Tringali . UNESP/Araraquara
Sidinei Galli - UNESP/Assis
RESUMO:
Nesta dissertação, enfoca-se o viver urbano em Roma na primeira metade do século I d.C. e início do século II d.C.. Através de uma leitura das cartas de Plínio, o Jovem e dos epigramas de Marcial, analizam-se as relações clientelistas para enfatizar o comportamento na Urbs.
A LÓGICA DO ILÓGICO: A HISTÓRIA DO GARIMPO DE PEIXOTO DE AZEVEDO ¾ MT (1978-1992)
Almir ARANTES
MESTRADO: 217p.
Defesa: 11/agosto/1993
BANCA:
Eduardo Basto de Albuquerque - (Orientador) - UNESP/Assis
Célia de Carvalho Ferreira Penço - UNESP/Assis
Maria Isabel Leme Faleiros - UNESP/Marília
RESUMO:
A presente dissertação tem como um dos principais objetivos compreender a historicidade do garimpo de Peixoto de Azeredo situado no norte do Estado de Mato Grosso, cuja cotidianidade é muito influenciada pela alta produção e circulação do ouro. Procura-se investigar os elementos históricos que determinam uma rearticulação e até mesmo a rejeição de várias instituições por parte dos habitantes de Peixoto, levando-os a construírem uma cotidianidade tida como original. O que está por trás desta aparência de caos cotidiano? O que leva Peixoto a ser, conforme algumas opiniões, "o calvário da lógica"?.
Para tal fim, foi necessário lançar mão tanto de uma pesquisa de campo quanto de uma pesquisa bibliográfica, tendo como suporte teórico o materialismo histórico e dialético.
A conclusão a que se chegou foi que o Estado brasileiro, a partir de uma redefinição geopolítica e econômica da Amazônia legal, propiciou as condições para que a cidade de Peixoto de Azeredo fosse uma espécie de desterro "espontâneo" de uma camada específica da população brasileira. Através de mecanismos sociais próprios, o habitante do garimpo foi levado a contribuir, mesmo que inconscientemente, para que a sociedade maior brasileira sedimentasse, ainda mais, diferenças e preconceitos já existentes.
Para tanto, o ouro, a promessa de riqueza fácil e a não cobrança de ações praticadas dentro do garimpo foram os grandes chamarizes que atraíram para esta área um grande contigente de pessoas pobres e marginalizadas.
IRACEMA, A SANTINHA DE MARÍLIA. UM ESTUDO SOBRE A CRIAÇÃO DE UM IMAGINÁRIO POPULAR
Martha dos REIS
MESTRADO: 191p.
Defesa: 31/agosto/1993
BANCA:
Yoshiko Tanabe Mott - (Orientadora) - UNESP/Marília
Cecília H. Lorenzini de Salles Oliveira . Museu da USP/SP
Célia de Carvalho Ferreira Penço - UNESP/Assis
RESUMO:
Trata-se de um estudo de caso sobre a criação de um imaginário popular, o da "santinha" Iracema, uma menina de Marília (SP) morta em 1953, vítima de estupro e esganadura. Após sua morte, começou a haver em torno de seu túmulo, no Cemitério da Saudade em Marília, uma romaria de pessoas que, através da intermediação da menina, buscam soluções para problemas cotidianos. O trabalho baseia-se em análise de jornais, documentos e dados obtidos mediante entrevistas, depoimentos, questionários e observação participante.
O MOVIMENTO ESTUDANTIL BRASILEIRO NOS ANOS 60 E A REFORMA UNIVERSITÁRIA
Sandra de Cássia Araújo PELEGRINI
MESTRADO: 265p.
Defesa: 07/outubro/1993
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Marcos Antônio da Silva - USP
Glacyra Lazzari Leite - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho estuda o movimento estudantil brasileiro durante os anos sessenta. Privilegia a proposta educacional dos estudantes universitários engajados na UNE, órgão máximo de representatividade reconhecida em âmbito nacional, com o intuito de confrontar a política educacional do final da década e o projeto dos universitários. Destacam-se, no bojo das reflexões, as iniciativas da UNE, juntamente com o CPC, para mobilizar a opinião pública e aguçar os debates sobre a realidade brasileira, incluindo a situação do ensino e das universidades.
O PODER DA IMPRENSA E A IMPRENSA DO PODER: A FOLHA DE S. PAULO E O GOLPE DE 1964
Luiz Antonio DIAS
MESTRADO: 126p.
Defesa: 22/outubro/1993
BANCA:
David Rabello de Almeida - (Orientador) - UNESP/Assis
Célia de Carvalho Ferreira Penço - UNESP/Assis
Alzira Lobo de Arruda Campos - UNESP/Franca
RESUMO:
Neste trabalho, buscamos elucidar o nível de participação do jornal Folha de S. Paulo no golpe militar de 1964.
Através da análise dos artigos, das manchetes e, principalmente, dos editoriais da Folha de S. Paulo, verificamos a posição deste jornal com relação ao golpe que derrubou o presidente João Goulart. Procuramos demonstrar que um grande jornal, apesar de sua pretensa "neutralidade", pode ser fundamental na formação de opinião pública.
Desta forma, pudemos perceber que a Folha não foi imparcial no que tange ao golpe militar. No transcorrer deste trabalho, apontamos e analisamos os motivos que geraram esta parcialidade, levando em conta as pressões dos anunciantes sobre o jornal, bem como as aspirações econômicas do grupo Folhas.
Finalmente, no período posterior ao golpe, observamos mudanças no posicionamento da Folha e tentamos, na medida do possível, explicar os fatores que levaram a esta mudança.
ELES OUSARAM LUTAR..." A NOVA ESQUERDA BRASILEIRA NO PERÍODO DE 1964 A 1972
Maria de Fátima da CUNHA
MESTRADO: 230p.
Defesa: 13/dezembro/1993
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Déa Ribeiro Fenelon - PUC/SP
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta pesquisa tem como principal objetivo investigar as propostas e perspectivas da esquerda brasileira para o país, no período de 1964 a 1972. Far-se-á, também, um confronto entre os projetos da "Nova Esquerda" e o projeto delineado nos interesses da elite no poder.
Tal estudo constitui-se, portanto, numa tentativa de interrogar e redimensionar a luta empreendida pela esquerda desse período, especialmente através da guerrilha urbana ou rural.
1994 (nove defesas)
A "PERDA" DA COBERTURA VEGETAL NATURAL NO CONTEXTO HISTÓRICO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agnaldo KUPPER
MESTRADO: 115p.
Defesa: 27/abril/1994
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço - (Orientadora) - UNESP/Assis
David Rabello de Almeida - UNESP/Assis
Alzira Lobo Arruda Campos - UNESP/Franca
RESUMO:
O caráter extremamente predatório de que foram objeto os recursos naturais do Estado de São Paulo mostra uma cobertura vegetal nativa reduzida a escassos 13% de seu território. Esse percentual é ínfimo e não pode conter desequilíbrios ecológicos tais como a poluição de bacias hidrográficas, o aumento de erosão, deslizamentos de encostas, mudanças de temperatura e outros.
Na última década do século XVIII, cerca de 82% (20.450.000 hectares) do território paulista apresentava-se composto com vegetação florestal primitiva, mas a ação devastadora provocada pela economia cafeeira, associada à expansão de pastagens, ao desmatamento seletivo, ao avanço industrial e a monoculturas, como as da cana e da laranja e o reflorestamento, entre outras causas, levaram o Estado de São Paulo à sua condição vegetal atual.
Basicamente, a área que apresenta um maior remanescente florestal nativo encontra-se na faixa litorânea do Estado (vegetação de Mata Atlântica), porém sujeita à destruição.
Sem uma política ambiental bem dirigida, regulamentada e consistente, apoiada apenas em leis e discursos governamentais, o Estado estará condenado a assistir ao desequilíbrio total de seus ecossistemas.
AMORES ILÍCITOS. DISCURSOS SOBRE A MORAL E A SEXUALIDADE FEMININA EM CRIMES DE SEDUÇÃO. COMARCA DE ASSIS, 1940-1968
Marlene Aparecida de Souza GASQUE
MESTRADO: 243p.
Defesa: 24/junho/1994
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Eni Mesquita Samara - USP
RESUMO:
A transgressão das normas de conduta e dos padrões morais exigidos pela sociedade, no que se refere à vivência da sexualidade, por mulheres de 14 a 18 anos, antes do casamento, gerou conflitos que se configuraram em crimes de sedução.
Este estudo aborda as construções jurídicas sobre a moral e a sexualidade feminina, veiculadas nos processos criminais de sedução ocorridos na Comarca de Assis, no período de 1940 a 1968.
LEGISLAÇÃO SOCIAL E SINDICALISMO: UM ESTUDO SOBRE OS TRABALHADORES RURAIS DO NORTE DO PARANÁ (1956-1963)
Angelo Aparecido PRIORI
MESTRADO: 212p.
Defesa: 09/agosto/1994
BANCA:
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - (Orientadora) - UNESP/Assis
Zilda Márcia G. Yokoi - USP
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho é um estudo sobre o movimento de organização e luta dos trabalhadores rurais do norte do Paraná durante as décadas de 50 e 60. Nele procuramos evidenciar o processo de constituição dos sindicatos de trabalhadores rurais, as diversas lutas para que suas reivindicações fossem cumpridas, bem como os antagonismos, as tensões e os conflitos entre esses mesmos trabalhadores e os empregadores rurais.
LUTA PELA TERRA EM SÃO JOSÉ DA BOA MORTE: PARTICIPAÇÃO POLÍTICA E REPRESENTAÇÃO SOCIAL NO COTIDIANO DOS LAVRADORES (1960-1964)
Luiz Rogério Oliveira da SILVA
MESTRADO: 188p.
Defesa: 01/setembro/1994
BANCA:
José Carlos Barreiro - (Orientador) - UNESP/Assis
Marcelo Ridenti - UNESP/Araraquara
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
RESUMO:
A pesquisa tem por objetivo estudar as representações elaboradas por determinados agentes sociais durante um conflito pela posse da terra em São José da Boa Morte, localidade situada no município de Cachoeiras de Macacu - RJ. A análise procura situar os eventos à luz da conjuntura política que antecede o golpe militar de 1964, caracterizando o impacto da repressão e das práticas autoritárias no cotidiano dos camponeses e demais indivíduos residentes numa região próxima a cidade do Rio de Janeiro. Embora aborde aspectos concernentes à dominação simbólica estimulada pelas opiniões preconceituosas sobre o mundo rural, o texto concentra-se na disputa travada por militantes da esquerda pré-64 pelo controle da mobilização contra os despejos promovidos por pretensos proprietários. A partir do exame da documentação coletada, a dissertação propõe o resgate de duas representações distintas: a) a primeira diz respeito ao enfoque produzido por um Inquérito Policial Militar para desqualificar a luta dos lavradores e justificar a perseguição contra os partidários das Reformas de Base pretendidas pelo Governo de João Goulart; b) a segunda enquadra o romantismo presente nas aspirações da militância política que idealiza o papel dos camponeses na concretização das reformulações estruturais intentadas.
HOMENS E MULHERES ROMANOS: O CORPO, O AMOR E A MORAL, SEGUNDO A LITERATURA AMOROSA DO PRIMEIRO SÉCULO d.C. (OVÍDIO E PETRÔNIO)
Lourdes Madalena Gazarini Conde FEITOSA
MESTRADO: 97p.
Defesa: 27/setembro/1994
BANCA:
Sidinei Galli - (Orientador) - UNESP/Assis
Carlos Roberto de Oliveira - UNESP/Assis
Maria Luiza Coracin - USP
RESUMO:
Este trabalho apresenta os conceitos de feminilidade e masculinidade presentes no início do Principado romano, extraídos das obras literárias Amorum Libri e Ars Amatoria de Ovídio e Satyricon de Petrônio.
Inicia com uma descrição do ideal estético feminino, do comportamento e do relacionamento valorizados, bem como das suas diferenças, de acordo com o status social de cada mulher. O mesmo é feito na apresentação do perfil masculino.
Partindo dos dados levantados, realiza-se uma análise dos mesmos, visando relacioná-los com a distribuição dos papéis sociais e com a estrutura de poder da sociedade. Em ambos os autores, a imagem estética feminina e masculina valorizada está associada ao estilo de vida e aos anseios aristocráticos romanos. Destaca-se, contudo, que a descrição de relações amorosas fora do padrão moral sinaliza mudanças no comportamento amoroso, ético e social de homens e mulheres e vislumbra a ampliação dos limites estabelecidos pela diferença de status e pela ética aristocrática.
A SOMBRA DOS CARVALHOS: MILITARES E CIVIS NA FORMAÇÃO DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA
Francisco César Alves FERRAZ
MESTRADO: 224p.
Defesa: 17/outubro/1994
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
René Armand Dreifuss . UFF . Niterói/RJ
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho tem por objetivo a compreensão das relações entre as elites civis e militares no Brasil, através do estudo do processo de formação e consolidação da Escola Superior de Guerra, no período entre 1948 e 1955.
A hipótese principal deste trabalho é que a Escola Superior de Guerra, por meio de projetos militares elaborados no processo de fortalecimento organizacional e político das Forças Armadas e por meio da ação política e institucional das frações burguesas ascendentes no Brasil, vinculadas ao capitalismo monopolista multinacional, constitui um centro que objetivava formar um tipo particular de elite orgânica no país, produzindo ações conjunturais (luta contra políticas populistas e nacionalistas e/ou de esquerda) e estruturais (mudança de mentalidade civil e militar em direção ao binômio Segurança & Desenvolvimento). Em suma, a Escola Superior de Guerra representou um núcleo de encontro e formação de elites orgânicas no País, aglutinando setores hegemônicos da alta hierarquia num bloco de poder sob a hegemonia do capitalismo multinacional e associado.
UMA COOPERATIVA AGRÍCOLA NO PROCESSO CAPITALISTA DO VALE DO PARANAPANEMA (1959-1990)
Rosenei Cristina Ribeiro VICTOR
MESTRADO: 195p.
Defesa: 07/novembro/1994
BANCA:
David Rabello de Almeida - (Orientador) - UNESP/Assis
Célia de Carvalho Ferreira Penço - UNESP/Assis
Alzira Lobo Arruda Campos - UNESP/Franca
RESUMO:
A pesquisa tem por objetivo o estudo histórico da Cooperativa dos Cafeicultores da Média Sorocabana de Cândido Mota, "Coopermota", no período de 1959 a 1990, na tentativa de compreender as relações estabelecidas no seu interior e as conexões da mesma com o sistema político-econômico.
O trabalho articula-se em três capítulos. No primeiro, discutimos as contradições do termo "cooperação", seus pressupostos teóricos e sua aplicação em diferentes momentos históricos; no segundo, trabalhamos a questão do espaço no qual se deu a ação da cooperativa em estudo, procurando resgatar parte da memória constituída no processo de formação social da região. No terceiro capítulo, refletimos sobre a prática da "Coopermota" desde a sua fundação, em 1959, até 1990, quando do seu reordenamento em função das dificuldades criadas no governo "Collor". Esta reflexão foi feita a partir da documentação escrita e do levantamento de fontes orais, no intuito de apreender sua dinâmica e seus ideários.
UM ESTUDO DE RELIGIOSIDADE POPULAR: O SANTO MENINO DA TÁBUA
Solange Ramos de Andrade DAVID
MESTRADO: 164p.
Defesa: 18/novembro/1994
BANCA:
Sidinei Galli - (Orientador) - UNESP/Assis
Cecília Helena L. de Salles Oliveira . FFLCH- USP/SP
Eduardo Basto de Albuquerque - UNESP/Assis
RESUMO:
A pesquisa tem por objetivo estudar a religiosidade popular através da análise da formação de um santo, o Menino da Tábua da cidade de Maracaí (SP), de 1978 a 1994. Utilizando jornais da região, fontes orais e documentos do Poder Público Municipal de Maracaí, realizamos um resgate da história deste santo, destacando os principais elementos que contribuíram para a sua "criação", bem como as implicações políticas, econômicas e sociais que caracterizam seu culto, confirmando a relevância dos trabalhos históricos no campo da religiosidade.
AQUIDAUANA: A BAIONETA, A TOGA E A UTOPIA NOS ENTREMEIOS DE UMA PRETENSA REVOLUÇÃO
Eudes Fernando LEITE
MESTRADO: 164p.
Defesa: 08/dezembro/1994
BANCA:
Carlos Roberto de Oliveira - (Orientador) - UNESP/Assis
Valmir Batista Corrêa - UFMS /Corumbá/MS
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta dissertação aborda o golpe militar de 1964, focalizando seus reflexos em uma pequena cidade do interior brasileiro. O trabalho consiste na análise da repressão, da justiça e da utopia comunista em Aquidauana. Analisando estes itens, percebem-se os elementos históricos presentes no acontecimento de 64 na cidade.
O texto divide-se em cinco partes. Na primeira, abordam-se questões interdisciplinares sobre historia oral e seu uso na pesquisa; na segunda, encontra-se uma análise da utopia comunista presente nos movimentos sociais. A terceira parte traz um breve histórico da cidade de Aquidauana. Na quarta, encontra-se uma avaliação sobre o desenrolar do evento na cidade, além de uma discussão sobre o conceito de "revolução". A última parte é dedicada ao estudo dos conflitos políticos locais antes e durante o Golpe Militar.
1995 ( doze defesas)
IMAGENS DA SOCIEDADE MEDIEVAL CASTELHANA ATRAVÉS DAS REPRESENTAÇÕES DRAMÁTICAS
José Carlos GIMENEZ
MESTRADO: 152p.
Defesa: 10/março/1995
BANCA:
Maria Guadalupe Pedrero-Sánchez (Orientadora) - UNESP/Assis
Maria de La Concepción Piñero Valverde . USP/SP
Lídia Fachin . UNESP/Araraquara
RESUMO:
Este trabalho estuda as imagens da sociedade medieval castelhana na Baixa Idade Média, através das representações dramáticas, especificamente as relativas ao ciclo de Natal. Procuramos resgatar as imagens tanto negativas quanto positivas dessa sociedade: os desclassificados, os ignorantes, o trabalho e a fome, mas também os sonhos e as utopias: paz, justiça, comer, beber, dançar, e as imagens de conflito permeadas pela disputa entre Deus e o Diabo.
As fontes utilizadas, produto de uma elite cultural, são, porém, destinadas à todas as camadas sociais, o que permite observar a circularidade entre o popular e o erudito, e ainda contatar algumas transposições do universo sagrado para o profano, como por exemplo a comparação do nascimento de Jesus com a do príncipe.
ACIDENTE DE TRABALHO NA CONSTRUÇÃO CIVIL EM MARÍLIA (1986-1990)
Rosa Maria Malheiros de BAPTISTA
MESTRADO: 203p.
Defesa: 15/março/1995
BANCA:
David Rabello de Almeida - (Orientador) - UNESP/Assis
Alzira Lobo Arruda Campos - UNESP/Franca
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
A pesquisa tem como objetivo oferecer um estudo sobre o acidente de trabalho na construção civil, setor industrial que detém o maior número de ocorrências do gênero no Brasil. Ela se preocupa com o período correspondente à implantação do Plano Cruzado (1986) e ao Plano Collor (1990) no Município de Marília, cidade do centro-oeste paulista. Procura apreender o histórico de vida dos trabalhadores, a forma como são absorvidos pelo mercado de trabalho, buscando compreende-los no seu modo de vida global. Aborda as formas como o acidente de trabalho é entendido e prevenido tanto pelo Estado como pelo empregador e pelo empregado.
O SIMBOLISMO VISUAL DOS GRAFITES NA EPIGRAFIA LATINA POPULAR POMPEIANA (50-79 d.C.)
Wagner MONTANHINI
MESTRADO: 177p.
Defesa: 24/março/1995
BANCA:
Pedro Paulo Abreu Funari - (Orientador) - UNICAMP
Alceu Dias Lima . UNESP/Araraquara
Maria Guadalupe Pedrero-Sánchez - UNESP/Assis
RESUMO:
No presente trabalho, investigou-se o simbolismo visual dos desenhos grafitários populares pompeianos, relativos ao período de 50-79 d.C. Com relação à metodologia empregada como meio de se proceder à pesquisa, bem como para o restabelecimento da analogia grafiteiro/grafite/público, conceitos de semiótica, antropologia e estatística apresentaram-se necessários. Tais conceitos colaboraram com a prática historiográfica aqui proposta e com o amplo conhecimento do simbolismo visual dos desenhos a que nos restringimos.
A PROPRIEDADE DA TERRA NOS ANDES BOLIVIANOS. UM ESTUDO DA FORMAÇÃO DA GRANDE PROPRIEDADE EM OMASUYOS (1650-1660)
Norby Margoth Andrade ALVAREZ
MESTRADO: 167p.
Defesa: 30/março/1995
BANCA:
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - (Orientadora) - UNESP/Assis
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
Ida Lewkowicz - UNESP/Franca
RESUMO:
A história da propriedade da terra na província colonial de Omasuyos no período de 1650-1660, apresenta-se como um estudo de historia regional que visa à reconstrução da história das grandes propriedades nos Andes e, mais particularmente, na província de Omasuyos.
Esta pesquisa parte do pressuposto de que a grande propriedade da terra surgiu como uma conseqüência da expropriação das terras comunitárias dos índios, fenômeno provocado pela exploração da força de trabalho indígena, através da obrigatoriedade do serviço da mita e do pagamento do tributo indígena, imposição que forçou os índios a abandonarem suas terras, que foram, então, apropriadas pelos espanhóis.
Algumas das contribuições mais importantes para a realização desta pesquisa provêm do trabalho com as fontes, isto é, os "expedientes coloniales", e as "visitas y composiciones de tierras" que conformam o Fundo Histórico do Arquivo Nacional de La Paz, na República da Bolívia. Igualmente importante foi a monumental obra de John Murra e Nathan Wachtel, pela sua preocupação com o tema que nos interessa.
CURANDEIRISMO E MEDICINA: PRÁTICAS POPULARES E POLÍTICAS ESTATAIS DE SAÚDE EM SÃO PAULO NAS DÉCADAS DE 30, 40 E 50
Antônio Carlos Duarte de CARVALHO
MESTRADO: 220p.
Defesa: 10/abril/1995
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Maria Antonieta Martines Antonacci - PUC/SP
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho aborda as relações entre cultura popular e políticas estatais na área de saúde, em São Paulo, nas décadas de 30, 40 e início de 50, deste século. Demonstra que as campanhas de reeducação da população e a repressão das práticas populares de medicina e dos curandeiros objetivaram expropriar da memória popular os conhecimentos a respeito da saúde/doença, com vistas à imposição de um outro modelo de saúde preconizado pela medicina científica. A criminalização das práticas populares de saúde acaba por destruir as condições de seu exercício. Destacam-se as múltiplas ações institucionais no sentido de re-educação e controle sobre a sociedade e as estratégias de sobrevivência forjadas pelos curandeiros frente a elas.
INDÚSTRIA E TRABALHO NO MUNICÍPIO DO RIO GRANDE: A TRAJETÓRIA DA COMPANHIA UNIÃO FABRIL (1873-1930)
Carlos Alberto de OLIVEIRA
MESTRADO: 163p.
Defesa: 25/abril/1995
BANCA:
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Alice Fushako Itani . UNESP/Rio Claro
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
A pesquisa tem por objetivo global a trajetória da Companhia União Fabril, no município de Rio Grande (RS), desde a sua fundação, em 1873, até o fim da República Velha (1930). O trabalho está dividido em quatro partes. Na primeira, realiza-se, mesmo que rapidamente, uma incursão no universo rio-grandense-do-sul; na segunda parte, busca-se historicizar a evolução do município de Rio Grande, desde sua fundação, no século XVIII, até o surgimento das primeiras indústrias, no século XIX. Na terceira parte, analisa-se a atuação da Companhia União Fabril na organização da produção e no controle da mão-de-obra, através da "preocupação" com educação e assistência social (1891), habitação (1884), fundo de auxílios (1896) e jardim da infância (1914). Para isso, trabalhamos com os relatórios de sua diretoria ao longo deste período.
MAPAS, CARTILHAS E REFERENDUM: IMAGENS DA VIDA EM ANTÔNIO DE ALCÂNTARA MACHADO
Emery MARQUES
MESTRADO: 159p.
Defesa: 12/maio/1995
BANCA:
Antonio Celso Ferreira - (Orientador) - UNESP/Assis
Annateresa Fabris . ECA . USP/SP
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
RESUMO:
O trabalho apresenta uma interpretação da obra do escritor modernista Alcântara Machado, focalizando não somente os aspectos formais da construção literária, mas também os conceitos que tornariam os textos instrumentos de transformação social e nacional. Para tanto, a produção historiográfica e jornalística foi contraproposta à ficcional, buscando-se uma noção de modernidade capaz de coadunar-se com o ideal de nacionalidade.
FACULDADES PARA BOTUCATU (SP). PROCESSO HISTÓRICO DE DEMANDAS SOCIAIS E POLÍTICAS PELA EXPANSÃO DO ENSINO SUPERIOR NO ESTADO DE SÃO PAULO (1947-1963)
Isaura Maria Accioli Nobre BRETAN
MESTRADO: 182p.
Defesa: 12/maio/1995
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa - (Orientadora) - UNESP/Assis
Maria Luiza de Paiva Mello Moraes - UNESP/Assis
Raquel Volpato Serbino . UNESP/Botucatu
RESUMO:
Este trabalho de pesquisa contém estudos referentes à história do município de Botucatu (SP) e ao processo histórico de criação de um instituto isolado de ensino superior, no distrito de Rubião Júnior, no interior deste município. Com base em metodologias históricas referentes à pesquisa empírica de fontes documentais escritas e orais, procurou-se, também, oferecer informações sobre o processo de expansão da educação de nível superior pelo interior paulista, privilegiando-se os aspectos sociais e políticos desta expansão. Ao mesmo tempo, esta investigação voltou-se para um estudo introdutório das questões educacionais relativas ao ensino das ciências médicas, em particular, e do ensino superior de modo geral. Os limites temporais deste estudo iniciam-se em 1947 e findam em 1963.
"TEEM", UM PERSONAGEM CONTEMPORÂNEO. REPRESENTAÇÃO JUVENIL NA IMPRENSA
Ana Cristina Teodoro da SILVA
MESTRADO: 202p.
Defesa: 21/setembro/1995
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Heloísa de Faria Cruz - PUC/SP
Antonio Celso Ferreira - UNESP/Assis
RESUMO:
A Folha de S. Paulo possui um caderno semanal, o Folhateen, dedicado a seu "público jovem", no qual aparece um perfil de jovem criado pelo jornal, o "teen", que busca identificar-se com seu leitor. Pretendo delinear as características desta representação juvenil, entendendo-a enquanto um personagem da história atual. Busco refletir sobre os significados do "teen" e, por conseqüência, dos mecanismos da imprensa para a sociedade contemporânea. O trabalho permite discutir, ainda, caminhos da chamada história do presente, bem como suas associações com os meios de comunicação.
ASTROLOGIA VERSUS ASTRONOMIA NO SÉCULO XII: A POSIÇÃO MAIMONIDEANA
Marco Antonio Neves SOARES
MESTRADO: 153p.
Defesa: 22/setembro/1995
BANCA:
Eduardo Basto de Albuquerque - (Orientador) - UNESP/Assis
Sidinei Galli - UNESP/Assis
Wilcon Jóia Pereira - UNESP/Araraquara
RESUMO:
O mundo islâmico, no século XII, se estendia da Transoxiana ao Atlântico, e nesse espaço circulavam produtos, homens e idéias. M. Maimonides (1135-1204) foi fruto deste mundo cosmopolita e, munido de argumentações filosóficas, religiosas e históricas, procurou invalidar a astrologia. O trabalho trata do estudo desta argumentação, para demonstrar que a cisão entre astrologia e astronomia ocorreu no século XII, no mundo oriental, baseado no modelo cosmogônico aristotélico-ptolomaico.
REPRESSÃO E CONTROLE SOCIAL NO GOVERNO VARGAS (1930-1945)
Janete Leiko TANNO
MESTRADO: 185p.
Defesa: 23/outubro/1995
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Iara Khoury - PUC/SP
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
RESUMO:
Tendo em vista a presença marcante da violência na sociedade brasileira atual, a discussão acerca da repressão no governo de Getúlio Vargas (1930-1945) ganha importância, privilegiando, dentre suas formas de manifestação, a tortura, a vigilância e a delação, ações relacionadas entre si, que envolviam a sociedade e visavam seu controle. Se a repressão teve como alvos diretos os "subversivos" e os "extremistas", salientamos que ela não atingiu somente a eles. Igualmente seus familiares sofreram, moral, física e psicologicamente, os atos autoritários e repressivos do governo. Nesse contexto conturbado e de liberdade restrita, as mulheres dos presos políticos desempenharam outros papéis além dos de dona-de-casa, esposa e mãe.
MEMÓRIA DA PROSTITUIÇÃO: LEMBRANÇAS DA "CASA DA ANTONIETA"
Ivana Guilherme SÍMILI
MESTRADO: 190p.
Defesa: 12/dezembro/1995
BANCA:
Elizabeth Darwiche Rabello de Almeida - (Orientadora) - UNESP/Assis
Laima Mesgravis - USP
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
O trabalho é uma reflexão sobre memória, feita através de lembranças de uma casa de prostituição. A casa da "Antonieta", que existiu em Assis entre 1940 e 1978. O objetivo foi revelar aspectos da história da prostituição, que foi marcada pela existência das casas de prostituição nas paisagens das cidades brasileiras, com vistas à compreensão da memória e do imaginário que se constituíram em torno desses lugares, cujos reflexos estão na maneira como são lembrados e esquecidos.
1996 (quatorze defesas)
ÉRICO VERÍSSIMO: ENTRE A LITERATURA E A HISTÓRIA (ANOS 1930/40)
Luciana Regina POMARI
MESTRADO: 159p.
Defesa: 07/fevereiro/1996
BANCA:
Paulo Alves - (Orientador) - UNESP/Assis
Alzira Lobo Arruda Campos - UNESP/Franca
Eduardo Basto de Albuquerque - UNESP/Assis
RESUMO:
A partir do levantamento dos temas fundamentais do discurso humanista de Érico Veríssimo, analisa-se o movimento pendular das possibilidades e dos limites metodológicos das relações entre a história e a literatura. Estudam-se os modos difusos da presença do real nos livros, configurados sob as formas de representações geradas no campo comum da imaginação social e da memória. Aprofunda-se o estudo sobre o movimento fascista internacional e sobre as polarizações em torno do socialismo e do liberalismo, nos anos 30 e 40. Comparam-se as tentativas de construção de um perfil ideológico, elaborados pelos críticos de Érico Veríssimo, com uma leitura sobre a razão crítica estruturadora do discurso do autor, que está sempre em luta contra o jugo de realidades irracionais, como ocorre nas culturas dos regimes totalitários. Em Saga, romance de Érico Veríssimo publicado em 1940, estudam-se as clivagens amplas das dimensões literárias da experiência histórica de dois microcosmos: o da vida cotidiana nas Brigadas Internacionais durante a Guerra Civil Espanhola, e o da sociedade porto-alegrense no final dos anos 30.
ESTRATÉGIAS DE AÇÃO DA IGREJA CATÓLICA NO MÉDIO VALE DO PARANAPANEMA: O MINISTÉRIO DA VISITAÇÃO
Maurílio Alves RODRIGUES
MESTRADO: 144p.
Defesa: 29/fevereiro/1996
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço (Orientadora) - UNESP/Assis
Leila Marrach Basto de Albuquerque - UNESP/Araraquara
Ivan Esperança Rocha - UNESP/Assis
RESUMO:
O regime de exceção no Brasil de 1964 à 1989 influenciou direta ou indiretamente a Igreja Católica a interferir, através da formação das consciências, em muitas mudanças sociais de âmbito regional e nacional. A Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB) foi decisiva na elaboração de reflexões e propostas dirigidas seja à Igreja, seja a diversos aspectos da vida do país.
Em termos regionais, tomando como referência a Diocese de Assis, foram seguidos os objetivos propostos pela CNBB, mas com enfoque metodológico próprio, a partir da análise da realidade e de reflexões teológicas, para, em seguida, se estabelecerem as diretrizes da ação pastoral, na qual se insere o Ministério da Visitação, que é objeto desta pesquisa. Esta atividade parece-nos ser uma das estratégias que tem dado resultado para incrementar a participação dos leigos na ação da Diocese de Assis.
"A CRIANÇA, O MENOR E A LEI": UMA DISCUSSÃO EM TORNO DO ATENDIMENTO INFANTIL E DA NOÇÃO DE INIMPUTABILIDADE
Ailton José MORELLI
MESTRADO: 181p.
Defesa: 15/março/1996
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa (Orientadora) - UNESP/Assis
Antônio Carlos Bernardo - UNESP/Araraquara
Sérgio Augusto Queiroz Norte - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta dissertação apresenta uma análise das práticas de atendimento aos "menores" desenvolvidas no Estado de São Paulo. Partindo da construção das noções de "criança" e de "menor", analisamos tanto a relação da legislação sobre o "menor" com as políticas de atendimento, quanto sua influência na idéia da impunidade dos "infratores".
Realizou-se essa análise principalmente através do Código de Menores de 1927, dos Anais das Semanas de Estudos do Problema de Menores (1948-1951) e de processos judiciais relacionados à infância. Para tanto, privilegiamos o período de 1927 até o início da década de 1950.
MENINAS INGÊNUAS: UMA ESPÉCIE EM EXTINÇÃO? A SEXUALIDADE FEMININA: ENTRE PRÁTICAS E REPRESENTAÇÕES. MARINGÁ, 1950-1980
Edméia Aparecida RIBEIRO
MESTRADO: 205p.
Defesa: 21/março/1996
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Denise Bernuzzi Sant. Anna - PUC/SP
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
Os processos criminais de sedução existentes no Fórum de Maringá (PR), são utilizados como fonte para esta pesquisa.
Por meio desses documentos, pretendemos discutir sobre o imaginário e as práticas sociais relativas à sexualidade feminina, em Maringá, nas décadas de 1950 a 1980, objetivando perceber mudanças e permanências no âmbito dos comportamentos e valores morais. Através deste trabalho, pretendemos refletir sobre o discurso do judiciário em relação às práticas sexuais femininas e de outros segmentos da sociedade, como Igreja e família, discutindo temas como o estigma social e sexual da mulher, além das noções de honra e moral.
Buscamos fazer, também, um estudo sob a perspectiva do gênero, que surge como uma categoria de análise histórica, permitindo a observação feminina pelo viés da construção social das diferenças na relação homem/mulher.
A CULTURA DOS LIBERTOS NO SATYRICON: UMA LEITURA
Claudiomar dos Reis GONÇALVES
MESTRADO: 264p.
Defesa: 29/março/1996
BANCA:
Pedro Paulo Abreu Funari - (Orientador) -UNICAMP
Norberto Luiz Guarinello - USP
Alceu Dias Lima . UNESP/Araraquara
RESUMO:
Este trabalho analisa os libertos na sociedade do Alto Império Romano. Utilizamos como fonte principal o Satyricon de Petrônio, embora tenhamos recorrido a outras fontes (i.e. relevos). Caracterizou-se a imagem criada pelo autor sobre a cultura dos libertos-ricos, ao mesmo tempo em que, a partir da mesma, construiu-se uma nova abordagem sobre aquela classe social.
No primeiro capítulo, abordamos a constituição da obra, sua trajetória, autoria, datação, bem como o estilo do autor. No segundo, tratamos da historiografia sobre os libertos e dos debates atuais, no Brasil, sobre o tema. Enfim, no capítulo terceiro, empreendemos uma análise tanto microscópica como estrutural da obra, procurando estabelecer correlações com outras fontes sobre os libertos e sua cultura.
ASSENTAMENTOS DE SEM-TERRA EM GUARAPUAVA: HISTÓRICO E COTIDIANO
Aries José PIRES
MESTRADO: 149p.
Defesa: 19/abril/1996
BANCA:
Glacyra Lazzari Leite (Orientadora) - UNESP/Assis
Antônio Carlos Bernardo - UNESP/Araraquara
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
RESUMO:
O presente trabalho apresenta uma análise genérica das lutas dos trabalhadores rurais pela posse da terra no Brasil e da organização de movimentos sociais no campo, em particular, na região centro-oeste do Estado do Paraná, a partir do estudo de um movimento específico, o Movimento Sem-Terra. São analisados os relacionamentos e as dinâmicas da organização do movimento na constituição de acampamentos e assentamentos, além do papel da apropriação de terras pelo Estado e por organizações privadas.
Outra questão analisada é o desenrolar do cotidiano familiar e escolar, a religiosidade dos trabalhadores rurais assentados e a constituição de atitudes políticas como parâmetros de construção social.
SÃO TIAGO NA PRIMEIRA CRÔNICA GERAL DE ESPANHA. ALFONSO X: A TRADIÇÃO E A LEI
Adailson José RUI
MESTRADO: 120p.
Defesa: 25/abril/1996
BANCA:
Maria Guadalupe Pedrero-Sánchez - (Orientadora) - UNESP/Assis
Carlos Roberto Nogueira - USP
Léon Pomerantz - UNESP/Assis
RESUMO:
Nesta dissertação é estudado o significado da tradição, representada, principalmente, pelo culto a São Tiago, no processo de consolidação da Monarquia Castelhana, impulsionada por Alfonso X. Têm-se, como fontes principais, a Primeira crônica geral de Espanha e Las siete partidas, obras elaboradas pelo mesmo rei no século XIII.
Analisam-se as referências à presença de São Tiago recolhidas na Crônica e estudam-se as leis contidas nas Partidas relacionadas ao que significa ser rei e a como se dá a sucessão real.
AS MANIFESTAÇÕES ESTUDANTIS NO CÂMPUS DE ASSIS (1983-1995)
Maria Cecília de Faria ITAVO
MESTRADO: 90p.
Defesa: 05/agosto/1996
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço - (Orientadora) - UNESP/Assis
Márcio Antonio Teixeira . UNESP/Presidente Prudente
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
O texto que aqui se apresenta enfoca algumas manifestações de estudantes ocorridas na, hoje, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, câmpus da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho", no período compreendido entre 1983-1995, a partir de depoimentos orais coletados no período de 1992 a 1995.
Na busca das origens dessas manifestações estudantis e de sua contextualização, foi feito um breve relato das circunstâncias sócio-políticas das décadas de 60 e 70.
O recorte estudado é o de um momento específico: o movimento ocorrido em 1983, no Câmpus de Assis, que teve como atores principais os estudantes e, como coadjuvantes, alguns professores e funcionários.
As repercussões desse movimento são analisadas tendo em vista suas relações com outras manifestações estudantis do Câmpus de Assis, selecionadas nos períodos de eleição, por se remeterem a 83 na memória dos depoentes e da Comunidade Universitária.
MOVIMENTOS SOCIAIS NOS CAMPOS DO PONTAL DO PARANAPANEMA: UM ESTUDO DE CASO DA GLEBA RIBEIRÃO BONITO (1970-1980)
Maria Celma BORGES
MESTRADO: 237p.
Defesa: 19/agosto/1996
BANCA:
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - (Orientadora) - UNESP/Assis
Teresa Maria Malatian - UNESP/Franca
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
RESUMO:
Nesta pesquisa, analisamos alguns movimentos sociais ocorridos no município de Teodoro Sampaio, situado no Pontal do Paranapanema (SP), na década de 70 e, principalmente, na de 80. Os movimentos analisados aconteceram nas glebas Santa Rita, Ribeirão Bonito e XV de Novembro. Para um melhor entendimento das variáveis de luta - as resistências e os acomodamentos - privilegiamos, no último capítulo, o estudo da gleba Ribeirão Bonito.
Além do trabalho com a bibliografia que trata da questão agrária, utilizamos estudos sobre o Pontal, artigos de jornais regionais, nacionais, sindicais e as fontes orais. Estas se evidenciaram como instrumentais de grande relevância para o fazer-se não de uma história de vencidos ou vencedores, mas de pessoas comuns. Sujeitos históricos que, em meio ao processo de lutas, foram delineando um percurso de avanços e de recuos, de perdas e de conquistas.
O POLICIAMENTO E A ORDEM: REPRESSÃO E VIOLÊNCIA. LONDRINA, 1948-1962
Rivail Carvalho ROLIM
MESTRADO: 174p.
Defesa: 23/agosto/1996
BANCA:
Sidinei Galli - (Orientador) - UNESP/Assis
Sérgio França Adorno de Abreu -USP
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
O objetivo desse trabalho é o de analisar a ação da instituição policial no espaço citadino, apreendendo o lugar da repressão diante da nova qualidade dos conflitos entre os diversos segmentos sociais.
Na conjuntura dos anos 50, a sociedade brasileira vivenciava o ideário da modernidade, do progresso, mas também um acentuado processo de crescimento demográfico em diversas cidades do país.
Muitas pessoas que se dirigiram às cidades, em busca de melhoria de suas condições, fixaram-se onde e como puderam no cenário urbano e passaram a empreender diferenciadas práticas de vida, sendo consideradas indesejáveis e ameaçadoras.
Com esse confronto, aprimoraram-se os mecanismos repressivos para controlar e vigiar essa leva de pessoas que ocupava os espaços urbanos, de forma "perigosa". Evidencia-se que, nos governos denominados de populistas, em vez de mudanças, houve continuidade das práticas autoritárias largamente utilizadas em todo o regime republicano.
HISTÓRIA E TRADIÇÕES DA CIDADE DE SÃO PAULO: MEMÓRIA DE UMA METRÓPOLE. ESTUDO SOBRE A NARRATIVA MEMORIALISTA DE ERNANI SILVA BRUNO
Sílvio Luiz LOFEGO
MESTRADO: 174p.
Defesa: 23/agosto/1996
BANCA:
Antonio Celso Ferreira - (Orientador) - UNESP/Assis
Laima Mesgravis - USP
Zélia Lopes da Silva - UNESP/Assis
RESUMO:
Na busca por um caminho mais amplo para o conhecimento histórico, muitas abordagens têm surgido nos últimos tempos. Dentre elas, destacam-se história e memória, por sua complexidade e abrangência.
Neste contexto, a grande cidade tem-se constituído num desafio para o historiador do final deste século, por apresentar um espectro de representações que exige a reelaboração de sentidos - na articulação de tempos diferentes -, no caos de um cenário que une passado e presente.
Este trabalho procura desenvolver uma análise da obra História e tradições da cidade de São Paulo, de Ernani Silva Bruno, que apresenta aspectos gerais da história paulistana, tecendo tramas dentro de uma ordem cronológica que tenta alcançar a totalidade da existência da cidade. Para sua leitura, valemo-nos de novos debates, atualizados pelas questões que nosso tempo tem suscitado, que se prestam, de maneira significativa, para a busca de sentido que o historiador se propõe como objetivo.
PODER E MITO: O PRINCIPADO NA PERSPECTIVA DA LITERATURA LATINA (TÁCITO, SUETÔNIO E PLÍNIO, O JOVEM)
Andrea Lúcia Dorini de OLIVEIRA
MESTRADO: 147p.
Defesa: 29/agosto/1996
BANCA:
Sidinei Galli - (Orientador) - UNESP/Assis
Silvia Maria Schmuziger de Carvalho - UNESP/Araraquara
Ivan Esperança Rocha - UNESP/Assis
RESUMO:
Essa dissertação aborda a problemática do poder imperial, de acordo com o discurso político produzido no período da história romana, que vai do final do governo de Domiciano (96 d.C.) até o final do governo de Trajano (117 d.C.). Através das obras de Tácito, Suetônio e Plínio, o Jovem fazemos uma investigação da história do pensamento e das práticas políticas, entendendo como componentes indispensáveis as idéias, as crenças, as normas culturais e os valores consciente e inconscientemente alimentados pela sociedade em questão e a construção de um discurso que visa a exaltação de um princeps em detrimento de outros.
ESCRAVIDÃO E VIOLÊNCIA EM BOTUCATU (1850-1888)
César Múcio SILVA
MESTRADO: 143p.
Defesa: 30/agosto/1996
BANCA:
Paulo Alves - (Orientador) - UNESP/Assis
Jozimar Paes de Almeida - UEL
Carlos Roberto de Oliveira - UNESP/Assis
RESUMO:
Este estudo aborda alguns aspectos da história da escravidão na região de Botucatu, como, por exemplo, as relações entre escravos e brancos no contexto do sistema judiciário, tendo como núcleo documental os processos criminais no período de 1850 a 1888.
A JOVEM GUARDA E OS ANOS 60: UMA FESTA DE ARROMBA
Elizete Mello da SILVA
MESTRADO: 161p.
Defesa: 30/agosto/1996
BANCA:
Zélia Lopes da Silva (Orientadora) - UNESP/Assis
Heloísa de Faria Cruz - PUC/SP
Antonio Celso Ferreira - UNESP/Assis
RESUMO:
O movimento Jovem Guarda surge na esteira da explosão do rock n. roll internacional, no início da década de 60. Nesta época a indústria cultural se expandia plenamente no país, possibilitando o aparecimento de um movimento ligado à juventude.
Em termos de produção musical, as leituras e interpretações das canções da Jovem Guarda tornam-se relevantes para detectar-se alguns signos importantes na compreensão do momento histórico, ao mesmo tempo em que esse tipo de análise se mostra fundamental para entendermos as contribuições fornecidas pelo movimento no âmbito cultural brasileiro.
1997 (quatorze defesas)
A MULHER EM ROMA: A CONDIÇÃO FEMININA NA LITERATURA PLINIANA
Valéria Cristina BASÍLIO
MESTRADO: 137p.
Defesa: 28/fevereiro/1997
BANCA:
Carlos Roberto de Oliveira - (Orientador) - UNESP/Assis
Carlos Alberto da Fonseca . FFLCH . USP/SP
João Roberto Inácio Ribeiro . UNESP/Assis
RESUMO:
Esta dissertação aborda a problemática da mulher de acordo com o discurso produzido por Plínio, o Jovem, no período da história romana, que vai desde o final do Governo de Domiciano (96 d.C.) até o final do governo de Trajano (117 d.C.). Fazemos uma investigação da condição feminina no plano da vida pública e privada, seguindo a narrativa contida nas cartas e destacando os valores e as práticas sociais que envolvem as funções da mulher.
UM CORTIÇO CHAMADO BRASIL: ALUÍSIO AZEVEDO E A SOCIEDADE BRASILEIRA DO SÉCULO XIX. UMA LEITURA
Renata Maria TAMASO
MESTRADO: 250p.
Defesa: 18/abril/1997
BANCA:
José Carlos Barreiro - (Orientador) - UNESP/Assis
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
Sílvia Helena Zanirato Martins - UEM
RESUMO:
O presente trabalho tem por objetivo proceder à análise do romance O cortiço de Aluísio Azevedo e refletir sobre a inteligibilidade das relações sociais em fins do século XIX.
Neste sentido, buscamos não só entender como se deram as relações sociais em espaços específicos, os cortiços, mas também compreender a leitura que o romancista fez desta realidade histórica e social e como a transpôs para o romance.
A partir de tais reflexões, procuramos demonstrar que a literatura acabou por antecipar discussões com relação às classes pobres da sociedade brasileira, que a nossa historiografia veio realizar somente a partir da década de 30 do nosso século.
SOB O SIGNO DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA: A EXPERIÊNCIA DA AÇÃO POPULAR NO PARANÁ (1962-1973)
Reginaldo Benedito DIAS
MESTRADO: 201p.
Defesa: 23/abril/1997
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Marcelo Siqueira Ridenti - UNESP/Araraquara
RESUMO:
Este trabalho pesquisa a experiência da Ação Popular, uma das mais representativas organizações da nova esquerda brasileira, elegendo, como viés privilegiado de análise, sua relação com o movimento dos trabalhadores. Após enfocar esse tema no contexto mais amplo da trajetória da nova esquerda brasileira e da conjuntura da década de 60, a análise se dedica especificamente à experiência da Ação Popular, destacando as diferentes fases da vida dessa organização e as faces assumidas por seu projeto e sua prática política. Prioritariamente, analisou-se a implantação da AP na região de Maringá, norte do Paraná, onde liderou, na conjuntura de 1968, um movimento grevista cujo horizonte era a greve geral. Coteja-se a relação de sua estratégia política, então baseada na revolução camponesa, com as tendências de desenvolvimento da região e com esse movimento de trabalhadores.
DE OLHO NO PASSADO: A PINTURA DE RANCHINHO
Marta Dantas da SILVA
MESTRADO: 146p.
Defesa: 21/maio/1997
BANCA:
Eduardo Basto de Albuquerque - (Orientador) - UNESP/Assis
Liliana Bueno dos Reis Garcia . UNESP/Rio Claro
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
RESUMO:
O objetivo deste trabalho é analisar a obra do pintor Sebastião Theodoro Paulino da Silva - Ranchinho - que mora na cidade de Assis (SP); ele é considerado, pelo discurso especializado, como um pintor naïf.
Na análise da obra desse pintor, procuramos os significados das representações do passado, de um tempo em vias de desaparecer, que tornam muitos de seus quadros suportes da memória.
Para tanto, partimos dos problemas apresentados pela obra para depois, então, estabelecermos relações entre ela, a história da vida do artista e a cultura caipira.
No final deste trabalho podemos concluir que as imagens do passado, retidas em formas plásticas, representam uma "utopia retrospectiva", que sua obra constitui um trabalho de reflexão sobre a matéria da experiência e que Ranchinho é um autêntico pintor autodidata, pois sua única referência é ele mesmo e suas composições apresentam elaboração e soluções autênticas.
A TRADIÇÃO LITERÁRIA, SIMBOLISMO E POLÍTICA PALACIANA NO LIVRO DAS BESTAS DE RAIMUNDO LÚLIO
Ricardo Silva JOSÉ
MESTRADO: 229p.
Defesa: 15/agosto/1997
BANCA:
Maria Guadalupe Pedrero-Sánchez - (Orientadora) - UNESP/Assis
Leila Rodrigues Roedel - UFRJ /RJ
Sérgio Augusto Queiroz Norte - UNESP/Assis
RESUMO:
O século XIII, na Espanha, foi marcado pelo processo de expansão cristã nos territórios muçulmanos. Raimundo Lúlio (1232-1315), um nobre de Maiorca, era senescal quando resolveu mudar o rumo de sua vida. Atraído pelas atividades de franciscanos e dominicanos, tornou-se escritor e pregador. Seu principal objetivo era convencer e converter judeus e muçulmanos, porém grande parte de sua obra foi destinada aos leitores católicos. Um destes livros é o Félix (1288-1289), cuja sétima parte é intitulada Livro das bestas. Nesta parte, os excertos de antigas fábulas orientais e cristãs mesclam-se ao simbolismo animal, mascarando as críticas agudas do autor à política dos reis e conselheiros.
Este trabalho analisa o Livro das bestas à luz do contexto histórico e detecta, nas atitudes dos protagonistas, as transformações políticas, sociais e valorativas e a inevitável ascensão da burguesia.
PUNK: CULTURA E PROTESTO. AS MUTAÇÕES IDEOLÓGICAS DE UMA COMUNIDADE JUVENIL SUBVERSIVA. SÃO PAULO, 1983-1996.
Rafael Lopes de SOUSA
MESTRADO: 151p.
Defesa: 18/agosto/1997
BANCA:
Milton Carlos Costa - (Orientador) - UNESP/Assis
Leiloa Marcai Basto de Albuquerque - UNESP/Araraquara
Sérgio Augusto Queiroz Norte - UNESP/Assis
RESUMO:
O presente trabalho objetiva contribuir para o aprofundamento das reflexões sobre um dos mais originais movimentos juvenis da contemporaneidade, o movimento punk.
Inicialmente, procura-se definir o momento e as condições históricas em que o sentimento de juventude apareceu para a sociedade. Em seguida, percorre-se a trajetória dessa nova categoria social em seus mais diferentes períodos. Chegamos, assim, ao século XX, momento em que as reuniões juvenis deixam de ser fatos isolados e adquirem conotações de manifestações verdadeiramente sociais. Ainda nessa perspectiva de análise, buscamos compreender as similitudes, aproximações e distanciamentos do movimento punk com seus congêneres do passado. Para tanto, conciliou-se pesquisa bibliográfica e pesquisas de campo, visando uma compreensão mais ampla do movimento.
Responsável pela revitalização e propagação da cultura underground na sociedade contemporânea, o movimento punk sofreu, por isso mesmo, as mais diversas perseguições do "sistema". Fugindo das perseguições e das ilações que seu estilo suscitava, os punks fecharam-se em seu próprio isolamento e, com uma linguagem muito específica, com atividades de lazer e entretenimento originais e com uma rede de informaçaõ alternativa, edificaram uma comunidade que, pela ênfase na negação dos valores estabelecidos, recebeu a designação de comunidade subversiva.
Ao longo desse trabalho, procuramos elucidar as especificidades, as caraterísticas e a natureza dessa comunidade subversiva.
A IGREJA, A MULHER E O MATRIMÔNIO EM PONTA GROSSA (1930-1965)
Carlos Alberto MAIO
MESTRADO: 188p.
Defesa: 20/agosto/1997
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço - (Orientadora - UNESP/Assis
Alzira Lobo de Arruda Campos - UNESP/Franca
Ivan Esperança Rocha - UNESP/Assis
RESUMO:
Nas últimas décadas, os estudos sobre o matrimônio, a família e a mulher apresentaram um desenvolvimento acelerado impulsionado pela ascensão da história social.
Na tentativa de compreender as relações entre matrimônio cristão, enquanto prática institucionalizada pela Igreja, e a representação do mesmo pela sociedade, o presente trabalho busca analisar o casamento religioso na cidade de Ponta Grossa, Estado do Paraná, tendo como baliza o período compreendido entre 1930 a 1965.
Em um primeiro momento, apresentam-se elementos para compreender as características históricas dos Campos Gerais, bem como para entender a estruturação da Igreja na região. Em seguida, analisam-se as orientações doutrinais da Igreja em relação ao matrimônio e à atuação dos movimentos religiosos na Diocese. Por fim, busca-se compreender a função dos símbolos matrimoniais no imaginário feminino e as transformações sócio-religiosas e culturais no período estudado.
FILHOS DE SÃO FRANCISCO E ÍNDIOS: A AÇÃO MISSIONÁRIA DOS CAPUCHINHOS TRENTINOS NA NOROESTE PAULISTA (1890-1920)
Rodolfo Frank GONÇALVES
MESTRADO: 493p.
Defesa: 22/agosto/1997
BANCA:
Milton Carlos Costa - (Orientador) - UNESP/Assis
Roberto Romano . USP/SP
Eduardo Basto de Albuquerque - UNESP/Assis
RESUMO:
Neste trabalho interpretamos as práticas e as experiências de catequese da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em sua expansão e missão na região noroeste do Estado de São Paulo, no período de 1890 a 1920.
A religião é dotada de um sistema simbólico, norteia e influencia as condutas dos agentes sociais, fornecendo sentido às suas ações. Aquilo que parece mágico e místico, no interior do simbólico-religioso é dotado de sentido e de representações, norteando as atitudes e os hábitos dos agentes sociais em seu cotidiano. Também o discurso teológico é dotado de representações atribuindo sistemas perceptivos e classificatórios em relação ao mundo social.
Uma das preocupações centrais deste trabalho diz respeito ao tema da catequese, bem como das representações dos freis em relação a si mesmos e da cultura dos moradores do sertão e dos índios, envolvendo as questões em torno da alteridade, da violência simbólica e real de sua cultura, mediatizado por um processo civilizador e doutrinário de evangelização enquanto um espaço de poder e de negociações cotidianas entre os agentes sociais (frades e índios).
Interpretamos os aspectos do cotidiano missionário em torno dos referenciais que orientavam suas condutas, o sistema de pensamento - o hábitus - e as ações no que tange a práticas de catequese e de divulgação do catolicismo romano entre os índios.
O hábitus, como um elemento ativo que opera sobre o imaginário social, os comportamentos e a visão de mundo, é levado em consideração. Além do trabalho bibliográfico que trata da questão indígena, utilizamos diversos diários de viagem dos frades, cruzando com outras fontes da época.
PONTEIO NA CIDADE: MÚSICA CAIPIRA E IDENTIDADE SOCIAL
Nelson Martins SANCHES JÚNIOR
MESTRADO: 124p.
Defesa: 12/setembro/1997
BANCA:
Benedito Miguel Ângelo Perrini Gil - (Orientador) - UNESP/Assis
Rafael José de Menezes Bastos . UFSC/Florianópolis
Antonio Celso Ferreira - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta pesquisa enfoca a música caipira presente na Grande São Paulo, a partir dos anos 60, e mostra o papel que exerceu no processo de readaptação dos contingentes de migrantes oriundos do próprio Estado de São Paulo como também de Minas Gerais, Mato grosso, Goiás e Paraná.
Este processo de reordenação simbólica dos valores caipiras transformou sensivelmente a música caipira, sobretudo a partir do momento em que esta se associou à indústria cultural, quando então seu enfoque passou a se preocupar com novas temáticas como o saudosismo e o anti-urbanismo. Também gerou instituições como a Casa do Violeiro do Brasil, reduto da cultura caipira na metrópole. Esses elementos forneceram ao migrante uma ponte imprescindível entre o velho e o novo sertão, representados, respectivamente, pela antiga realidade do campo (caipira-roceira) e os novos valores exigidos pela difícil vida urbana.
ASSOCIAÇÕES DE MORADORES EM PONTA GROSSA, PARANÁ (1967-1990)
Cláudio Jorge GUIMARÃES
MESTRADO: 284p.
Defesa: 12/setembro/1997
BANCA:
Glacyra Lazzari Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Antonio Carlos Bernardo - UNESP/Araraquara
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
RESUMO:
O objetivo deste trabalho foi estudar as Associações de Moradores em Ponta Grossa, Estado do Paraná, situando-as no contexto histórico compreendido entre as décadas de 1960 a 1990.
Nesse estudo, foi dada atenção a aspectos sócio-político-econômicos, ao processo de urbanização da cidade e às relações que se estabeleceram entre associações e poderes públicos constituídos.
A análise da emergência das Associações de Moradores, em Ponta Grossa, foi vista como relacionada a estímulos proporcionados pelo poder público - Secretaria de Planejamento da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa - à atuação da Igreja Católica, à influência de alguns partidos políticos e à atuação individual de lideranças, políticas e religiosas, surgidas entre moradores.
Foi também estudado o cotidiano dos moradores associados, as formas de participação nos movimentos reivindicatórios e, principalmente, a dinâmica do conceito de cidadania a partir dessa participação.
ENFERMOS DA RAZÃO: INSANOS E DEMENTES NA CIDADE PLANEJADA PARA SER BELA E SEM PROBLEMAS. MARINGÁ, 1960-1970
Paulo Fernando de Souza CAMPOS
MESTRADO: 223p.
Defesa: 15/setembro/1997
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Maria Clementina Pereira Cunha - UNICAMP
Sílvia Helena Zanirato Martins - UEM/Maringá
RESUMO:
A partir da década de 1950, um dos mais novos núcleos urbanos do Norte do Paraná era representado como sendo uma cidade "tecnicamente planejada para ser bela e sem problemas". Seguindo um plano urbanístico previamente elaborado, a cidade passou a ser definida como o exemplo máximo do desenvolvimento, do progresso e da ordem.
Pulsando em torno do complexo cafeeiro, levas de migrantes e imigrantes se dirigiram àquela zona de povoamento recente, a fim de conquistar suas riquezas, amplamente divulgadas na grande imprensa nacional ou pela tradição oral. Sobretudo, durante as décadas de 1960 a 1970, a dinâmica própria da história fez do sonho uma difícil realidade: homens e mulheres despossuídos passaram a habitar os espaços regrados da cidade.
Nesta perspectiva, a cidade que se quis "bela e sem problemas" revelou suas defecções e permitiu entrever a falência de seu projeto racional. A lógica tornou-se dissonante: os rígidos códigos do capitalismo, que a gerou, acirraram as contradições sociais, tornando não só factível mas, sobretudo, visível a confluência de muitas lutas.
Neste trabalho, busco acompanhar, evidenciando-o, o caráter excludente da formação da sociedade maringaense, apontando os usos e abusos do controle e punição exercidos sobre aqueles que não venceram na "terra da promissão", sujeitos históricos que, nestes termos, foram identificados como insanos e dementes, isto é, como loucos.
IMPRENSA ALTERNATIVA E ANARQUISMO: "O INIMIGO DO REI"
Waldir PAGANOTTO
MESTRADO: 97p.
Defesa: 24/setembro/1997
BANCA:
Antonio Celso Ferreira - (Orientador) - UNESP/Assis
Sidney Barbosa . UFSCar/SP
Sérgio Augusto Queiroz Norte - UNESP/Assis
RESUMO:
A proposta deste trabalho é realizar um estudo acerca das atividades culturais desenvolvidas pelos anarquistas no Brasil entre as décadas de 70 e 80.
Esse período coincide com a época da imprensa alternativa, forma de jornalismo bastante atuante durante a vigência da ditadura militar inaugurada em 1964. A imprensa alternativa serviu como canal para a divulgação do pensamento libertário brasileiro através do jornal O inimigo do rei, editado em Salvador, Bahia, a partir de 1977.
O trabalho enfoca, particularmente, este jornal por se acreditar na capacidade do mesmo em agregar as principais expoências do pensamento ácrata no Brasil.
LÍNGUAS DE FOGO: ACOMODAÇÃO, REBELIÃO E CIDADANIA ENTRE OS PENTECOSTAIS DE SÃO PAULO (1960-94)
Cátia SANTOS
MESTRADO: 113p.
Defesa: 24/setembro/1997
BANCA:
Eduardo Basto de Albuquerque - (Orientador) - Unesp/Assis
Eliane Moura da Silva - UNICAMP
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta dissertação estuda as relações sócio-religiosas presentes no surgimento e desenvolvimento histórico das primeiras Instituições Pentecostais de São Paulo. Focaliza-se a Congregação Cristã do Brasil, a Assembléia de Deus e, principalmente a Igreja do Evangelho Quadrangular, entre outras.
Buscou-se detectar as características do seu desenvolvimento histórico. Conclui-se que, no período de 1960 a 1994, as relações de cidadania elaborada pelos adeptos, dão-lhe um caráter peculiar, que distância de suas origens no movimento pentecostal norte-americano, devido a conexões sociais dos próprios seguidores, que buscam através da rebelião religiosa a acomodação nas transformações sócio-econômicos e políticas da sociedade brasileira.
A EPOPÉIA DO CAIPIRA. REGIONALISMO E IDENTIDADE NACIONAL EM VALDOMIRO SILVEIRA
Célia Regina da SILVEIRA
MESTRADO: 182p.
Defesa: 25/setembro/1997
BANCA:
Antonio Celso Ferreira - (Orientador) - UNESP/Assis
Romildo Antonio Sant´Anna . UNESP/ S.J. Rio Preto/SP
Iara Lis Schiavinato Carvalho Souza - UNESP/Assis
RESUMO:
O objeto analisado neste trabalho foi a construção da tipologia caipira do Estado de São Paulo, identificada como tipo étnico-cultural ideal para representar a nação brasileira.
Para tal análise, tomou-se por base a literatura regionalista do final do século XIX e início do século XX, particularmente a obra do escritor paulista Valdomiro Silveira.
1998 (quinze defesas)
MARINGÁ: O CORAÇÃO VERDE DO BRASIL?
Zueleide Casagrande de PAULA
MESTRADO, 270 p.
Defesa: 16/fevereiro/1998
BANCA:
Claude Lèpine - (Orientadora) - UNESP/Marília
Jozimar Paes de Almeida - UEL/Londrina
Antonio Celso Ferreira - UNESP/Assis
RESUMO:
Na cidade de Maringá, há um discurso de harmonia entre homem e natureza. Segundo este discurso é um lugar em que o homem respeita a natureza e com ela sempre estabeleceu um princípio de integração. Tem-se a impressão, através das várias expressões dessa harmonia, que isso sempre ocorreu. Neste trabalho, esta harmonia vai sendo mostrada nos sinais, pistas, indícios e vestígios como uma construção imaginária tanto da população como do poder público municipal visando transformar a cidade num paraíso turístico. Esta construção ocorre tendo como suporte a árvore, visto que a cidade é amplamente arborizada e sua população entende que arborização é sinônimo de preservação ambiental. Este equívoco permite-me insinuar que a arborização na medida em que chama a atenção do morador da cidade e dos visitantes para uma suposta preservação ambiental, não deixa que o olhar se volte para o campo do município, amplamente desmatado, apresentando os elementos de descontrução da idéia de preservação.
Tal leitura é resultado do entendimento que permitiram as fontes no decorrer da pesquisa. A construção imaginária de preservação ambiental em Maringá começa a aparecer na década de 80 e se estende até hoje - 1998, porém sua gênese encontra-se na relação que o homem trava com a natureza ainda na reocupação das terras adquiridas pela Companhia de Terras Norte do Paraná na década de 30.
IMAGENS E VISÕES DO PARAÍSO NO OESTE PAULISTA: UM ESTUDO DO IMAGINÁRIO REGIONAL
Jorge Luiz ROMANELLO
MESTRADO,
Defesa: 26/fevereiro/1998
BANCA:
Paulo Alves - (Orientador) - UNESP/Assis
Paulo Celso Miceli - UNICAMP
Anna Maria Martinez Correa - UNESP/Assis
RESUMO:
Este estudo aborda aspectos da formação do imaginário na Região do Vale do Paranapanema entre as décadas de 1920 e 1950.
O eixo temático central escolhido refere-se ao discurso sobre a terra. Trabalhados em dois níveis, utiliza-se da obra de memorialistas e de jornais regionais publicados entre 1930 e 1950.
Em ambas as fontes perceberemos uma visão extremamente positiva associada à terra, que ocupa nestas narrativas um papel quase mitológico, de terra prometida, sendo ao mesmo tempo, a fonte geradora do progresso.
O COMÉRCIO DO PRAZER. PROSTITUIÇÃO EM GUARAPUAVA (1945-1964)
Terezinha Saldanha
MESTRADO, 183 p.
Defesa: 16/abril/1998
BANCA:
Paulo Alves - (Orientador) - UNESP/Assis
Renato Bueno Franco - Unesp/Araraquara
Benedito Miguel Angelo Perrini Gil - UNESP/Assis
RESUMO:
A prostituição em Guarapuava ocupou três espaços distintos. Minha preocupação foi com o segundo espaço, quando ela esteve confinada na Vila Pequena.
Através da fala das mulheres pude concluir a pesquisa vendo suas angústias, tristezas, alegrias, enfim o seu cotidiano.
JECA TATU E O MUNDO QUE ELE CRIOU: O PROBLEMA DA ORIGINALIDADE CULTURAL EM VELHA PRAGA E URUPÊS
José Apostolo Neto
MESTRADO, 215 p.
Defesa: 28/abril/1998
BANCA:
Antonio Celso Ferreira - (Orientador) - UNESP/Assis
Silvia Helena Telarolli de Almeida Leite - Unesp/Araraquara
Tania Regina de Luca - UNESP/Assis
RESUMO:
O trabalho que se segue situa-se no campo da história social da cultura. Objetiva recuperar um traço gauche, dissidente, de Monteiro Lobato, para, sob essa perspectiva, estudar especificamente os textos Velha Praga e Urupês, do escritor. Sugerindo que, no ponto de cruzamento das consagradas leituras de recorte racista, nacionalista, sociológica e racionalista-liberal, aparece a crítica da singularidade e originalidade cultural do homem da roça - representado na figura cômica do Jeca Tatu.
CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DA ADIVINHAÇÃO ROMANA: A ENEIDA DE VIRGÍLIO
Adriana Carriel de FREITAS
MESTRADO, 96 p.
Defesa: 28/abril/1998
BANCA:
Eduardo Basto de Albuquerque - (Orientador) - UNESP/Assis
Maria Luiza Corasin - FFLCH/USP
Carlos Roberto de Oliveira - UNESP/Assis
RESUMO:
Este estudo analisa Adivinhação entre os romanos através do poema composto nos primórdios do Império: a Eneida, de Virgílio.
Em nossa abordagem, caracterizamos as diversas modalidades de práticas adivinhatórias presentes no poema, reconhecendo nestas atitudes um modo romano de comunicação com o sagrado.
DISCIPLINA E ESCRAVIDÃO
Ana Lucia PEREIRA
MESTRADO, 124 p.
Defesa: 29/abril/1998
BANCA:
Claude Lèpine - (Orientadora) - UNESP/Assis
Dario Horacio Gutierrez Galhardo - UFG/Goiânia
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho consiste em um estudo do pensamento dominante em relação ao regime escravista no Brasil do século XVIII (1680-1780). Identifica e esquadrinha os aparatos ideológicos que mantém, legitimam e regulam o comportamento e costumes da vida do escravo. Este estudo baseou-se na teoria de Foucault, pensador francês que construiu o conceito de disciplina.
AS SETE CASAS DA ALFÂNDEGA: OS DESCAMINHOS DO CONTRABANDO NO BRASIL COLONIAL
José Orlando RODRIGUES
MESTRADO, 315 p.
Defesa: 13/agosto/1998
BANCA:
Paulo Alves - (Orientador) - UNESP/Assis
Dalva Rausch - UEL/Londrina
David Rabello de Almeida - UNESP/Assis
RESUMO:
A partir das palavras contrabando e descaminhos, buscamos conhecer as suas origens históricas, para melhor compreender de que forma essas práticas eram entendidas, vividas, legisladas e estruturadas no Brasil Colonial.
Para tal, buscamos fontes da época, principalmente as fontes oficiais, ou seja, os relatórios, atas da câmara e senado, sentença dos contrabandistas, léxicos, livros, e principalmente, o trabalho com as Leis de Coimbra (1211) até o Código Filipino (1603). Pretendemos olhar criticamente como aconteceu a transformação dessas leis na colônia Brasileira no decorrer do século XVIII, quando observa-se a transformação da atividade (ilegal) do descaminho em crime grave, igualando-o ao contrabando neste período. Outro objetivo é analisar como a figura dos descaminhadores, extraviadores e contrabandistas aproximam-se no decorrer do período.
Muitos historiadores brasileiros e estrangeiros já trabalharam e ainda trabalham a questão do contrabando e do descaminho. Contudo, a questão específica de como a lei e a sociedade os viam e os transformaram, ou melhor, os qualificaram, é o que buscamos demonstrar no decorrer deste trabalho.
O DIÁRIO DOS CAMPOS: DISCURSOS E REPRESENTAÇÕES SOCIAIS EM PONTA GROSSA (PARANÁ) - DÉCADA DE 1930
Niltonci Batista CHAVES
MESTRADO, 265 p.
Defesa: 21/agosto/1998
BANCA:
Glacyra Lazzari Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Alzira Lobo de Arruda Campos - UNESP/Franca
Anna Maria Martinez Correa - UNESP/Assis
RESUMO:
A proposta deste trabalho é estudar representações sociais em Ponta Grossa no discurso do Jornal Diário dos Campos, em anos da década de 1930.
Foram priorizadas as representações a respeito de questões sócio-políticas, como movimentos sociais e o processo de urbanização daquela cidade.
OS MÚSICOS NEGROS-ESCRAVOS DA REAL FAZENDA DA SANTA CRUZ NO RIO DE JANEIRO (1808-1832)
Antonio Carlos dos SANTOS
MESTRADO, 200 p.
Defesa: 26/agosto/1998
BANCA:
Claude Lèpine- Unesp/Marília - (Orientadora) - UNESP/Assis
Dario Horacio Gutierrez Gallardo - UFG/Goiânia
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta dissertação de mestrado na área de história social, apresenta uma análise de atividade musical dos músicos negros, escravos e libertos, na Real Fazenda Santa Cruz (RJ) e na cidade do Rio de Janeiro, principalmente à partir do período Joanino (1808 a 1821). O enfoque cultural procura afirmar a participação do homem negro e seus descendentes na vida social da corte e sua aristocracia.
MALANDROS DA TERRA DO TRABALHO - FRAGMENTOS E MEMÓRIAS DA MALANDRAGEM E DA BOEMIA NA CIDADE DE SÃO PAULO (1930/1950)
Marcia Regina CISCATI
MESTRADO, 214 p.
Defesa: 17/setembro/1998
BANCA:
Antonio Celso Ferreira - (Orientador) - UNESP/Assis
Ida Lewkowicz - Unesp/Franca - UNESP/Franca
Tania Regina de Luca - UNESP/Assis
RESUMO:
Através do entrecruzamento de diferentes fontes documentais, busco analisar a dinâmica histórica na qual ocorreu o fenômeno da malandragem em São Paulo (no período de 1930-1950) e as suas representações, bem como sua importância na memória de uma parcela da população paulista. Focalizo a formação da ambiência da malandragem e do circuito da boemia em meio a um processo de crescente e continua urbanização e esforços de modernização, valorização do trabalho e constantes preocupações de autoridades públicas acerca do delineamento moral das classes populares, segurança pública e ordem social. Para tanto, revisito discussões sobre o enquadramento de imaginários coletivos, os quais redundam num delineamento de auto-imagens e, neste sentido, a sustentação do mito da "terra do trabalho", ancorado no simbologia do bandeirantismo e na metafórica locomotiva como uma "predestinação paulistana". De outro lado, como principal contraponto, a indolência brasileira representada pelo protótipo do malandro carioca. No bojo das construções de identidades, portanto, a focalização da malandragem paulistana é o avesso da "terra do trabalho".
A PUXADA DO MASTRO. TRANSFORMAÇÕES HISTÓRICAS DA FESTA DE SÃO SEBASTIÃO EM OLIVENÇA (ILHÉUS-BA)
Edilece Souza Couto
MESTRADO, 186 p.
Defesa: 30/setembro/1998
BANCA:
Eduardo Basto de Albuquerque - (Orientador) - UNESP/Assis
Eliane Moura da Silva - UNICAMP
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
RESUMO:
A pesquisa teve como principal objetivo estudar as transformações históricas da Puxada do Mastro, festa em homenagem a São Sebastião, realizada todos os anos durante o mês de janeiro, em Olivença, distrito de Ilhéus-Bahia.
O culto ao mártir foi implantado no sul da Bahia no século XVI, durante a colonização portuguesa e a fundação de aldeamentos indígenas pelos jesuitas. A aldeia de Nossa Senhora da Escada de Olivença foi criada em 1700. Além de desenvolverem a agricultura de subsistência e o artesanto, os padres catequizaram os índios. Em troca de proteção contra fome, epidemias e guerras, eles realizavam uma festividade anual com missas, novenas, procissões e erguiam um mastro com a bandeira do santo em frente ao templo.
Após a expulsão dos jesuítas a aldeia foi transformada em vila e a tradição dos primeiros habitantes foi mantida. A população dirigia-se a uma floresta para cortar, descascar e puxar uma árvore de grande porte até o centro do povoado. O ritual era acompanhado de fogos, bebida, comida, dança, grupos musicais e folclóricos.
No início deste século Olivença tornou-se Estância Hidromineral e distrito de Ilhéus. A Puxada do Mastro acompanhou as mudanças administrativas e econômicas transformando os seus significados, perdendo e incorporando elementos . Instituída como forma de catequese e elo de ligação entre índios e brancos, os participantes fizeram do ritual um espaço de sociabilidade e preservação de traços da cultura dos seus antepassados. Atualmente, a festa também tem a função de atrair turistas.
NÚCLEO PEDRINHAS. IDENTIDADE, HISTÓRIA E CULTURA MATERIAL.
Silvana Cristina Oliveira MUNIZ
MESTRADO, V.I 116p. V.II 100p.
Defesa: 30/setembro/1998
BANCA:
Pedro Paulo Abreu Funari - (Orientador) UNICAMP
Eliane Moura da Silva - UNICAMP
Célia de Carvalho Ferreira Penço - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta pesquisa consiste em desvendar o sentido da socialização racional de um projeto de colonização do Núcleo Colonial Pedrinhas e a transformação deste em município, no interior do Estado de São Paulo. A pesquisa investiga a utilização e o significado dos recursos econômicos, de socorro e saúde modernos, na moradia familiar , escolaridade e serviços. A colonização do referido núcleo deu-se por iniciativa da Companhia Brasileira de Colonização e Imigração Italiana - CBCII, criada em 1950. A pesquisa baseia-se em diversas fontes: documentação escrita, depoimentos orais, acervo iconográfico, com interpretações críticas, sob o prisma da cultura material e das relações sociais envolventes fundamentadas nas teorias da Arqueologia Histórica e das Ciências Sociais.
CAVALHADAS. FESTAS DE MOUROS E CRISTÃOS NO BRASIL COLÔNIA.
José Artur Teixeira GONÇALVES
MESTRADO, 119 p.
Defesa: 04/novembro/1998
BANCA:
Maria Guadalupe Pedrero Sánchez - (Orientadora) - UNESP/Assis
Maria Campos Abreu - UFF/Niterói
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
Simulacros de lutas entre mouros e cristãos, as cavalhadas foram introduzidas no Brasil durante a colonização. Originadas na Reconquista da Península Ibérica. Atualizaram no Brasil conceitos de dominação sobre os "infiéis" ou "hereges". À luz da História Cultural, abordamos as múltiplas apropriações coloniais deste ritual medieval ibérico. Na Colônia, as cavalhadas foram veículo de propaganda da monarquia portuguesa ou instrumento de catequese e demarcaram espaços sociais entre brancos, negros e índios.
PADRE DAVID CORSO. O ULTRAMONTANISMO NA PARÓQUIA DA CATEDRAL DE ASSIS
Erica Aparecida SITOLIN
Mestrado,
Defesa: 11/novembro/1998
BANCA:
Benedito Miguel Angelo Perrini Gil - (Orientador) - UNESP/Assis
Augustin Wernet - USP
Eduardo Basto de Albuquerque - UNESP/Assis
RESUMO:
A Igreja Católica não é um todo homogêneo. Grupos importantes na Igreja desmembram-se e em cada um desses grupos existem diferenças marcantes em relação à concepção de catolicismo por eles difundida. Entre as décadas de 1920 a 1950, a corrente predominanante era a ultramontana. Essa concepção de catolicismo foi implantada em São Paulo mediante a atuação do "bispo reformador" dom Antônio Joaquim de Melo, e atingiu a paróquia da Catedral da cidade de Assis na década de 1920, mediante a atuação do pároco David Corso. Este, natural de Veneto, Itália, exerceu atividades sacerdotais na paróquia anteriormente mencionada no período de 1926 a 1930 e de 1936 a 1943, retornando em 1947. Porém, não exerceu mais as atividades de pároco. Faleceu em 1949.
A concepção de catolicismo difundida pelo grupo ultramontano pode ser sintetizada em três características que a definem: rejeição ao que o "mundo moderno" representava, centralização do poder religioso na Santa Sé e/ou na pessoa do papa e neutralização da ingerência do Estado em assuntos da Igreja. A organização do laicato em associações leigas, as atividades que desenvolveu como diretor do jornal O Mensageiro Diocesano e do Teatro Dom Antônio, o combate aos "inimigos" da corrente ultramontana de catolicismo, o relacionamento que estabeleceu com a oligarquia local e o ensino religioso foram os meios utilizados pelo padre David Corso para veicular a concepção ultramontana de catolicismo na paróquia da Catedral.
UM OLHAR SOBRE A CIDADE. A POPULAÇÃO DE SÃO LUÍS DO MARANHÃO EM 1855.
José Ferré do NASCIMENTO
Mestrado, 160p
Defesa: 30/novembro/1998
BANCA:
David Rabello de Almeida - (Orientador) - UNESP/Assis
Mildred Regina Gonçalves - UNESP/Franca
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho realiza um estudo da população de São Luis do Maranhão no ano de 1855, tendo como proposta principal apresentar a distribuição dos habitantes, seus problemas, suas relações, e, principalmente, a composição étnica de uma das mais importantes cidades do Brasil da época - São Luís. Estudamos um universo de 9.000 pessoas, o qual, por abranger somente parte da população, não tem a pretensão de ser definitivo.
1999 (dez defesas até 30 de setembro)
A MULHER A VISÃO CRISTÃ PAULINA DO I SÉC. d.C.
Silvia Marcia Alves SIQUEIRA
MESTRADO, 102 p.
Defesa: 08/fevereiro/1999
BANCA:
Ivan Esperança Rocha - (Orientador) - UNESP/Assis
Antonio Talora Delgado Sobrinho - UNESP/Araraquara
Carlos Roberto de Oliveira - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho examina a mulher no início de formação da igreja cristã primitiva, através da análise das epístolas paulinas no período em que elas foram escritas no séc. I d.C. sob a perspectiva do corpo e da renúncia sexual. Verifica-se que as mulheres ocuparam um papel considerável na formação do cristianismo, e que atuaram de maneiras diferentes em localidades diferentes. Através dessas reflexões constata-se a difusão de uma nova doutrina que trouxe consigo mudança de comportamento em relação ao casamento a vida em família. A visão cristã operou-se em meio a uma diversidade cultural intensa e profunda o que acarretou reinterpretações culturais diversificadas em localidades e momentos diferenciados com concepções algumas vezes contraditórias.
ESPANHÓIS EM BAURU: HISTÓRIAS DE VIDA 1896-1930
Cintia Stela Negrão BERLINI
MESTRADO, 138 p.
Defesa: 19/fevereiro/1999
BANCA:
Ivan Aparecido Manoel - (Orientador) - UNESP/Franca
Maximiliano Martin Vicente - UNESP/Bauru
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
Espanhóis em Bauru: Histórias de Vida retrata a história dos imigrantes espanhóis que vieram para Bauru no período do grande surto imigratório paulista, em fins do século XIX e no início do XX. Através da história de vida dos entrevistados sejam eles descendentes ou espanhóis natos, descreve os motivos pelos quais milhares de espanhóis deixaram a sua terra natal. Como foi a trajetória da Espanha para Bauru, quais as principais atividades que aqui desenvolveram, como ocorreu a adaptação às condições de um país desconhecido, como viveram no campo e na cidade, entre outros. Na obra, além de retratar a história de vida do imigrante espanhol em Bauru, aborda também a questão da invisibilidade, ou seja, a dificuldade de encontrar marcas e sinais da cultura espanhola, não somente na sociedade local como em todo o Estado de São Paulo. Tudo indica que, embora tenham vindo em grande número e mantenham-se presentes na sociedade, eles não aparecem por vários motivos, o mais provável deles é que não tiveram a preocupação em preservar sua cultura, nem tampouco transmití-la aos seus descendentes.
A DIALÉTICA DO REAL E DO IMAGINÁRIO: Uma proposta de interpretação do Fenômeno OVNI
Cláudio Tsuyoshi SUENAGA
MESTRADO, 300 p.
Defesa: 22/março/1999
BANCA:
Benedito Miguel Angelo Perrini Gil - (Orientador) - UNESP/Assis
Lisias Nogueira Negrão . USP/SP
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
RESUMO:
Neste trabalho, procuramos expandir o entendimento e revelar as profundezas simbólicas de um fenômeno que se converteu em fonte de esperanças e temores do homem contemporâneo. Ao lidarmos com este autêntico "mito em gestação", vinculado aos conceitos de viagens espaciais e invasão de alienígenas, procedemos a revisão de um vasto pano de fundo intemporal, repleto de experiências visionárias, milagres religiosos e encontros folclóricos com seres sobrenaturais. Os discos voadores foram imediatamente rotulados como sendo de origem extraterrestre. Parecia certo que esses misteriosos objetos, aparentemente sob controle inteligente, não eram feitos pelo homem e vinham do espaço exterior. O envolvimento dos governos com o assunto ajudou a incitar um interesse sem precedentes, resultando na edição de grande quantidade de livros, artigos e filmes a respeito. Um novo campo de interesses e de estudos nasceu a ufologia, e junto com ele um novo especialista o ufólogo. Durante a Guerra Fria, as duas superpotências usaram os OVNIs como fachada para uma operação psicológica de encobrimento às novas armas secretas que se desenvolviam . Devido à proliferação dos arsenais atômicos, era preciso criar o medo de um inimigo objetivo exterior à Terra: os extraterrestres. Este inimigo foi útil para que prosseguissem com sua política de partilha do mundo e conseqüente criação de um império em condomínio, o que de fato aconteceu. Na última parte do trabalho, analisamos o movimento messiânico-milenarista do contatado Aladin Félix, responsável, paradoxalmente, por quase metade de todos os atentados terroristas ocorridos em São Paulo em 1968 erroneamente atribuídos à esquerda os quais contribuíram decisivamente para a decretação do AI-5. A partir de documentos do DOPS por nós descobertos no Arquivo do Estado de São Paulo, logo após a sua disponibilização ao público, reconstituímos a trajetória do grupo, ligado aos escalões do Regime Militar.
CATEGORIAS DE ANÁLISE NA CONSTRUÇÃO DO CONCEITO DE "POLIS": UMA LEITURA DE MOSES I. FINLEY
Robson Felipe Viegas da SILVA
MESTRADO, 121 p.
Defesa: 09/abril/1999
BANCA:
Carlos Roberto de Oliveira - (Orientador) - UNESP/Franca
Haroldo Bruno - UNESP/Araraquara
Ivan Esperança Rocha - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta dissertação teve como objeto de análise os livros Os gregos antigos, A economia antiga, The legacy of Greece: a new appraisal, A política no mundo antigo e História antiga: testemunhos e modelos de Moses I. Finley, historiador norte-americano radicado na Inglaterra desde 1954 e falecido em 1986. O objetivo central é apresentar algumas das categorias analíticas utilizadas pelo autor na construção de um conceito de polis, e demonstrar a especificidade de sua abordagem do passado, acentuando como sua trajetória de historiador contribuiu na construção do conceito aqui trabalhado. Os resultados demonstram que Finley entende as categorias enquanto construções históricas que devem ser tomadas como objetos específicos, relacionadas com as evidências que o historiador possua. Por outro lado, as categorias analisadas demonstraram que, para o autor, elas são indissociáveis de sentimentos, convicções, crenças, autoconsciência, entre outros, o que permite neste estudo levar à conclusão de que Finley busca aproximar-se do vivido ao apreciar o passado. Estas características de sua abordagem são influenciadas pelo ambiente no qual ele se formou e atuou como historiador: dos anos 50 até os anos 80.
PODER PÚBLICO MUNICIPAL E SOCIEDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO: DOIS MODELOS DE ATUAÇÃO NA ÁREA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL EM LONDRINA: 1964-1988
Claudia Neves da SILVA
MESTRADO, 121 p.
Defesa: 12/julho/1999
BANCA:
Benedito Miguel Angelo Perrini Gil ( Orientador) . UNESP/Assis
Maria Luiza Rizotti . UEL/Pr
Paulo Alves . UEL/Pr
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo analisar a assistência promovida por um movimento leigo da Igraja Católica, a Sociedade de São Vicente de Paulo e pelo poder público do Município de Londrina junto à população carente de bens e serviços, no período de 1964 a 1988 e, as possíveis conseqüências deste fato na elaboração e implementação de uma política pública de assistência social. A partir da análise dos relatórios das atividades dos membros da Sociedade de São Vicente de Paulo, em Londrina e o exame do orçamento da Prefeitura de Londrina destinado à área da assistência social, no período em questão, foi possível compreender a ação de ambos os setores na área de assistência social, com reflexos na elaboração e implementação de uma política pública de assistência na década de 90. Para avaliação dos possíveis avanços ou recuos desta política, foi realizado um estudo comparativo entre as ações da Sociedade de São Vicente de Paulo e da Secretaria de Ação Social em 1998, quase 10 anos após a promulgação da nova Constituição, na área da assistência social. Os resultados obtidos permitiram concluir que houve alguns avanços nesta área, assumindo o poder público municipal algumas ações, como determina a Constituição, mas esses avanços ainda estão distantes da efetiva implementação de uma política pública de assistência social; a Sociedade de São Vicente de Paulo e as entidades filantrópicas ainda desempenham importante função no atendimento à população carente.
NO FIO DA NAVALHA: UMA ANÁLISE SOBRE MODERNIZAÇÃO E RESISTÊNCIA DA PROFISSÃO DE BARBEIROS
Denise Dantas de ALCÂNTARA
MESTRADO, 120 p.
Defesa: 13/agosto/1999
BANCA:
Eduarado Basto Albuquerque . (Orientador) . UNESP/Assis
Terezinha de Oliveira . UEM/Pr
Célia de Cravalho Ferreira Penço . UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho consiste numa análise sobre o desenvolvimento histórico da profissão de barbeiro e discute as relações de transformação, resistência ou adaptação do barbeiro ao mundo moderno e à modernização do trabalho. Este tenta entender o caminho que leva ao possível fim desta profissão e apresenta entrevistas com alguns barbeiros da cidade de Assis . SP. As transformações que eles relatam contribuem para entender porque os barbeiros transformaram-se em cabelereiros.
MARIANA: ESCRAVOS EM FUGA (1711-1734)
Miguel PACÍFICO FILHO
MESTRADO, 163 P.
Defesa: 19/agosto/1999
BANCA:
David de Almeida Rabello . (Orientador) . UNESP/Assis
Marisa Saens Leme . UNESP/Franca
Sidinei Galli . UNESP/Assis
RESUMO:
Os escravos em fuga foram neste trabalho observados em Vila do Carmo que atualmente é a cidade de Mariana, em Minas Gerais. Procuramos privilegiar um determinado período dentro da primeira metade do século XVIII, época em que a extração do ouro propiciou àquela região uma intensa transformação através do surgimento de diversos núcleos urbanos, entre os quais estava a Vila do Carmo. Mais especificamente observamos o período compreendido entre os anos de 1711 e 1734. Para desenvolver tal proposta utilizamo-nos da seguinte documentação: listagens de proprietários de escravos e registros de carceragem compreendendo-se como tal os termos de prisão e alvarás de soltura. Objetivamos mostrar quais e quantos eram os escravos em fuga. Os resultados mostraram números para as fuga de escravos que quantitativamente poderiam ser compreendidos como pouco significativos. No entanto, para estes mesmos resultados procuramos desenvolver uma análise qualitativa, ou seja, consideramos que as fugas de escravos de fato existeiram e, a partir daí, verificamos as consequências das mesmas. Portanto, os resultados obtidos tornam-se bastante significativos se analisados à luz da legislação repressiva às fugas e quilombos.
A ODISSÉIA ESPORTIVA PAULISTA: A POPULARIZAÇÃO DO FUTEBOL EM SÃO PAULO
David Lucio de Arruda VALVERDE
MESTRADO, 118 p.
Defesa: 19/agosto/1999
BANCA:
Antonio Celso Ferreira (Orientador) UNESP/Assis
William Reis Meirelles . UEL/Pr
Tania Regina de Luca . UNESP/Assis
RESUMO:
Esta Dissertação aborda a problemática do Futebol na capital paulista, no início do século XX, compreendendo o período desde sua implementação, por Charles Müller em 1894, fase na qual o esporte passava pela instituição das primeiras formas de organização, ou seja, a fundação das primeiras ligas esportivas, até chegar a uma democratização ou abertura, já na década de 1920, quando fugiu do elitismo de origens inglesas. Fazemos uma análise do discurso futebolístico através da abordagem da crônica esportiva. Esta, atuaria como meio de divulgação deste "novo" futebol brasileiro, que instaurado sob o universo autônomo, criaria suas próprias leis de organização, sua própria definição de competência.
EDUCAÇÃO: AS FALAS DOS SUJEITOS SOCIAIS (DELEGACIA DE ENSINO DE ASSIS . SP, 1984-1997)
Nadia GAIOFATTO
MESTRADO, 225 p.
Defesa: 20/setembro/1999
BANCA:
Milton Carlos Costa (Orientador) . UNESP/Assis
Iraíde de Freitas Barreiro . UNESP . Assis/Depto de Educação
Helenice Rodrigues . UFP-Curitiba/Pr
RESUMO:
Este trabalho analisa os discursos de pessoas ligadas à escola pública . delegados de ensino, diretores, professores e pais de alunos. Visou a identificar a forma como as políticas educacionais foram percebidas, bem como as representações acerca delas e da própria escola. Baseou-se nos conceitos de campo e habitus (Pierre Bourdieu), representação (Roger Chartier) e memória (Maurice Halbwachs), e como fonte principal a história oral . entrevistas temáticas. Os discursos foram também analisados a partir da contextualização histórica do país, desde a Primeira República até os dias de hoje. Incluiu-se nesta discussão alguns elementos como: a influência do quadro político e econômico nacional na área educacional; as ênfases dadas, a partir da legislação, quanto aos rumos da Educação no país e no Estado de São Paulo; a influência dos órgãos internacionais de financiamento; e finalmente a globalização. Discutiu-se como as perspectivas dos sujeitos sociais interferem na implementação das políticas educacionais na escola pública, durante 1984 e 1997 na região de Assis.
A POLÍTICA DE COLONIZAÇÃO DO ESTADO NOVO EM MATO GROSSO (1937-1945)
Benícia Couto de OLIVEIRA
MESTRADO, 255 p.
Defesa: 20/setembro/1999
BANCA:
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo (Orietadora) UNESP . Assis
Terezinha Oliveira . UEM/Pr
Milton Carlos Costa . UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho analisa a política de colonização do governo Vargas durante o Estado Novo(1937-1945) no sul do Estado de Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul. Inicialmente, discute as políticas desencadeadas pelo governo Vargas na década de 30, sobretudo aquelas voltadas para a solução dos problemas dos trabalhadores em geral e para o homem do campo em particular. Em seguida, a partir dos discursos de Vargas, em específico aqueles que se referem à questão da ocupação dos espaços "vazios", analisa o aspecto ideológico de salvação e de "construção da Nação", através da Marcha para o Oeste, desencadeada a partir de 1938. Finalmente, examina a ocupação, povoamento e colonização do sul de M ato Grosso, a partir da vinda dos primeiros povoadores . num primeiro momento os criadores de gado e, mais tarde, os colonos que se dirigiram para o projeto colonizador após a criação da Colônia Agrícola Nacional de Dourados(CAND). A pesquisa constatou que a política de colonização do Estado Novo em Mato Grosso, dentre outras metas, objetivava a expansão do capitalismo no campo, através da implantação da pequena propriedade e da fixação do homem no campo e, ainda, garantir a segurança interna na área de fronteira Brasil/Paraguai. Todavia, os colonos que foram contemplados com a distribuição de lotes de terra na CAND, apesar de terem desbravado a referida área, não foram beneficiados a longo prazo, pelo progresso que resultou da sua ação, enquanto desbravadores.
( VOLTAR )
1993 (1ª defesa)
A CISPLATINA (ESTADO FEDERADO AO BRASIL)
Enrique Yamandu Peregalli BARBITTA
DOUTORADO: 221p.
Defesa: 18/junho/1993
BANCA:
Manoel Lelo Bellotto - (Orientador) - UNESP/Assis
Hector H.B. Cabrera - UNICAMP
Alvanir de Figueiredo - UNESP/Presidente Prudente
Enrique Amayo Zevallos - UNESP/Araraquara
Léon Pomerantz - UNESP/Assis
RESUMO:
Quando as tropas luso-brasileiras invadiram a Banda Oriental do Rio Uruguai e a transformaram na Cisplatina, foram envolvidas numa rede de insolúveis contradições que terminaram inviabilizando a ocupação. Entre elas destacamos: a) a necessidade de o Estado Imperial fazer valer a sua dominação sobre todas as regiões do Brasil, neutralizando as contradições com as oligarquias regionais; b) o fato de que as oligarquias riograndenses necessitavam resolver sua contradição com o poder central, isto é, sua tendência para sair fora de sua dominação e sua necessidade de fazer parte do Império para garantir um mercado consumidor do seu charque; c) o Império necessitava da Cisplatina para garantir um suprimento barato, abundante e estável de charque para os escravos, enquanto os riograndenses pretendiam eliminar seus concorrentes orientais, que produziam charque mais barato, necessitando para isso da ajuda imperial; d) se o Estado Central ajudasse os riograndenses, estaria tirando-os das influências republicanas e anti-escravistas provenientes do outro lado da fronteira, mas também auxiliaria o fortalecimento econômico de uma província com nítidas tendências separatistas; e) o Império necessitava do Uruguai por questão de segurança, pois, desde o Rio da Prata, chegavam ao seu território influências de desagregação dos caudilhos; uma Montevidéu portuguesa colocaria um contrapeso ao poder de Buenos Aires; f) o Uruguai incorporado ao Brasil seria afastado da Argentina republicana e não escravista, evitando-se, ao mesmo tempo, o ressurgimento do ideário revolucionário de José Gervásio Artigas e, principalmente, de sua Reforma Agrária que destruía a ordem tradicional, subvertendo os valores coloniais, e sua transformação num refúgio de escravos; g) existia uma visível contradição entre os comerciantes estrangeiros radicados em Montevidéu e a dominação imperial, porque esta os deixava sem nada para exportar; h) a mesma contradição existia entre os orientais charqueadores-fazendeiros-comerciantes e os ladrões de gado riograndenses; i) existia uma contradição entre o governo de Lecor, necessitado de proteger os fazendeiros orientais, para poder sustentar a dominação e os fazendeiros/ladrões de gado riograndenses. Observa-se, aqui, uma projeção das contradições entre o poder imperial (Lecor) e o poder regional (oligarquias do Rio Grande do Sul); j) existiu uma contradição entre os caudilhos regionais que aceitaram a paz portuguesa para poder sobreviver e o aumento da presença do Estado que ameaçava as suas bases de sustentação.
Esta tese, centrada na formação dos Estados Nacionais, os quais, com a violência, construíam nações a partir de uma etapa ainda pré-nacional, demonstra a inviabilidade da ocupação brasileira da Banda Oriental, ainda antes de iniciada a guerra entre o Brasil e a Argentina pela Cisplatina, e questiona a deturpação histórica a que foi submetida esta fase da história rioplatense para adequá-la aos projetos de constituição de nações.
1994 (uma defesa)
ARGENTINA: A FRUSTRAÇÃO ANUNCIADA
Léon POMERANTZ
DOUTORADO DIRETO: 389p.
Defesa: 16/setembro/1994
BANCA:
Manoel Lelo Bellotto . (Orientador) UNESP/Assis
Anna Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Laima Mesgravis - USP
Glacyra Lazzari Leite - UNESP/Assis
Raquel Glezer - USP
RESUMO:
Aborda-se a corrupção como fenômeno estrutural desde a própria organização do Estado e a mentalidade do Capital Mercantil como guia das práticas.
1995
( Nenhuma defesa)
1996 ( três defesas)
NAS CURVAS DO ESPIGÃO PEIXE/AGUAPEÍ: DO SINO DA CAPELA AO RELÓGIO DA MATRIZ (1930-1970)
Rubens Galdino da SILVA
DOUTORADO: 278p.
Defesa: 19/março/1996
BANCA:
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Alvanir de Figueiredo . UNESP/Presidente Prudente
Manoel Lelo Bellotto - UNESP/Assis
Clodoaldo Bueno - UNESP/Assis
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta pesquisa propôs-se analisar aspectos das relações estruturais entre o urbano e rural. Tomou-se, como referência, o espigão Peixe/Aguapeí, também chamado Zona da Mata e hoje conhecido como Nova Alta Paulista, região oeste do Estado de São Paulo, entre os rios Peixe e Aguapeí.
O objeto principal foi a configuração "urbano-rural" no interior da colonização. Analisou-se o processo de produção dos espaços sócio-econômicos e culturais no contexto da expansão capitalista. Tratou-se do projeto colonizatório desenvolvido na transformação dos espaços geográficos em urbano-rural.
A hipótese principal foi a idéia relacionada à primazia do urbano sobre o rural, em outras palavras, o rural enquanto extensão do projeto de urbanização daquela região no período de 1930 a 1970.
Então, supôs-se que as cidades surgiram no interior das relações da configuração "urbano-rural", como um fenômeno alavancado pela utopia do "eldorado", expressão do mito do progresso e da riqueza fácil na aventura do "sertão", motivado pela ação do capital.
ARTÍFICES DO ÓCIO: MENDIGOS E VADIOS EM SÃO PAULO (1933-1942)
Sílvia Helena Zanirato MARTINS
DOUTORADO: 409p.
Defesa: 11/abril/1996
BANCA:
José Carlos Barreiro - (Orientador) - UNESP/Assis
Sérgio Adorno Franca de Abreu - USP
Maria Luzia Tucci Carneiro - USP
Zélia Lopes da Silva - UNESP/Assis
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
A São Paulo dos anos 30 e 40 se apresentava como a cidade do trabalho, do crescimento e do progresso, registrados no crescimento de suas indústrias, na pujança de seu comércio e no corre-corre de seus habitantes por suas ruas e avenidas.
Os homens pobres e desocupados que circulavam por esses mesmos espaços, sobrevivendo por meio de esmolas ou de outros expedientes temporários, eram a reprodução invertida dessa imagem. Considerados indolentes no seu viver, tornaram-se incômodos e passaram a ser vistos como uma ameaça à ordem pública.
Neste trabalho, busco acompanhar as diferentes percepções sobre a pobreza no período, que implicaram, por um lado, na adoção de políticas sociais e, por outro, na associação do homem pobre e desocupado a um indivíduo potencialmente perigoso.
URDIDURAS E TESSITURAS URBANAS. NA HISTÓRIA DAS CIDADES, A ESTRUTURAÇÃO TERRITORIAL DE ASSIS
Ricardo Siloto da SILVA
DOUTORADO DIRETO: 351p.
Defesa: 20/dezembro/1996
BANCA:
Carlos Roberto de Oliveira - (Orientador) - UNESP/Assis
Enaldo Marques Nunes . UFSCar/SP
Teresa Maria Malatian - UNESP/Franca
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - UNESP/Assis
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
RESUMO:
Este trabalho analisa a formação de Assis, cidade situada no Estado de São Paulo, no seu processo de urbanização e no urbanismo adotado. Buscou-se levantar as origens do desenho urbano praticado nessa cidade, utilizando-se dois contextos relacionais: de um lado, a história do surgimento, da evolução e do desenho das cidades ocorridos no espaço ibero-americano colonial e, especificamente no Brasil, no período do Império (1822-1889) à República; de outro, a prática recorrente, ao longo dos tempos, do uso do sistema em grelha xadrez nas constituições de cidades.
Considerando o espaço urbano como resultado da produção social e, ao mesmo tempo, como suporte material de relações sociais, utilizaram-se alguns elementos do meio material da vida urbana para a caracterização e qualificação do ambiente construído desse núcleo urbano. Para tal, foram recuperadas informações sobre a formação do espaço viário, do espaço da habitação, das edificações institucionais, dos equipamentos e dos serviços sociais.
1997 ( cinco defesas)
O URBANISMO DO DESESPERO. UM ESTUDO DOS PROCESSOS DE LUTA PELO ESPAÇO URBANO NO PARANÁ (1985-1992)
Celene TONELLA
DOUTORADO: 371p.
Defesa: 04/abril/1997
BANCA:
José Carlos Barreiro - (Orientador) - UNESP/Assis
Déa Ribeiro Fenelon - PUC/SP
Marcos Antônio da Silva - USP
Antônio Carlos Bernardo - UNESP/Assis
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - UNESP/Assis
RESUMO:
A pesquisa tem por objetivo resgatar a história recente de lutas dos trabalhadores pobres por um lugar para morar nos centros urbanos paranaenses de Curitiba e Londrina. Em Londrina, buscou-se reconstituir os processos de ocupação da área conhecida como "União da Vitória". Já em Curitiba, vigorosos movimentos de ocupação do espaço urbano eclodiram em vários pontos da cidade, no período de 1988 a 1992, com destaque para as ocupações do Xapinhal e da Ferrovila. A experiência vivenciada pelos trabalhadores pobres foi singular em cada localidade; no entanto, partindo de um ponto comum - a carência por moradia - as lutas populares tornaram-se forças instituintes que questionaram a estrutura dominante, articularam setores sociais heterogêneos e avançaram na construção de um novo tecido social.
A CONSTRUÇÃO DO INDIVÍDUO. SÃO PAULO, 1890-1920
André Luiz JOANILHO
DOUTORADO: 214p.
Defesa: 06/junho/1997
BANCA:
Paulo Alves - (Orientador) - UNESP/Assis
Jozimar Paes de Almeida - UEL/Londrina
Edgard De Decca - UNICAMP
Hélio Rebelo Cardoso Júnior - URL/Londrina
Antonio Celso Ferreira - UNESP/Assis
RESUMO:
A noção que temos de indivíduo é uma construção histórica, feita de linhas de acontecimentos heterogêneas. A medicina, a biologia, a educação, o direito, são algumas dessas linhas que constituíram práticas discursivas sobre o indivíduo, visando formas de intervir no próprio corpo dos sujeitos. No caso do Brasil, percebemos que a noção de indivíduo, tal como a entendemos hoje, tem a sua emergência no início do século, através das mudanças nas concepções de corpo, de ser vivo, que surgiram junto com as teorias microbianas. Assim, compreendemos que ela passa de concepções que tratavam os corpos como portadores de marcas interiores (como no caso das teorias espontaneístas, ou nas idéias de branqueamento da raça através da imigração), para a percepção de que os indivíduos podem ser formados e forjados, como se verifica, por exemplo, com a eugenia. As duas concepções encontram no espaço urbano o campo de atuação. Por isso, a cidade de São Paulo se torna o lugar privilegiado dessas práticas discursivas: cidade em formação, com uma população quase toda recém-chegada.
GUIZOT E A IDADE MÉDIA: CIVILIZAÇÃO E LUTAS POLÍTICAS
Terezinha OLIVEIRA
DOUTORADO: 434p.
Defesa: 26/agosto/1997
BANCA:
Sidinei Galli - (Orientador) - UNESP/Assis
Fani Goldfarb Figueira . UFMS/Campo Grande
Reginaldo Santana Figueiredo . UFSCar/SP
Eduardo Basto de Albuquerque - UNESP/Assis
Paulo Alves - UNESP/Assis
RESUMO:
Esta pesquisa tem por objetivo estabelecer um vínculo entre o modo como François Guizot analisou a Idade Média e as questões de sua época, especialmente no período compreendido entre os anos de 1814 e 1830, conhecido como Restauração.
Centralizamos nossa atenção em dois elementos fundamentais de sua análise, a Igreja e a luta de classes. A fim de entendermos o modo como as analisou, procuramos captar seu conceito de civilização, fio condutor das suas análises.
A conclusão a que chegamos é que, para se compreender Guizot e recuperar sua interpretação da história, é necessário considerar que sua obra se inscreveu na luta pela civilização.
CIDADES E SERTÕES: ENTRE A HISTÓRIA E A MEMÓRIA
Gilmar ARRUDA
DOUTORADO: 369 p.
Defesa: 07/novembro/1997
BANCA:
José Carlos Barreiro - (Orientador) . UNESP/Assis
Francisco Foot Hardman - UNICAMP
Silvia Helena Zanirato Martins . UEM/Maringá/Pr
Antonio Celso Ferreira . UNESP/Assis
Zélia Lopes da Silva . UNESP/Assis
RESUMO:
Os sertões já não existem mais. Tratores, caminhões, ferrovias, gado, café milho, trabalho, muito trabalho, milhares, milhões de pessoas o transformaram. Seus restos estão pendurados na memória, espalhados pelas ruas das cidades do interior, nos prédios vazios das antigas máquinas de café, nas estações ferroviárias abandonadas, na paisagem da cafeicultura que substitui a dos sertões. Este é o significado de memória e paisagem.
Cidades e sertões são, para esta pesquisa, os lugares da memória que assumiram e assumem, papéis de referência, depositários das lembranças do passado e dos desejos do futuro. Não consideramos cidades e sertões como lugares determinandos e específicos geograficamente, mas investimentos simbólicos que, dependendo dos grupos sociais e períodos históricos, mudam de significados.
Em torno das imagens construídas sobre os sertões e os processos de mudanças na paisagem desenvolveu-se a pesquisa, buscando os relatos de técnicos, funcionários públicos que percorreram, participaram e construíram uma memória do processo de transformação de sertões em cidades. Ouvimos, ainda, um outro conjunto de lembranças, do grupo familiar, que vivenciou os mesmos espaços e mudanças, só que de outra perspectiva. A perspectiva de quem estava nos "sertões".
O COOPERATIVISMO NO VALE DO PARANAPANEMA - ESTUDO DAS COOPERATIVAS: RIOGRANDENSE, AGROPECUÁRIA DE PEDRINHAS PAULISTA E COOPERMOTA (1980-1995)
Luis de Castro CAMPOS JÚNIOR
DOUTORADO: 312 p.
Defesa: 19/dezembro/1997
BANCA:
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - (Orientadora) . UNESP/Assis
Dario Horacio Gutierrez Gallhardo . UFG/Goiânia
Jozimar Paes de Almeida . UEL/Londrina/Pr
Milton Carlos Costa . UNESP/Assis
Paulo Alves . UNESP/Assis
RESUMO:
Pesquisa sobre o cooperativismo e seu desenvolvimento no Vale do Paranapanema, de forma específica em sua porção paulista. Busca compreender as transformações que permitiram às cooperativas estudadas transformarem-se em grandes empresas do setor agropecuário, constribuindo para modificações importantes na região citada. Resgata as transformações efetuadas pelos imigrantes, destacando-se alemães, suíços e italianos e seu trabalho no cooperativismo regional, passando por uma estrutura capitalista de grande porte, que caracterizou o tipo de cooperativismo, empresarial, ora em estudo. Busca compreender, ainda, o processo histórico de acumulação capitalista e sua influência no Vale do Paranapanema, na agricultura, como também o papel do Estado no incentivo de políticas agrárias que direcionaram uma "modernização no setor", privilegiando produtos de grande valor comercial, como trigo e soja visando ao mercado internacional e contribuindo para as exportações no setor. Permite a composição de um quadro em que se destacam as práticas cooperativista e sua relação com a agroindústria, na modernização da agricultura brasileira e suas manifestações em nível regional, sempre articuladas com os setores que gerenciaram as novas políticas para a agricultura e o desenvolvimento brasileiro. Analisa também a dinâmica interna das cooperativas estudadas e suas relações com órgão de poder e de fomento ao setor agrícola brasileiro.
1998 (06 defesas)
O AÇO, A CRUZ E A TERRA: ÍNDIOS E BRANCOS NO PARANÁ PROVINCIAL (1853-1889)
Lucio Tadeu MOTA
DOUTORADO, 531 p.
Defesa: 05/março/1998
BANCA:
Paulo Alves - (Orientador) - UNESP/Assis
Kimiyê Tommasino - UEL/Londrina/Pr
Paulo José Brando Santilli - UNESP/Assis
Maria do Carmo Sampaio Di Creddo - UNESP/Assis
Nelson Dácio Tomazi - UEL/Londrina/Pr
RESUMO:
Este trabalho trata da história das relações entre os índios Kaingang, Xokleng, Guarani-Kayová, Guarani-Nandeva. Xetá e as populações brancas no Paraná provincial (1853-1889). Essas relações foram marcadas pela guerra, tanto no sentido bélico militarizado como no aspecto político de alianças e negociações em torno dos territórios em disputa. Por um lado, mostra-se a riqueza das situações históricas e das conjunturas política-sociais criadas pelos sujeitos em ação, indo além de uma história simplificante e polarizada entre brancos e índios. Por outro, evidenciam-se a fenomenal capacidade de luta e a inventividade das etnias indígenas ao contrapor-se à política dos brancos para consquista de suas terras e para sua dissolução na população nacional. Essas populações indígenas desenvolveram políticas próprias visando à manutenção de seus territórios e a sua continuidade enquanto populações diferenciadas entre si e dos brancos. Enfim, foram sujeitos de suas histórias e não meros espectadores do que ocorria no Paraná provincial como nos quer fazer acreditar uma determinada historiografia.
DE CUBA A TENOCHTITLÁN, A BUSCA DOS "SEGREDOS DA TERRA". ESTUDO DA TRAJETÓRIA DE FERNANDO CORTÉS NO MÉXICO. (DE 18 DE FEVEREIRO A 8 DE NOVEMBRO DE 1519)
José Joaquim Pereira MELO
DOUTORADO, 255 p.
Defesa: 24/abril/1998
BANCA:
Anna Maria Martinez Corrêa - (Orientadora) - UNESP/Assis
Enrique Amayo Zevallos - Unesp/Araraquara
Janice Theodoro da Silva - FFLCH/USP
José Luiz Bendicho Beired - UNESP/Assis
Lizia Helena Nagel - UEM/Maringá/Pr
RESUMO:
Neste trabalho foi feita uma opção de centralizar o tema a ser discutido - a Conquista do Império asteca - no acompanhamento das ações de Fernando Cortés, desde a sua saída de Cuba, a 18 de fevereiro de 1519, até a ocupação de Tenochtitlán, em 8 de novembro de 1519. Para esta análise foram privilegiadas as informações prestadas pelo próprio conquistador, particularmente as contidas em suas Cartas de Relação, dirigidas ao Rei, relatos paralelos de cronistas da época, e bibliografia que aborda o tema.
A ação de Cortés deve ser entendida desenvolvendo-se em direção das autoridades coloniais, dos seus homens, dos nativos insatisfeitos com o Império asteca e de Carlos V. Rei da Espanha. Para obter o que pretendia, Cortés oferecia a cada uma destas frentes o que parecia ser seu centro de interesse, num exercício complexo de convencimento, que foi chamado de "estratégia de sedução".
Entre as questões abordadas estão o projeto de Cortés de conhecer as novas terras: a ligação que promoveu diretamente com a metrópole, desqualificando as autoridades cubanas e se apresentando enquanto vassalo ideal e fiel; a organização da empresa conquistadora em buscar conhecer os "segredos" da terra, a partir dos aspectos legais, diplomáticos, religiosos e militares; na fundação de Veracruz, enquanto ponto de apoio do processo conquistador, e no desvendamento dos "segredos" da terra, em suas particularidades.
PARÓDIA & CHANCHADA. IMAGENS DO BRASIL NA CULTURA DAS CLASSES POPULARES.
William Reis MEIRELLES
DOUTORADO, 308 p.
Defesa: 13/agosto/1998
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Antonio Celso Ferreira - UNESP/Assis
Gilmar Arruda - UEL/Londrina
Glacyra Lazzari Leite - UNESP/Assis
Reynuncio Napoleão de Lima - UNESP/IA
RESUMO:
Nos estudos históricos tornou-se necessário conhecer as múltiplas relações do simbólico e os processos concretos de criação de identidades sociais no Brasil. A pesquisa procurou, através de uma forma de divertimento popular, produzido pela indústria cultural, mostrar como uma linguagem é apropriada por uma classe e transformada em veículo portador de uma visão de mundo particular. Para isso utilizamos um gênero de comédia cinematográfica, a chanchada que é uma forma de paródia, analisando-a no campo da luta social e cultural, como uma linguagem de classe para se contrapor aos modelos da linguagem culta e, desse modo, tornar-se um instrumento de denúncia social e de crítica à cultura e à política da elite letrada. Na análise procuramos mostrar através de dois filmes os registros que identificam a ação da classe e o modo como o discurso aparece reelaborado nas imagens da chanchada. Na reflexão sobre tal possibilidade encontramos indícios de que o riso, ao corresponder a certas exigências da vida, aponta para um embate entre comportamentos sociais cuja resposta é o "não sério" - a piada, a paródia - que torna-se portador dos anseios, do olhar crítico e diferenciador da classe, capaz de apontar os espaços de tensão e dar voz a silêncios e interdições sepultados, contrapondo-se a uma visão unidimensional de uma história que sacraliza a cultura letrada.
UM PROJETO DE EDUCAÇÃO NACIONAL. O DISCURSO DA RACIONALIDADE PRODUZINDO UM MODELO DE ESCOLA PARA SÃO PAULO NOS ANOS 30.
Cecilia Hanna MATE
DOUTORADO, 185 p.
Defesa: 21/agosto/1998
BANCA:
José Carlos Barreiro - (Orientador) - UNESP/Assis
Maria Aparecida de Aquino - USP
Circe Maria F. Bittencourt - USP
Laura Antunes Maciel - UNESP/Assis
Marcus Vinicius da Cunha - Unesp/Araraquara
RESUMO:
Esta pesquisa discute como um sistema de ensino adquiriu configuração nacional no Brasil dos anos 30, a partir de reformas de ensino de âmbito estadual e do processo de escolarização paulista. Tendo po r base as reformas de 1920, 1922 e 1927, respectivamente em São Paulo, Ceará e Rio de Janeiro (DF), assim como as transformações socioculturais intrínsecas a esse movimento, problematizamos as mudanças pedagógicas ocorridas em São Paulo de 1930 a 1933, através dos números das revistas Escola nova, Educação e Revista de Educação publicados neste período pela Diretoria Geral da Instrução Pública.
Ao problematizar o processo de escolarização como fenômeno histórico, procuramos situar como as revistas retomaram, reelaboraram e fundamentaram idéias, orientações e regulamentações que valorizavam práticas racionalizadoras na distribuição espaço-temporal das atividades escolares. Procuramos, também, discutir como o conjunto das proposições veiculadas pelas revistas desdobrava-se em outros suportes pedagógicos como cinema educativo, biblioteca de educação, testes pedagógicos e associações de pais.
Apreendemos essas mudanças pedagógicas e sua perspectiva nacionalizante e racionalizadora como sintoma da imposição de um projeto padronizador de educação, não só porque floresceram no contexto da política centralizadora de Vargas mas, principalmente, porque projetos pedagógicos com essas características foram semeados ao longo da década anterior e cultivados por interesses sociais e políticos específicos.
IMAGENS DA POLÍCIA. RELAÇÕES ENTRE CIDADANIA E VIOLÊNCIA CARACTERIZADAS NAS REPRESENTAÇÕES DA POLÍCIA PAULISTA; JANEIRO/83 - MARÇO/85
Eda Maria GÓES
DOUTORADO, 245 p..
Defesa: 01/outubro/1998
BANCA:
Zélia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Marcos Antonio da Silva - USP
Sidinei Munoz - UEM/Maringá/Pr
Iara Lis Schiavinatto Carvalho Souza - UNESP/Assis
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
RESUMO:
O objetivo principal deste trabalho é problematizar as relações existentes entre a atuação da instituição policial e o papel desempenhado pelos meios de comunicação de massa nas sociedades contemporâneas, nas quais saber e poder estão intimamente associados. Buscando atingi-lo, analisamos os diferentes discursos sobre a instituição policial veiculados pelos jornais Folha de S. Paulo e o Estado de S. Paulo, através dos quais procuramos penetrar no universo das representações sobre essa agência de controle social.
A despeito das nuances discursivas detectadas entre os dois jornais, a violência destacou-se como elemento comum às diferentes representações encontradas sobre a policia.
Nesse sentido, ao atuar como sujeitos históricos, a Folha de S. Paulo e O Estado de São Paulo refletem em suas páginas a ambigüidade que caracteriza a instituição policial, a medida que reproduzem os interesses das elites empenhadas na utilização da polícia na defesa de seus interesses, mas também produzem uma mercadoria - o jornal - que precisa ser vendida a anunciantes e leitores.
Simultaneamente, a grande imprensa também influenciou o próprio objeto representado, tanto direta quanto indiretamente, como procuramos mostrar ao abordar um momento específico da história da metrópole paulista, janeiro de 1983 a março de 1985, no qual o debate sobre a polícia foi particularmente intenso e tentativas de mudança foram planejadas, experimentadas, estimuladas, rejeitadas e, finalmente abandonadas.
A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA: INDUSTRIALIZAÇÃO E APROPRIAÇÃO (1970-1990)
Antonio Carvalho do NASCIMENTO
DOUTORADO DIRETO, 200 p.
Defesa: 23/novembro/1998
BANCA:
Célia de Carvalho Ferreira Penço - (Orientadora) - UNESP/Assis
Ivan Esperança Rocha - UNESP/Assis
Jayme Wanderley Gasparotto - Unesp/Marília
Euclides Marchi - UFP/Curitiba
Fani Goldfarb Figueira - UFP/Curitiba
RESUMO:
A década de 1970 foi um período decisivo para o desenvolvimento do capitalismo no campo. Apoiado no financiamento estatal o setor agropecuário brasileiro teve um forte impulso em direção à modernização e industrialização. Para uma perfeita compreensão do desenvolvimento e dos limites desse processo foi preciso apreender o sentido de sua evolução. Nesse sentido, procurou-se situar historicamente a economia cafeeira, principalmente o colonado enquanto substituto da mão de obra escrava e, posteriormente, como fator obstaculizador da modernização e industrialização ao impedir a generalização do uso de mão de obra estritamente assalariada. São Paulo comandou o processo de modernização e industrialização durante os anos 70, determinando o rumo de seu desenvolvimento, como fica bem evidenciado ao comparar-se com os dados regionais e estaduais. A generalização desse processo deve passar por uma democratização do uso da terra através de um processo que permita as pequenas e médias propriedades, sobretudo as propriedades familiares, o acesso a preços, financiamentos e preparação técnica que propiciem acumulação suficiente para sua industrialização e modernização além de uma clara política de desenvolvimento prioritário do mercado interno.
1999 (5 defesas- até 30 de setembro)
ANCORADOURO DA EXPIAÇÃO - O PORTO DO RIO GRANDE DE SÃO PAULO NOS QUADROS DA EXPANSÃO COLONIAL LUSO-ESPANHOLA (1737-1777)
José Vicente de FREITAS
DOUTORADO DIRETO, 259 p.
Defesa: 19/abril/1999
BANCA:
José Ribeiro Júnior - (Orientador) - UNESP/Assis
Milton Carlos Costa - UNESP/Assis
Ana Maria Martinez Corrêa - UNESP/Assis
Silvia Helena Zanirato Martins - UEM/Maringá
Karl Monsma - U.F. São Carlos/SP
RESUMO:
O presente trabalho trata de pesquisar O Porto do Rio Grande de São Pedro nos quadros da expansão colonial luso-espanhola (1737-1777).
Ao partirmos da constatação inicial de que o Porto estava inserido em área de fricção entre duas frentes de colonização emulentes, elegemos, neste contexto, duas vias de estudo. Por um lado, empreendemos esforço no sentido de analisar o processo de ocupação e colonização do lugar, intentando fazer emergir as formas pelas quais se configuraram ali a presença do Estado português. Numa outra perspectiva, também buscamos evidenciar as injunções que se constituíram em tensões a traspassar a vida dos agentes sociais, homens e mulheres, militares e povoadores civis, que experenciaram aquele momento. Como injunções, atentamos para as imposições do meio e as decorrentes mesmo da própria rivalidade luso-espanhola naquela área conflitual, como o sentimento do medo, a extrema indigência e a pressão exercida pelas normas disciplinares.
Enquanto recorte temporal, o trabalho está delimitado entre meados e fins dos anos setecentos (1737-1777). Esse período corresponde a fase inicial da trajetória histórica do lugar que, como revela a literatura que se ocupa do tema, é marcada por uma função predominantemente militar e estratégica, resultante, exatamente, do seu entrelaçamento indissociável com a questão geopolítica platina colonial.
Buscamos a coerência e a coesão textual pela articulação entre a narrativa e a argumentação, auxiliadas pelo uso recorrente de imagens.
Em termos expositivos, o trabalho estrutura-se em três seções principais, desdobradas em correspondência ao desenvolvimento do tema, sendo que a introdução e a conclusão assumem papel operacional importante.
A primeira seção, "A colonização luso-espanhola na América do Sul Expansão, Fronteiras e tensões", registra o esforço elaborar um quadro de referências capaz de expressar o processo de colonização espanhola e lusitana no Novo Mundo, destacando a formação, na porção meridional do continente americano, de uma zona de tensão entre Portugal e Espanha em função dos interesses excludentes guiados pela política do "exclusivo metropolitano".
Na segunda seção, "Entre o doce e o salgado - O ritmo do meio e O ritmo do homem", procuramos caracterizar o espaço físico sobre o qual os portugueses assentaram o Presídio e Colônia do Rio Grande de São Pedro, destacando Os processos naturais que se desenvolvem no lugar como tensões que se relacionaram a história objetiva.
A terceira seção, de certa forma, justifica e sintetiza as anteriores. Intitula-se, no geral, "O Estado Português no Atlântico Sul". O capítulo desdobra-se em 07 sub-seções. No conjunto, tratam de apresentar evidências mais pontuais a fim de montar um universo de validades para atender as questões que orientaram o trabalho.
Título final da tese: "Ancoradouro da Expiação".
VANUÍRE - CONQUISTA, COLONIZAÇÃO E INDIGENISMO: OESTE PAULISTA 1912-1967
Niminon Suzel PINHEIRO
DOUTORADO, 292 p.
Defesa: 27/abril/1999
BANCA:
Zelia Lopes da Silva - (Orientadora) - UNESP/Assis
Laura Antunes Maciel - UNESP/Assis
José Carlos Barreiro - UNESP/Assis
Silvia Maria Schmuziger de Carvalho - UNESP/Araraquara
Lucio Tadeu Mota - UEM/Pr
RESUMO:
Este trabalho discute a natureza do processo de ocupação e colonização do Oeste paulista, ocorrido em período relativamente recente, e seu desdobramento em relação às comunidades indígenas.
Considerando-se que os territórios foram habitados por milhares de indígenas antes de terem sido submetidos pela guerra de conquista e colonização, a análise centra-se na avaliação do papel desempenhado pleo Serviço de Proteção aos Índios na execução do projeto do governo relativo à liberação de terras para a colonização e o controle das comunidades indígenas. As estratégias, nesse sentido, foram a disciplina militar e o regime tutelar, a fim de incorporá-los à civilização e à sociedade nacional, mediante a imposição de hábitos, costumes e trabalho civilizados.
O resultado da pesquisa demonstra que a aliança entre setores do governo e particulares ("bugreiros", "grileiros" e imigrantes) favoreceu os civilizados. Os indígenas afastaram-se das terras por eles habitadas, concentrando-se em pequenas áreas reservadas, e parte deles não se incorporou ao projeto do governo. A presença até a atualidade e o crescimento populacional dos indígenas no Oeste paulista, e o estudo de sua trajetória histórica, evidenciam a existência de caminhos que sinalizam para o reforço de sua identidade étnica, que resistiu e ainda resiste a sua diluição na sociedade nacional.
O ESPETÁCULO DO REINO UNIDO - VISÃO DO VIAJANTE TOLLENARE SOBRE A CRISE LUSA E A REVOLUÇÃO DE 1817
Elizabeth de Camargo VIANA
DOUTORADO, 320 p.
Defesa: 20/maio/1999
BANCA:
Beatriz Westin de Cerqueira Leite - (Orientadora) - UNESP/Assis
Glacyra Lazzari Leite - UNESP/Assis
José Ribeiro Júnior - UNESP/Assis
Alzira Lobo Arruda Campos - UNESP/Franca
Maria de Lourdes Lyra Viana - UFRJ
RESUMO:
As Notes Dominicales prises pendant un voyage en Portugal et au Brésil en 1816, 1817 et 1818, de Louis-François de Tollenare constituem um valioso material para se analisar a visão burguesa do processo de ruptura do Brasil com Portugal e a emergência do Império independente.
O olhar deste francês, que se autodenominava viajante comercial sem Luzes, crítico em relação às suas limitações e às da própria literatura de viagens, permite apreender as tendências deste gênero literário na nova ordem mundial.
A conjuntura internacional produzira, a seu ver, um espetáculo extraordinário ao provocar a transferência da sede da monarquia para o Brasil e ao promover a abertura dos portos. Estes acontecimentos haviam engendrado uma situação inusitada na história da moderna colonização. Sua abordagem da crise do Velho Reino, que contrastava com as potencialidades do Brasil, contribui para elucidar a problemática do Reino Unido. Os desafios para estes dois países - Brasil e Portugal -, que interesses opostos, apresentavam-se, para Tollenare, como a questão da revolução.
Suas Notes não refletem as concepções de um estrangeiro sobre o ensaio de república no Nordeste, em 1817. Suas reflexões, efetuadas a partir da derrota dos patriotas, deixam transparecer a visão de um elemento da classe mercantil da França da Restauração sobre o processo de redefinição das relações entre Velho e Novo Mundo.
MARTINS PENA EM QUATRO ATOS: REPRESENTAÇÕES DO IMPÉRIO (1808-1850)
David Ferreira de PAULA
DOUTORADO, 283 p.
Defesa: 30/agosto/1999
BANCA:
Antonio Celso Ferreira (Orientador) UNESP/Assis
José Carlos Barreiro . UNESP/Assis
Carlos Eduardo Jordão Machado . UNESP/Assis
Iná Camargo Costa . USP
Vilma Sant. Anna Arêas - UNICAMP
RESUMO:
Esta tese investiga a interação entre a dramaturgia de Martins Pena e a sociedade brasileira da primeira metade do século XIX, tendo em vista as transformações culturais do momento e sua relação com a política, a cultura popular e a cidade. O resultado dessa pesquisa procura demonstrar que as comédias de Martins Pena revelam uma dimensão da sociedade e da cultura brasileiras, ignorada por muitos de seus contemporâneos, preocupados mais em idealizar o país do que propriamente em compreendê-lo.
O CULTO À SENHORA APARECIDA: SÍNTESE ENTRE A CATOLICISMO OFICIAL E O POPULAR NO BRASIL
Martha dos REIS
DOUTORADO, 257 p.
Defesa: 160setembro/1999
BANCA:
Palmira Petratti Teixeira (Orientadora) . UNESP . Marília
Bárbara Fadel . UNESP/Marília
Cecília Helena L de Salles Oliveira . USP
Claude Lépine . UNESP/Marília
Lilia Ines Zanotti de Medrano . UNICAMP
RESUMO:
Trata-se de uma pesquisa na área de História das Mentalidades que tem como preocupação central detectar qual é a origem e como se desenvolveu o culto à Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. O culto se dá em torno de uma imagem que foi encontrada no rio Paraíba, nas proximidades de Guaratinguetá (SP), em 1717, em pleno apogeu da mineração. O local onde se deu o encontro da imagem era o mais antigo caminho para as minas de ouro e surgiu e se desenvolveu sob o signo das bandeiras. Dessa forma, busca-se no presente trabalho estabelecer o elo de ligação que há entre os fatos decorrentes da mineração e a origem do culto à Senhora Aparecida; verificar em que momento específico da hsitória brasileira o mesmo tornou-se oficial e a que interesses atendia; fornecer elementos para a compreensão da mentalidade que fomentou a origem, desenvolvimento e perpetuação da devoção em torno de uma imagem de cor negra através do desvendamento dos significados simbólicos dos primeiros milagres atribuídos à mesma; recuperar aspecto da vida cotidiana daqueles que estiveram à margem da riqueza produzida pelo ouro no Brasil Colônia e discutir formas de religiosidade popular frente ao catolicismo oficial.
ADUM, Sônia Maria Sperandio Lopes (M, 1992)
ALCÂNTARA, Denise Dantas de (M, 1999)
ALMEIDA, Jozimar Paes de (M, 1987)
ALVAREZ, Norby Margoth Andrade (M, 1995)
APÓSTOLO NETO, José (M, 1998)
ARANTES, Almir (M, 1993)
ARRUDA, Gilmar (M, 1989)
ARRUDA, Gilmar (D, 1998)
BAPTISTA, Rosa Maria Malheiros de (M, 1995)
BARBITTA, Enrique Yamandu Peregalli (D, 1993)
BASÍLIO, Valéria Cristina (M, 1997)
BERLINI, Cintia Stela Negrão (M, 1999)
BERTONCINI, Elizabeth Maria Oliveira Luti (M, 1992)
BIAZOTTO, Renata Lopes (M, 1993)
BORGES, Maria Celma (M, 1996)
BRETAN, Isaura Maria Accioli Nobre (M, 1995)
BUSETTO, Áureo (M, 1992)
CAMPOS JÚNIOR, Luís de Castro (M, 1992)
CAMPOS JÚNIOR, Luís de Castro (D, 1997)
CAMPOS, Paulo Fernando de Souza (M, 1997)
CARVALHO, Antônio Carlos Duarte de (M, 1995)
CARVALHO, Maria Delma (M, 1985)
CISCATI, Marcia Regina (M, 1998)
COLOSSO, Leonardo (M, 1991)
COUTO, Edilece Souza (M, 1998)
CUNHA, Maria de Fátima da (M, 1993)
CHAVES, Niltonci Batista (M, 1998)
DAVID, Solange Ramos de Andrade (M, 1994)
DIAS, Luiz Antonio (M, 1993)
DIAS, Reginaldo Benedito (M, 1997)
DIAS, Wilka Coronado Antunes (M, 1992)
FEITOSA, Lourdes Madalena Gazarini Conde (M, 1994)
FERRAZ, Francisco César Alves (M, 1994)
FREITAS, Adriana Carriel (M, 1998)
FREITAS, José Vicente (D, 1999)
GAIOFATTO, Nadia (M, 1999)
GASQUE, Marlene Aparecida de Souza (M, 1994)
GIANNATTASIO, Gabriel (M, 1993)
GIMENEZ, José Carlos (M, 1995)
GOES, Eda Maria (M, 1991)
GOES, Eda Maria (D, 1998)
GONÇALVES, Claudiomar dos Reis (M, 1996)
GONÇALVES, José Artur Teixeira (M, 1998)
GONÇALVES, Rodolfo Frank (M, 1997)
GONZALES NETO, José Garcia (M, 1986)
GUIMARÃES, Cláudio Jorge (M, 1997)
HASHIMOTO, Francisco (M, 1991)
ITAVO, Maria Cecília de Faria (M, 1996)
JOANILHO, André Luiz (D, 1997)
JOSÉ, Ricardo Silva (M, 1997)
KUPPER, Agnaldo (M, 1994)
LEAL, Edson Pereira Bueno (M, 1991)
LEITE, Eudes Fernando (M, 1994)
LOFEGO, Sílvio Luiz (M, 1996)
LOPES, Marta Maria (M, 1989)
MAIO, Carlos Alberto (M, 1997)
MALHEIROS, Patrícia Silveira (M, 1990)
MARQUES, Emery (M, 1995)
MARTINS, Sílvia Helena Zanirato (D, 1996)
MARTINS, Sílvia Helena Zanirato (M, 1989)
MATE, Cecília Hanna (D, 1998)
MAZOTI, Dirceu (M, 1990)
MEIRELLES, William Reis (M, 1990)
MEIRELLES, William Reis (D, 1998)
MELO, José Joaquim Pereira (M, 1990)
MELO, José Joaquim Pereira (D, 1998)
MONTANHINI, Wagner (M, 1995)
MOREIRA, Maria de Fátima Salum (M, 1989)
MORELI, Maria Sílvia Moraes Nórcia (M, 1988)
MORELLI, Ailton José (M, 1996)
MOTA, Lúcio Tadeu (D, 1998)
MUNIZ, Silvana Cristina Oliveira (M, 1998)
NASCIMENTO, Antonio Carvalho do (D, 1998)
NASCIMENTO, José Ferré do (M, 1998)
NASCIMENTO, Luiz Miguel do (M, 1992)
NEVES, Vilma Fernandes (M, 1991)
NORTE, Sérgio Augusto Queiroz (M, 1986)
OBERDIEK, Hermann Iark (M, 1989)
OLIVEIRA, Andrea Lúcia Dorini de (M, 1996)
OLIVEIRA, Benícia Couto de (M, 1999)
OLIVEIRA, Carlos Alberto de (M, 1995)
OLIVEIRA, Terezinha (D, 1997)
PACÍFICO FILHO, Miguel (M, 1999)
PAGANOTTO, Waldir (M, 1997)
PAULA, David Ferreira de (M, 1993)
PAULA, David Ferreira de (D, 1999)
PAULA, Zueleide Casagrande de (M, 1998)
PELEGRINI, Sandra de Cássia Araújo (M, 1993)
PEREIRA, Ana Lúcia (M, 1998)
PEREIRA, Lupércio Antônio (M, 1987)
PEREIRA, Valdeir Agostinelli (M, 1990)
PINHEIRO, Niminon Suzel (M, 1992)
PINHEIRO, Niminon Suzel (D, 1999)
PIRES, Ariel José (M, 1996)
POMARI, Luciana Regina (M, 1996)
POMERANTZ, Léon (D, 1994)
POSSAS, Lídia Maria Vianna (M, 1992)
PRIMOLAN, Emílio Donizete (M, 1993)
PRIORI, Angelo Aparecido (M, 1994)
QUEIROZ, Paulo Roberto Cimó (M, 1992)
REIS, José Cezar dos (M, 1988)
REIS, Martha dos (M, 1993)
REIS, Martha dos (D, 1999)
RIBEIRO, Edméia Aparecida (M, 1996)
RODRIGUES, Maurílio Alves (M, 1996)
RODRIGUES, José Orlando (M, 1998)
ROLIM, Rivail Carvalho (M, 1996)
ROMANELLO, Jorge Luiz (M, 1998)
RUI, Adaílson José (M, 1996)
SALDANHA, Terezinha (M, 1998)
SANCHES JÚNIOR, Nelson Martins (M, 1997)
SANTOS, Ademir Pereira dos (M, 1992)
SANTOS, Antonio Carlos dos (M, 1998)
SANTOS, Cátia (M, 1997)
SILVA, Ana Cristina Teodoro da (M, 1995)
SILVA, Claudia Neves da (M, 1999)
SILVA, César Múcio (M, 1996)
SILVA, Elizete Mello da (M, 1996)
SILVA, Ivana Martini de Andrade (M, 1991)
SILVA, Luiz Rogério Oliveira da (M, 1994)
SILVA, Maria do Carmo Brazil Gomes da (M, 1993)
SILVA, Marta Dantas da (M, 1997)
SILVA, Robson Felipe Viegas da (M,1999)
SILVA, Ricardo Siloto da (D, 1996)
SILVA, Rubens Galdino da (D, 1996)
SILVA, Rubens Galdino da (M, 1989)
SILVA, Samir Borges da (M, 1990)
SILVEIRA, Célia Regina da (M, 1997)
SÍMILI, Ivana Guilherme (M, 1995)
SIQUEIRA, Silvia Marcia Alves (M,1999)
SITOLIN, Érica Aparecida (M, 1998)
SOARES, Marco Antonio Neves (M, 1995)
SOUZA, Rafael Lopes de (M, 1997)
SUENAGA, Claudio Tsuyoshi (M, 1999)
TAMASO, Renata Maria (M, 1997)
TANNO, Janete Leiko (M, 1995)
TOMAZI, Nelson Dácio (M, 1989)
TONELLA, Celene (D, 1997)
VALVERDE, David Lucio de Arruda (M, 1999)
VASCONCELOS, Cláudio Alves (M, 1986)
VERONA, Antônio Folquito (M, 1993)
VIANA, Elizabeth de Camargo (D, 1999)
VICENTE, Maximiliano Martins (M, 1987)
VICTOR, Rosenei Cristina Ribeiro (M, 1994)
( VOLTAR )
(TESES)
A AGROPECUÁRIA BRASILEIRA: INDUSTRIALIZAÇÃO E APROPRIAÇÃO (1970-1990)<